Efeito do intervalo para início da radioterapia em pacientes com glioblastoma

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Data
2017-08-22
Autores
Loureiro, Luiz Victor Maia [UNIFESP]
Orientadores
Malheiros, Suzana Maria Fleury [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Objective: to evaluate the effect of waiting time between the neurosurgical intervention and the starting of radiotherapy on overall survival of Glioblastoma patients as an independent prognostic variable. Methods: two different methods were applied: 1) cohort study; 2) systematic review and meta-analysis. Cohort of 115 Glioblastoma patients from two different health-care institutions (one public and one private) who underwent post-operative radiotherapy. A systematic review of studies published between 1975 and 2015 reporting on the waiting time to radiotherapy for Glioblastoma patients who underwent a neurosurgical procedure. The meta-analysis was performed by converting the waiting time to radiotherapy studies intervals into a regression coefficient (β) and standard error expressing the effect size on overall survival per week of delay. Results: for the entire cohort the median waiting time to radiotherapy was 6 weeks (range, 1.3 – 17.6). The median overall survival for waiting time < 6 weeks was 13.5 months (95% CI, 9.1 – 17.9) and for those > 6 weeks was 14.2 months (95% CI, 11.2 – 17.2) (HR 1.16, 95% CI 0.77 – 1.76; p = 0.47). The waiting time to radiotherapy had no significant effect on overall survival even when compared to well- known prognostic variables (HR 1.32, 95% CI, 0.73 – 2.39; p = 0.35). Data required to calculate the effect size on overall survival were available for 14 studies retrieved for systematic review, including 5,429 patients. The combined analysis showed a median waiting time to radiotherapy of 37 days (ranges, 1 – 232) and provided no evidence for an association between waiting time to radiotherapy, per week of delay, and overall survival (HR 0.98, 95% CI, 0.89 – 1.07; p = 0.61). Conclusions: the waiting time to radiotherapy was not an independent prognostic variable for overall survival of Glioblastoma patients and had no significant effect on overall survival even when compared to well-known prognostic variables. The meta-analysis provided no evidence of a true effect on overall survival by delaying radiotherapy.
Objetivo: objetivo primário foi avaliar o efeito do intervalo de tempo entre a intervenção neurocirúrgica e o início da radioterapia adjuvante como fator prognóstico independente na sobrevida global de pacientes diagnosticados com Glioblastoma. Métodos: dois métodos foram empregados: 1) estudo de coorte; 2) revisão de literatura e metanálise. Estudo de coorte com 115 pacientes submetidos à radioterapia adjuvante em duas instituições diferentes (uma pública e outra privada). Revisão sistemática de estudos publicados entre 1975 e 2015 acerca do tempo para início da radioterapia em pacientes submetidos à ressecção cirúrgica por Glioblastoma. A metanálise foi realizada através da conversão do intervalo para radioterapia em um coeficiente de regressão (β) e desvio padrão expressando a magnitude do efeito sobre a sobrevida global, por semana de atraso. Resultados: entre os 115 pacientes avaliados a mediana para o início da radioterapia foi de 6 semanas (intervalo, 1,3 – 17,6). A sobrevida global mediana para pacientes que iniciaram radioterapia em < 6 semanas foi de 13,5 meses (IC 95%, 9,1 – 17,9) e para aqueles com > 6 semanas foi de 14,2 meses (IC 95%, 11,2 – 17,2) (RR 1,16, IC 95% 0,77 – 1,76; p = 0,47). A confrontação com outros fatores prognóstico relevantes, realizada em análise multivariada, confirma que não há evidência de impacto relevante do tempo para o início de radioterapia na sobrevida global (RR 1,32, IC 95% 0,73 – 2,39; p = 0,35). Os dados necessários para calcular a magnitude do efeito sobre a sobrevida global estavam disponíveis em 14 estudos incluídos na revisão sistemática. Tais estudos somaram 5.429 pacientes. A análise combinada desse grupo de artigos revelou um tempo para o início de radioterapia mediano de 37 dias (intervalo, 1 – 232) e não demonstrou evidencia de impacto, por semanas de atraso, na sobrevida global (RR 0,98, IC 95%, 0,89 – 1,07; p = 0,61). Conclusões: o intervalo para início da radioterapia não pôde ser considerado um fator prognóstico independente na sobrevida global dos pacientes estudados. O intervalo para o início de radioterapia também não demonstrou tratar-se de fator prognóstico independente, quando confrontado com outras variáveis prognósticas reconhecidas. A metanálise não identificou efeito prejudicial do atraso para início da radioterapia, independentemente do intervalo.
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