Efeito de um programa de treinamento resistido progressivo para osteoartrite de mãos: um estudo controlado, randomizado e cego

Nenhuma Miniatura disponível
Data
2015-10-29
Autores
Cabral, Michele Vieira Nery [UNIFESP]
Orientadores
Natour, Jamil Natour [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Introdução: Osteoartrite (OA) das mãos é altamente prevalente, afetando 55-70% da população acima de 55 anos, com aumento progressivo proporcional a idade. As articulações interfalângicas (IF) e carpometacarpal (CMC) podem apresentar vários graus de deformidade associada a dor, diminuição da força de preensão palmar e pinça, diminuição da amplitude de movimento e prejuízos funcionais. O tratamento da OA das mãos, baseia-se em condutas puramente sintomáticas. Revisões sistemáticas e meta-análises demonstram o efeito benéfico do exercício pra OA de membros inferiores, no entanto pra OAM o exercício ainda é utilizado baseado em guias de recomendações e estudos de baixa qualidade, não possibilitando a conclusão sobre os efeitos do exercício na dor, função e força na OA das mãos. Objetivo: avaliar a efetividade do exercício resistido progressivo na dor, função e força na OAM. Métodos: diagnóstico de OAM de acordo com ACR de no mínimo 1 ano, idade acima de 55 anos, ambos os gêneros, dor nas articulações IF na escala numérica (END) entre 3-8 cm. Os instrumentos utilizados foram END, AUSCAN, COCHIN, dinamômetro de força de preensão palmar e pinça, escala likert e controle do uso de paracetamol. Um avaliador cego, realizou as avaliações no tempo inicial, 6 e 12 semanas após o início do tratamento. Resultados: Foram entrevistados 87 pacientes, dos quais 60 preenchem os critérios de elegibilidade que foram randomizados em grupo exercício (GE) e controle (GC). Ambos os grupos realizaram uma sessão proteção articular e conservação de energia antes da randomização. O grupo exercício realizou um programa de fortalecimento da musculatura intrínseca das mãos durante 12 semanas. Resultados: os grupos foram homogêneos no tempo inicial, exceto pra as forças de pinça chave para mão não dominante e trípode de ambas as mãos. A comparação entre os grupos utilizando ANOVA de medidas repetidas demonstrou uma diferença estatisticamente significante para o GE no AUSCAN total (p=0,005), dor (p=0,006) e função (0,047), COCHIN p= 0,042 e escala likert com p=0,001. Conclusão: este programa de fortalecimento resistido progressivo foi efetivo na dor, função e satisfação do indivíduo com OA das mãos.
Descrição
Citação
CABRAL, Michele Vieira Nery. Efeito de um programa de treinamento resistido progressivo para osteoartrite de mãos: um estudo controlado, randomizado e cego. 2015. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.