Enfermeiros da atenção básica e a identificação de ações no controle do câncer de mama no município de Diadema-sp

Enfermeiros da atenção básica e a identificação de ações no controle do câncer de mama no município de Diadema-sp

Author Teixeira, Michele de Souza Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Figueiredo, Elisabeth Niglio de Figueiredo Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Enfermagem
Abstract Introdução: O câncer de mama é o agravo que mais acomete mulheres em todo o mundo. No Brasil, mesmo com políticas de saúde públicas instituídas, o diagnóstico dessa neoplasia tem acontecido em estágios avançados, acarretando taxas de mortalidade elevadas. Portando, a detecção precoce é fundamental para a melhora desses indicadores, sendo a Atenção Básica o local primordial para a realização dessa ação. Entre os profissionais, o enfermeiro tem papel de destaque nas atividades de controle da doença. Objetivo: Identificar a implementação das ações de rastreamento oportunístico do câncer de mama, propostas pelo Ministério da Saúde, por enfermeiros de Unidades Básicas de Saúde de Diadema-SP. Método: Estudo quantitativo observacional, de corte transversal, cuja população foi constituída por 70 enfermeiros que atuavam na Estratégia Saúde da Família, e que aceitaram participar do estudo, respondendo a um questionário. Os dados foram analisados por meio de análises descritivas e inferenciais, utilizando o teste de associação pelo Qui-quadrado ou Teste Exato de Fischer. Resultados: 91,4% dos enfermeiros são Especialistas, principalmente na área de Saúde Pública; 44,3% participaram de capacitação sobre as ações para o câncer de mama e 57,1% e 28,6% referiram ter, em sua Unidade, o Caderno de Atenção Básica número 13 e o Documento Consenso, respectivamente. Todos os entrevistados referiram realizar a investigação de fatores de risco para a doença, sendo que 84,3% citaram a história de câncer de mama pessoal ou na família como sendo o fator mais reconhecido. Em relação ao ECM, 97,1% referiram realizá-la e, 47,1% e 41,4%, respectivamente, acreditavam não ter um intervalo ou uma faixa etária estabelecida para realização desse exame, sendo que 76,5% fizeram-no no momento da coleta de citologia oncótica. Em caso de exame alterado, 77,9% solicitaram avaliação médica; 88,6% indicaram a realização anual da MMG e 75,7% orientaram o primeiro exame a partir dos 40 anos; 82,9% fizeram o pedido do exame e destes, 82,8% utilizaram como critério principal a idade da mulher. Aqueles que não solicitaram o exame, justificaram não ser de sua competência profissional. A busca ativa de mulheres que faltaram à MMG, com suspeita de malignidade e com encaminhamento à Unidade de Referência foi executada por 31,4%, 64,3% e 37,1% dos entrevistados, respectivamente. Desses, 94,3% orientaram as mulheres quanto ao AEM, sendo que 80,3% deles o fizeram durante a coleta de citologia oncótica; 42,4% consideraram que não existe qualquer determinação quanto à faixa etária para a realização desse exame e 77,3% informaram que o mesmo deve ser mensal. A promoção de reuniões educativas sobre o câncer de mama foi confirmada por 52,9% dos profissionais. Quanto à consulta de enfermagem, todos realizaram e 57,6% referiram terem de 10 a 20 atendimentos agendados por dia. Quanto ao uso dos sistemas informatizados e aos dados gerados, os enfermeiros apontaram que o único Sistema presente em todas as Unidades foi o SIAB. Entre aqueles que não utilizaram, 62,5% informaram planejar suas ações pela demanda de atendimento. No que diz respeito aos entraves, 54,3% referiram ter dificuldades para realizar ECM e, dentre estes, 53,1% destacaram a falta de tempo; 55,7% afirmaram apresentar dificuldades para solicitar MMG, sendo que 59% reportaram-se ao agendamento do exame. Já o obstáculo mais frequente em todos os sistemas informatizados foi a falta de capacitação dos profissionais. Finalmente, quanto às associações, o número de consultas não apresentou significância estatística com a realização de atividade educativa. Entretanto, a falta de capacitação dos enfermeiros é um fator dificultador para o desenvolvimento desta ação. Conclusão: Existem algumas não conformidades entre as ações propostas pelo Ministério da Saúde para serem desenvolvidas pelos enfermeiros no rastreamento oportunístico do câncer de mama e as executadas nas UBSs estudadas. Portanto, é fundamental que o município de Diadema invista na qualificação dos profissionais e na avaliação e reestruturação do processo de trabalho das Equipes de Saúde da Família.
Keywords atenção básica
enfermeiro
neoplasia da mama
programas de rastreamento
Language Portuguese
Date 2015-02-25
Published in TEIXEIRA, Michele de Souza. Enfermeiros da atenção básica e a identificação de ações no controle do câncer de mama no município de Diadema-sp. 2015. 105 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Enfermagem
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 105 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3047737
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48167

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