Avaliação da extensão de doença e dano permanente em pacientes brasileiros com arterite de takayasu

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Data
2016-09-28
Autores
Araujo, Ricardo Amaro Noleto [UNIFESP]
Orientadores
Souza, Alexandre Wagner Silva de Souza [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado profissional
Título da Revista
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Resumo
Objective: To assess disease extent and permanent damage in Brazilian patients with Takayasu arteritis (TA) using the following tools: the "Disease Extent Index for Takayasu Arteritis" (DEI.Tak) and "Takayasu Arteritis Damage Score" (TADS ), and to analyze associations between the disease extension scores and permanent damage with demographics, extent of arterial lesions, comorbidities and medications used for the treatment of TA. Results: A retrospective single-center cross-sectional study was performed in patients classified as TA in Vasculitis Outpatient Clinic at Unifesp-EPM. Forty-six TA patients were included, 93.5% of these were women, 71.7% were white with a median follow-up length of 110 months and an average age of 43.9 years. Regarding the angiographic classification, type V (63.0%) was the predominant, followed by type I (21.7%). In Physicians Global Assessment (PGA) 76.1% were in remission, 15.2% had active disease and 8.7% had active disease in low-grade. Most TA patients (91.3%) had at least one risk factor for CAD. The median risk factors for CAD was 4.0 (total of 11 risk factors). Regarding treatment only two (4.3%) patients had never received immunosuppressants and three (6.5%) patients had never received treatment with corticosteroids. Methotrexate was used as immunosuppressant in 43.5%. The use of biological agents was seen in 43.5%, and anti-TNF agents were the most frequently used; especially infliximab (26.1%). The average score of DEI.Tak was 7.13 ± 19.22 and the TADS was 5.98 ± 3.02, as expected, cardiovascular events were the most frequent among patients with AT (91.3%), followed by renal manifestations (50.0%). Patients with type arteriography V and those requiring the use of biological agents scored higher DEI.Tak and TADS. In multivariate analysis we did not observe any independent association with the score DEI.Tak. But, the need for the use of biological agents was independently associated the higher TADS score [? coefficient = 2.05; p = 0.035]. Conclusion: This is the first study in Brazilian TA patients with concomitant application of disease extension scores and permanent damage. We found predominant cardiovascular and renal manifestations and a high cardiovascular risk factor index. Arteriographic type V and the need to use biological agents were associated with greater DEI.Tak and TADS scores. However, only the need to use biological agents was independently associated with higher permanent damage in TA.
Objetivos: Avaliar a extensão de doença e dano permanente em pacientes brasileiros com arterite de Takayasu (AT) por meio de instrumentos de avaliação o "Disease Extent Index for Takayasu Arteritis? (DEI.Tak) e o ?Takayasu Arteritis Damage Score" (TADS), correlacionando o escores de extensão de doença e dano permanente com dados demográficos, extensão das lesões arteriais, comorbidades e medicações utilizadas para o tratamento da AT. Resultados: Estudo transversal unicêntrico retrospectivo em pacientes classificados como AT no Ambulatório de Vasculites da Unifesp-EPM com 46 pacientes, destes 93,5% mulheres, 71,7% brancos com mediana de seguimento de 110 meses e média de idade de 43,9 anos. Em relação ao acometimento arteriográfico, houve predomínio do tipo V (63,0%), seguido pelo tipo I (21,7%). Na Avalição Médica Global 76,1 % encontravam-se em remissão, 15,2 % em doença ativa e 8,7% em doença ativa em baixo grau. A maioria dos pacientes com AT (91,3%) apresentou pelo menos um fator de risco para DAC. A mediana de fatores de risco para DAC foi de 4,0 (total de 11). Em relação ao tratamento apenas dois (4,3%) pacientes nunca tinham recebido imunossupressores e três (6,5%) pacientes nunca haviam recebido tratamento com corticosteroides. O metotrexato foi o imunossupressor mais utilizado (43,5%). O uso de biológicos foi visto em 43,5%, sendo os agentes anti-TNF? os mais utilizados; principalmente o infliximabe (26,1%). A pontuação média do DEI.Tak foi de 7,13 ± 19,22 e a do TADS foi de 5,98 ± 3,02, como esperado, as manifestações cardiovasculares foram as mais encontradas entre os pacientes com AT (91,3%), seguidas pelas manifestações renais (50,0%) bem como foram órgãos com maior dano acumulado. Pacientes com tipo arteriográfico V e aqueles com necessidade de uso de agentes biológicos tiveram maior pontuação do DEI.Tak e do TADS. Em análise multivariada não observamos nenhuma associação independente com a pontuação do DEI.Tak. Porém a necessidade do uso de agentes biológicos se associou de forma independente a maior escore do TADS [coeficiente ? = 2,05; p = 0,035]. Conclusão: Este é o primeiro estudo brasileiro em pacientes com AT com aplicação concomitante de escores de extensão de doença e dano permanente, sendo predominante as manifestações cardiovasculares e renais e um alto índice de fator de risco cardiovascular. Tipo arteriográfico V e necessidade do uso de biológicos se associaram a maior pontuação de DEI.Tak e TADS. Porém apenas necessidade do uso de biológicos se associou de forma independente a maior dano permanente na AT.
Descrição
Citação
ARAUJO, Ricardo Amaro Noleto. Avaliação da extensão de doença e dano permanente em pacientes brasileiros com arterite de takayasu. 2016. 48 f. Dissertação (Mestrado Profissional) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.