Consumo de refrigerantes e sucos artificiais por pré-escolares brasileiros em 2006

Nenhuma Miniatura disponível
Data
2015-03-26
Autores
Vega, Juliana Bergamo [UNIFESP]
Orientadores
Taddei, Jose Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Objective: This study aimed to describe the frequency of consumption of soft drinks and artificial juices and to investigate demographic, socioeconomic and nutritional factors associated with it, among Brazilian preschool children. Methods: The National Survey on Demography and Health of Woman and Children ? PNDS 2006, which is a nationally representative cross-sectional survey was used to compose the study subsample with 2881 children 24-59 months of age. Analyzes were performed considering three categories of soft drinks and artificial juices consumption: infrequent (?1 day per week), regular (2-3 days per week) and frequent (?4 days per week). Statistics were generated using X2 and multinomial logistic regression. Variables with p<0.20 at "frequent consumption" category were considered eligible for the inclusion in the multiple regression model. The strategy adopted to order the inclusion of variables in the model was "stepwise forward". The final model was composed by variables with p<0.05 at the "frequent consumption" category. Results: Results showed that 37.3% of children consumed soft drinks and artificial juices 4 or more days per week. The consumption of soft drinks and artificial juices 4 or more days per week was associated with variables such as residents of regions with greater economic development (OR 2.13; 95%CI 1.66-2.72), residents of urban areas (OR 1.81; 95%CI 1.39-2.34), families with higher socioeconomic status (OR 1.44; 95%CI 1.15-1.81), children of mothers who watched TV regularly (OR 1.90; 95%CI 1.35-2.68) and overweight children (OR 1.41; 95%CI 1.02-1.99). Conclusions: The consumption of soft drinks and artificial juices is associated with overweight in children aged 2 to 5 years old, which is showed as a potential unhealthy feeding pattern by this age group. The association between sweetened beverages consumption and socioeconomic and demographic variables allows targeting children who need educational interventions in order to discourage the consumption of such drinks. Further studies are needed to better understand the real contribution of sugary drinks in childhood obesity epidemic.
Objetivo: Identificar a prevalência e fatores associados ao consumo de refrigerantes e sucos artificiais entre pré-escolares brasileiros em 2006 e os fatores demográficos, socioeconômicos e nutricionais que se associam a este consumo. Métodos: Foram utilizados dados de 2881 crianças entre 24 a 59 meses de idade oriundos da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006. As análises foram feitas considerando três categorias de consumo de refrigerantes e sucos artificiais: infrequente (?1 dia por semana), regular (2-3 dias por semana) e frequente (?4 dias por semana). Nas análises descritivas utilizou-se o teste qui-quadrado considerando significativos valores de p<0,05. Nas análises multivariadas optou-se por utilizar o modelo de regressão logística multinomial. Foram consideradas elegíveis para inclusão no modelo de regressão múltipla as variáveis com p<0,20 na associação para categoria ?consumo frequente?. A estratégia adotada para ordem de inclusão das variáveis no modelo foi o ?stepwise forward?. Permaneceram no modelo final as variáveis com p<0,05 na categoria de interesse ?consumo frequente?. Resultados: Entre os pré-escolares, 37,3% consumiram refrigerantes e sucos artificiais 4 dias por semana ou mais. Os fatores que se associaram ao consumo das bebidas açucaradas foram: residir em regiões de maior desenvolvimento econômico do país (OR 2,13; IC95% 1,66-2,72), em áreas urbanas (OR 1,81; IC95% 1,39-2,34), pertencer ao estrato de maior poder aquisitivo (OR 1,44; IC95% 1,15-1,81), mães que assistiam TV regularmente (OR 1,90; IC95% 1,35-2,68) e excesso de peso da criança (OR 1,41; IC95% 1,02-1,99). Conclusões: O consumo de refrigerantes e sucos artificiais apresenta-se como um provável erro alimentar por se associar ao excesso de peso. A associação entre o consumo deste tipo de bebidas e as variáveis socioeconômicas e demográficas permite a identificação do perfil de crianças que necessitam de intervenções educacionais que desestimulem este hábito. Novos estudos são necessários para a melhor compreensão da contribuição das bebidas açucaradas na epidemia de obesidade infantil.
Descrição
Citação
VEGA, Juliana Bergamo. Consumo de refrigerantes e sucos artificiais por pré-escolares brasileiros em 2006. 2015. 76 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.