Impacto da dpoc na função pulmonar e resultados clínicos após cirurgia de revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea

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Data
2016-06-07
Autores
Viceconte, Marcela [UNIFESP]
Orientadores
Guizilini, Solange [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Background: The aim of this investigation was to analyze the impact and severity of chronic obstructive pulmonary disease (COPD) on pulmonary function and postoperative clinical outcome based on the Global initiative for Obstructive Lung Disease criteria in patients undergoing off-pump coronary artery bypass grafting. Methods: Patients were allocated into three groups according to presence and severity of COPD: 1) Non- to Mild-COPD group, n=144; 2) Moderate COPD, n=77; and 3) Severe COPD, n=30. Spirometry values were obtained preoperatively and on 2nd and 5th postoperative days. The incidence of pneumonia, reintubation, duration of mechanical ventilation and postoperative length of hospital stay were recorded. Results: A significant impairment in pulmonary function was observed in all groups on 2nd and 5th postoperative days (p<0.05). However, postoperative pulmonary dysfunction were significantly higher in moderate and severe COPD groups compared to non- to mild-COPD group (p<0.05). Multivariate analysis showed that severe COPD was associated with higher risk for prolonged mechanical ventilation, reintubation, pneumonia and delayed hospital discharge. A preoperative forced expiratory volume in first second<60% of the predicted value was associated with poor outcome in the moderate COPD group. A significant negative correlation was found between forced expiratory volume in first second at 5th postoperative day and postoperative length of stay (p=0.0001). Conclusion: COPD severity determined higher impairment in pulmonary function and worse clinical outcomes after off-pump coronary artery bypass grafting. A preoperative forced expiratory volume in first second<60% of predicted value seems to be an important predictor of postoperative complications.
Objetivo: Analisar o impacto da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e sua severidade, com base nos critérios do Global Initiative for Chronic Lung Disease (GOLD), na função pulmonar e evolução clínica no pós-operatório (PO) de cirurgia de revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea. Métodos: Os pacientes foram divididos em três grupos, de acordo com a presença e a gravidade da DPOC: 1) sem DPOC a DPOC leve (SL-DPOC), n=144; 2) DPOC moderada, n=77; e 3) DPOC grave, n=30. Os valores espirométricos foram obtidos no pré-operatório e no 2º e 5º dias de PO. A incidência de pneumonia, reintubação, tempo de ventilação mecânica e permanência hospitalar foram registrados no PO. Resultados: Houve prejuízo significante da função pulmonar em todos os grupos no 2º e 5º dias de PO (p<0,05). No entanto, a disfunção pulmonar pós-operatória foi significantemente maior nos grupos DPOC moderada e grave quando comparados ao grupo NL-DPOC (p<0,05). A análise multivariada mostrou que a DPOC grave foi associada a maior risco para ventilação mecânica prolongada, reintubação, pneumonia e internação hospitalar prolongada no PO. O volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) menor que 60% do valor predito, no pré-operatório, foi associado a um pior prognóstico no PO em pacientes com DPOC moderada. Houve correlação negativa entre o VEF1 no 5º dia de PO e tempo de internação no PO (p=0,0001). Conclusão: A severidade da DPOC determinou maior comprometimento na função pulmonar e piores resultados clínicos após cirurgia de revascularização do miocárdio. O VEF1 pré-operatório inferior a 60% do valor predito parece ser um importante marcador prognóstico de complicações pós-operatórias.
Descrição
Citação
VICECONTE, Marcela. Impacto da dpoc na função pulmonar e resultados clínicos após cirurgia de revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea. 2016. 70 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Santos, 2016.