Estudo da densidade óssea na esclerodermia sistêmica

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Data
1997-03-01
Autores
Da Silva, H.c. [UNIFESP]
Szejnfeld, Vera Lucia [UNIFESP]
Assis, L.s.s. [UNIFESP]
Sato, Emilia Inoue [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
BACKGROUND - Osteopenia in systemic sclerosis (scleroderma) patients was reported in X-ray studies of hands and by proximal and distal forearm bone mass measurement. It has been suggested that bone loss in these patients might be due to chronic ischemia, immobilization and early menopause. Nevertheless it is not established if these patients present generalized osteopenia. To shed light into this point we studied bone mineral density in the spine, proximal femur and total body in patients with systemic sclerosis. PATIENTS AND METHOD - Twenty-five Caucasian women were evaluated. Mean age of patients was 48 ± 12 years and mean time of disease was 7 ± 7 years; 13 were postmenopausal (8 ± 8 years). Bone mass was measured in the spine, proximal femur and total body by using a dual-photon absorptiometry with X rays source (Lunar - Model DPX). RESULTS - Bone mass in different sites was not statistically different from the age-matched control healthy women. Mean bone mass of patients with limited form was not different from patients with diffuse form of systemic sclerosis. Patients with calcinosis had lower bone mass at proximal femur than those without this alteration. CONCLUSIONS - Patients with systemic sclerosis do not present bone loss and this disease is not a risk factor for generalized osteoporosis.
OBJETIVO. A osteopenia em pacientes com esclerodermia sistêmica foi descrita, radiologicamente, em mãos e, por densidade óssea, no terço proximal e distal do rádio. A redução da massa óssea, nesses pacientes, tem sido atribuída à isquemia, imobilização e à menopausa precoce. O objetivo deste estudo é analisar a densidade óssea na coluna, região proximal do fêmur e corpo todo de pacientes com esclerodermia sistêmica. PACIENTES E MÉTODO. Foram examinadas 25 pacientes caucasóides, sem outras condições que pudessem afetar o metabolismo ósseo. A média de idade das pacientes foi de 48 ± 12 anos, e o tempo de doença, de 7 ± 7 anos; 13 estavam na pós-menopausa há 8 ± 8 anos. A medida de massa óssea foi realizada na coluna, região proximal do fêmur e corpo todo, utilizando-se densitômetro de dupla emissão com fonte de raios X (Lunar - modelo DPX). RESULTADOS. Não houve diferença estatisticamente significante na densidade óssea das regiões avaliadas nas pacientes com esclerodermia sistêmica e as mulheres-controle pareadas para a idade, peso, altura e anos de menopausa. A densidade óssea das pacientes com forma limitada não foi diferente daquelas com a forma difusa. Pacientes com calcinose apresentaram menor densidade óssea na região proximal do fêmur que aquelas sem calcinose. CONCLUSÕES. Os autores concluíram que pacientes com esclerodermia sistêmica não apresentam perda de massa óssea. Portanto, a esclerodermia não é um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose generalizada.
Descrição
Citação
Revista da Associação Médica Brasileira. Associação Médica Brasileira, v. 43, n. 1, p. 40-46, 1997.
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