Comparação das técnicas para redução da luxação anterior do ombro: uma revisão sistemática

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Data
2016-12-09
Autores
Lara, Paulo Henrique Schmidt [UNIFESP]
Orientadores
Tamaoki, Marcel Jun Sugawara Tamaoki [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado profissional
Título da Revista
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Resumo
Background: The shoulder is regarded as the most commonly dislocated major joint in the human body. There are many methods of reduction, but there are few studies that compare efficiency, safety and reliability of these techniques. Objective: To compare the methods of reduction of the anterior dislocation of the shoulder. Method: Systematic review of randomized controlled clinical trials that compared two or more methods of reduction of the anterior dislocation of the shoulder. Studies were identified and selected from databases on the internet (Medline, Embase, Lilacs and Cochrane Virtual Library). A manual search for studies in journals and books was performed. The primary outcomes were failure rate, pain and reduction time. Secondary outcomes were: complications rate, length of stay in the Emergency Department, pain after 10 and 30 minutes and on discharge. Results: The search strategy resulted in 964 studies, and 7 studies were chosen. With respect to failure rate, FARES technique showed statistically significant results. With relation to pain during reduction and reduction time, when traction-countertraction and Kocher techniques were compared to the other techniques, there were statistically significant results in favour of the other techniques. Conclusion: There is no enough evidence to establish which is the best method of reduction of the anterior dislocation of the shoulder. Old methods such as traction-countertraction and Kocher showed negative results when compared to other techniques in outcomes as reduction time, pain during reduction and failure rate.
Introdução: Luxações anteriores da articulação do ombro são muito comuns. Embora a maioria das luxações possa ser reduzida no setor de emergência dos hospitais, algumas luxações demandam mais de uma técnica para redução e, em cinco a 10% dos casos, a redução só é conseguida no centro cirúrgico com o paciente sob anestesia. Há muitas técnicas para redução do ombro, mas poucos estudos compararam eficácia, segurança e confiabilidade dessas técnicas, sem uma evidência conclusiva sobre o assunto. Objetivo: Avaliar a efetividade de forma comparativa das diversas técnicas de redução da luxação anterior do ombro. Métodos: Foi realizada busca no Cochrane Bone, Joint and Muscle Trauma Group Specialised Register (até fevereiro de 2014), The Cochrane Central Register of Controlled Trials (The Cochrane Library 2014, Issue 1), MEDLINE (1966 até fevereiro de 2014), EMBASE (1980 até fevereiro de 2014), e LILACS (1982 até fevereiro de 2014). Além disso, foi realizada pesquisa em registros e ensaios clínicos e realizada busca manual de artigos. Não houve restrição quanto à língua ou status de publicação. Foram incluídos apenas estudos randomizados ou quaserandomizados. Os desfechos primários foram: taxa de falha da técnica, dor e tempo para redução e os secundários foram: taxa de complicações, tempo de permanência no setor de emergência, dor 10 e 30 minutos após redução e dor na alta hospitalar. Resultados: A estratégia de busca resultou em 964 referências, com sete estudos escolhidos. Com relação aos desfechos primários, a técnica FARES mostrou resultado estatisticamente significativo a seu favor e as técnicas de Tração- Contratração e Kocher apresentaram piores negativos. Conclusão: Não há evidência suficiente para estabelecer uma comparação inequívoca de qual a melhor técnica para redução da luxação anterior da articulação do ombro. Manobras como Tração-Contratração e Kocher mostraram piores resultados em comparação com as outras técnicas considerando tempo de redução, dor durante a redução e taxa de falha.
Descrição
Citação
LARA, Paulo Henrique Schmidt. Comparação das técnicas para redução da luxação anterior do ombro: uma revisão sistemática. 2016. 100 f. Dissertação (Mestrado Profissional) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.