Estudo da mutação do gene npm1 e sua relação com a mutação do gene flt3 em pacientes adultos com leucemia mieloide aguda

Estudo da mutação do gene npm1 e sua relação com a mutação do gene flt3 em pacientes adultos com leucemia mieloide aguda

Author Kimura, Eliza Yuriko Sugano Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Yamamoto, Mihoko Yamamoto Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Hematologia)
Abstract Introduction: AML is an aggressive and highly heterogeneous hematologic malignancy, as well as the most prevalent acute leukemia in adults. NPM1 mutation is a largely observed molecular change with significant prognostic value, especially in the intermediate cytogenetic group. Objective: Evaluate the frequency of NPM1 mutation, its prognostic value through clinical and laboratorial factors comparison and its association to FLT3 mutation. Methods: 121 consecutive patients with de novo AML were analyzed. The median age was 55 years (57 men and 64 women aged between 17-88). Diagnostic methods included morphological analysis, flow cytometric immunophenotyping and conventional G banding cytogenetic analysis. NPM1 molecular study was performed by sequencing the exon 12 genomic DNA, previously purified and subjected to PCR. The chain termination method applied was dideoxynucleotides and the amplification was reverse primer based. The electropherograms were analyzed by ABI PRISM 377 DNA Sequencing Analysis version 3.3. The sequences were aligned to the standard sequence contained in the GenBank database (accession number NM_002520.5). Results: The distribution of patients according to FAB classification were: 12 M0, 23 M1, 37 M2, 20 M3, 12 M4, M5a 6, 7 M5b, 2 M6, 1 N / C and 1 basophil. The NPM1 mutation was detected in 19.8% of LMAs studied and in 27.3% of the cytogenetic intermediate risk group. TCTC duplication (mutation A) was the most frequent, accounting for 77.3%. The NPM1 mutation was associated with increased leukocytosis (p = 0.002) and a higher percentage of blast cells in BM (p = 0.016). It was more frequent in monocytic LMAs (p = 0.003) and was rare or absent in M3 and M0. The CD34 expression was inversely related to the presence of the mutation and the double negative CD34 / HLA-DR (p <0.001 and p <0.012, respectively). CD14 expression was associated with NPM1 mutation (p = 0.022). In cytogenetic intermediate risk group, all parameters kept association and lower CD117 expression was observed in AML NPM1-mut compared to NPM1wt (63.5 vs. 96.5; p = 0.048). Assessing the molecular favorable prognosis group (NPM1-mut / FLT3wt) and the adverse group (NPM1wt / FLT3-ITD), the lack of expression of CD34 and double-negative for CD34 and HLA DR (p <0.001 and p = 0.005, respectively) were both associated with the favorable group. Age, gender and WBC showed no relevance. Furthermore, 18.2% (6/33) presented the favorable genetic prognosis (NPM1-mut / FLT3wt) while 9.1% (3/33) the adverse prognosis (NPM1wt / FLT3-ITD). Conclusion: The co-evaluation of FLT3 and NPM1 mutations enabled reallocation of 27% of the cytogenetic intermediate risk group patients between favorable or adverse prognosis group.

A Leucemia mieloide aguda (LMA) é uma neoplasia hematológica agressiva e heterogênea mais prevalente em indivíduos adultos. A mutação do gene nucleofosfamina (NPM1) é uma das alterações moleculares mais frequentemente encontradas com relevante valor prognóstico, principalmente no grupo de risco citogenético intermediário. Objetivo: Avaliar a frequência da mutação no NPM1 e seu valor prognóstico através da comparação com dados clínicos e laboratoriais, bem como sua associação com a mutação do gene fms-like tyrosine kinase-3 (FLT3). Material e métodos: Foram analisados 121 pacientes consecutivos com diagnóstico de LMA ?de novo?; com idade mediana de 55 anos (variação de 17 a 88 anos, sendo 57 do gênero maculino e 64 feminino). O diagnóstico foi realizado através da análise morfológica e imunofenotipagem por citometria de fluxo; análise citogenética foi por técnica convencional de banda G. O estudo molecular do NPM1 foi realizado pelo sequenciamento do exon 12 do DNA genômico previamente amplificado pela PCR e purificado. Foi utilizado o método de terminação da cadeia pelo didesoxinucleotídeo e a amplificação realizada com o primer reverse. Os eletroferogramas obtidos foram analisados através do programa ABI PRISM 377 DNA Sequencing Analysis versão 3.3. As sequências obtidas foram alinhadas à sequência padrão contida no banco de dados Genebank (número de acesso NM_002520.5). Resultados: a distribuição dos pacientes estudados segundo a classificação FAB foram: 12 M0, 23 M1, 37 M2, 20 M3, 12 M4, 6 M5a, 7 M5b, 2 M6, 1 N/C e 1 Basofílica. A frequência da mutação no NPM1 foi de19,8% das LMAs e de 27,3% no grupo citogenético de risco intermediário. A duplicação de TCTC (mutação tipo A) foi a mais frequente, ocorrendo em 77,3%. A presença da mutação no NPM1 foi associada a leucocitose (p=0,002) e elevada porcentagem de células blásticas na MO (p=0,016). Foi mais frequente nas LMAs monocíticas (p=0,003), rara na M3 e ausente na M0. A expressão do CD34 bem como a dupla negatividade de CD34/HLA-DR foi inversamente relacionada à presença da mutação (p<0,001 e p<0,012, respectivamente). A expressão do CD14 foi associada à mutação do NPM1 (p=0,022). No grupo de risco citogenético intermediário, ocorreram as mesmas associações, e foi observada menor expressão de CD117 em LMA com NPM1-mutado em comparação ao não mutado (63,5 vs 96,5, p=0,048). A avaliação conjunta da mutação do NPM1 com a mutação do FLT3, a ausência da expressão de CD34 e a dupla negatividade de CD34 e HLA-DR foram associadas ao grupo de prognóstico molecular favorável (NPM1-M/FLT3-NM) em relação ao grupo defavorável (NPM1-NM/FLT3-M) (p<0,001 e p=0,005, respectivamente). Gênero idade e leucometria não mostraram diferença entre os dois grupos. A resistência a múltiplas drogas (MDR) entre as LMAs NPM1- mutado e não mutados não foram significantes (p=0,163). No grupo de risco citogenético intermediário, 18,2% (6/33) apresentaram prognóstico molecular favorável (NPM1-M/FLT3-NM) e 9,1% (3/33) desfavorável (NPM1-NM/FLT3-M). Conclusão: Avaliação conjunta da mutação dos genes NPM1 e FLT3 possibilitou realocar 27% dos pacientes do grupo de risco citogenético intermediário em dois grupos prognósticos moleculares favoráveis e desfavoráveis.
Keywords acute myeloid leukemia
gene npm1
gene flt3
cytogenetics
prognosis
leucemia mielóide aguda
gene npm1
gene flt3
citogenética
prognóstico
Language Portuguese
Date 2014-11-26
Published in KIMURA, Eliza Yuriko Sugano. Estudo da mutação do gene npm1 e sua relação com a mutação do gene flt3 em pacientes adultos com leucemia mieloide aguda. 2014. 100 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 100 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1801479
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46141

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