Prevalence of mental health problems in children and adolescents from the outskirts of São Paulo City: treatment needs and service capacity evaluation

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Data
2007-03-01
Autores
Paula, Cristiane Silvestre de [UNIFESP]
Duarte, Cristiane Seixas [UNIFESP]
Bordin, Isabel Altenfelder Santos [UNIFESP]
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Tipo
Artigo
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Resumo
OBJECTIVE: To estimate the prevalence of mental health problems in children and adolescents, with or without considering global impairment, within a low-income urban community; to estimate the public service delivery capacity in terms of mental healthcare; and to determine the relationship between delivery capacity and treatment demand. METHOD: Cross-sectional study. Probabilistic sample of clusters including all eligible households (low-income community - Embu, Southeastern Brazil). Participants: 479 children and adolescents (aged 6-17 years; attrition rate: 18.8%). Measurement: 1) Clinical mental health problems in children and adolescents using the Child Behavior Checklist and/or Youth Self-Report total problem scales; 2) Global impairment: positive score in the Brief Impairment Scale (total score > 15.5); 3) Care service capacity: total number of cases annually seen by psychologists/psychiatrists in the health, education, juvenile justice, and child welfare sectors. RESULTS: Prevalence of mental health problems in children and adolescents: 24.6% (20.7-28.5) without considering global impairment; 7.3% (5.0-9.6) with global impairment (cases in need of treatment). Current annual service capacity can only provide care for 14.0% of impaired cases; approximately seven years would be necessary for all to be treated. CONCLUSIONS: Mental health problems in children and adolescents are frequent in the studied community, and the current structure of the community's public service system is not prepared to treat impaired cases in an adequate timeframe.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes, com e sem prejuízo funcional global, em comunidade urbana de baixa renda; estimar a capacidade de assistência da rede pública de serviços do município; e relacionar a capacidade de assistência à necessidade de tratamento em saúde mental da infância/adolescência. MÉTODO: Estudo transversal. Amostra probabilística de conglomerados incluindo todos os domicílios elegíveis (bairro de baixa renda, Embu-SP). Participantes: 479 crianças/adolescentes (6-17 anos; perda amostral: 18,8%). Medidas: 1) problemas de saúde mental em crianças e adolescentes em nível clínico pela escala de total de problemas do Child Behavior-Checklist e/ou Youth Self-Report; 2) prejuízo funcional global: escore total > 15,5 na Brief Impairment Scale; 3) Capacidade de assistência: total de casos atendidos anualmente por psicólogos/psiquiatras nos setores de saúde, educação, justiça e cidadania/assistência social. RESULTADOS: Prevalência de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes: 24,6% (20,7-28,5) desconsiderando prejuízo funcional global; 7,3% (5,0-9,6) com prejuízo funcional global (casos que necessitam tratamento). A capacidade anual de assistência dos casos com prejuízo funcional global é de 14,0%; sendo necessários cerca de sete anos para que todos possam ser tratados. CONCLUSÕES: Problemas de saúde mental em crianças e adolescentes são freqüentes na comunidade estudada e a infra-estrutura atual da rede pública de serviços do município não está preparada para atender em tempo hábil os casos que necessitam tratamento.
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Citação
Revista Brasileira de Psiquiatria. Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, v. 29, n. 1, p. 11-17, 2007.
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