Angioplastia de resgate no infarto agudo do miocárdio

Nenhuma Miniatura disponível
Data
2007-01-01
Autores
Moraes, Eraldo Ribeiro Ferreira Leão de [UNIFESP]
Carvalho, Antonio Carlos [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
BACKGROUND: Acute myocardial infarction is a serious and frequent illness, and its treatment with thrombolytic therapy or percutaneous coronary intervention (PCI) is well established. Rescue PCI is an alternative when thrombolysis fails. In the last ten years several clinical studies have tested different features about this procedure. METHODS: Eighty four studies about rescue angioplasty published in the major cardiovascular relevance literary sources were analyzed between 1997 to 2007. RESULTS: Rescue PCI was superior to conservative treatment, such as rethrombolysis, when well indicated, and seemed similar to primary PCI, in some features. The concomitant use of GPIIb/IIIa inhibitors seemed to show clinical benefits. The use of drug-eluting stents and the association with mechanic thrombectomy still requires better scientific support. The latest metaanalysis about this topic have shown clear favorable results to rescue angioplasty according to clinical outcomes, heart failure and re-infarction, but not so definite results as to mortality. On the other hand, there was a trend of increased stroke risk, of the same magnitude as benefit. CONCLUSION: Rescue PCI has better results than conservative treatment or repeat fibrinolysis. However, the indication of the procedure still needs more precise selection criteria as well as better definition of the clinical benefit/safety ratio. These uncertainties persist due to the small number of rescue angioplasty procedures compared to the total number of angioplasties performed. In the CENIC Registry, rescue angioplasty amounts to 4% of all angioplasties performed.
INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio é uma doença grave e freqüente, e seu tratamento com trombólise química ou por angioplastia transluminal coronariana (ATC) está bem estabelecido. A ATC de resgate é uma opção, caso a trombólise seja malsucedida. Nos últimos dez anos, diversos estudos clínicos testaram essa alternativa sob vários aspectos. MÉTODO: Foram analisados 84 estudos sobre angioplastia de resgate publicados nas fontes literárias de maior relevância no âmbito da medicina cardiovascular, entre 1997 e 2007. RESULTADOS: A ATC de resgate foi superior ao tratamento conservador e à retrombólise, quando bem indicada, e semelhante à ATC primária, em muitos aspectos avaliados. O uso concomitante de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa parece ter benefícios clínicos. O uso de stents farmacológicos e a associação com trombectomia mecânica são práticas que ainda requerem maior sustentação científica. As últimas metanálises demonstraram resultados favoráveis à ATC de resgate, segundo os desfechos clínicos de eficácia e segurança, sobretudo em relação a insuficiência cardíaca congestiva e reinfarto, mas não quanto à mortalidade. Em contrapartida, houve tendência de aumento do risco de acidente vascular cerebral, de proporção semelhante à do benefício. CONCLUSÕES: A técnica de ATC de resgate demonstrou melhores resultados que o tratamento conservador ou a retrombólise. No entanto, a indicação do procedimento ainda necessita de melhor padronização dos critérios de seleção dos candidatos, além de melhor definição da relação benefícios clínicos/segurança. Essas incertezas persistem pelo fato de as casuísticas de ATC de resgate serem pequenas em relação ao total de ATC realizadas. No registro CENIC, ATC de res-gate corresponde a 4% do total de ATC efetuadas.
Descrição
Citação
Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva. Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista - SBHCI, v. 15, n. 4, p. 400-407, 2007.
Coleções