Envelhecimento com epilepsia: uma abordagem experimental através do modelo da pilocarpina

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Data
2008
Autores
Bonone, Filipe Meneguelli [UNIFESP]
Orientadores
Cavalheiro, Esper Abrão [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Os avanços científicos e tecnológicos nas diversas áreas das ciências proporcionaram aumento da expectativa de vida da população. No que diz respeito às epilepsias observamos um novo quadro epidemiológico com alta incidência em idosos (2% - 4%). Esta alta incidência tem provocado repercussões nos aspectos sócio-econômicos na medida em que aumentam os custos diretos e indiretos da doença. Assim, 0 presente estudo teve como objetivo observar do ponto de vista experimental, como a epilepsia induzida na idade adulta, em ratos Wistar, se mantém durante 0 envelhecimento, observando suas características comportamentais e seus efeitos sobre algumas funções cognitivas e relacionar essas alterações com a perda neuronal na formação hipocampal. Para isto, os animais do grupo experimental foram tratados com pilocarpina, enquanto que os do grupo controle receberam injeção intraperitoneal de salina 0,9% (NaCI) em substituição a pilocarpina. Após a indução do modelo, os animais foram monitorados 24h/dia durante 16 meses para observação da latência para a primeira crise espontânea, características comportamentais, freqüência e distribuição temporal dos eventos ictais. Para avaliação da memória espacial os animais foram submetidos ao teste do labirinto aquático de Morris. Na análise histológica foram utilizados os métodos de Nissl, neo-Timm e imuno-histoquímica para Neu-N. A estimativa do número de neurônios no hipocampo, nas regiões CA 1, CA3 e hilo do giro dentado, foi realizada pelo método de contagem estereológica. A despeito da idade, a manifestação comportamental e a duração das crises (38 ± 18,3 segundos) não se alteraram. A evolução do número de crises ao Iongo do tempo mostrou uma clara diferença entre os animais, 0 que levou a divisão do grupo experimental em dois subgrupos conforme quartis da freqüência de crises. Os animais com número de crises acima da mediana (17 crises por mês) foram incluídos no "grupo com alta freqüência", enquanto aqueles com número de crises abaixo da mediana foram incluídos no "grupo com baixa freqüência". 0 desempenho dos animais no teste de memória mostrou um déficit cognitivo nos ratos idosos com epilepsia, nos resultados histológicos utilizando a técnica de Nissl observamos alterações próprias da esclerose hipocampal e com a técnica de Neo- Timm observamos a...(au).
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2008. 73 p.