Avaliação do desempenho de mulheres com incontinência urinária de esforço e assintomáticas durante um intenso treino dos músculos do assoalho pélvico.

Nenhuma Miniatura disponível
Data
2013
Autores
Burti, Juliana Schulze [UNIFESP]
Orientadores
Almeida, Fernando Gonçalves de [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Introdução: A continencia urinaria e a manutencao dos orgaos em posicao adequada dependem de um sistema complexo e integrado, que compreende os musculos do assoalho pelvico, inervacao autonomica e somatica adequadas da musculatura lisa da uretra e do esfincter, alem do suporte da uretra e dos tecidos conjuntivos. O treinamento da musculatura do assoalho pelvico e indicado como primeira linha de tratamento para a incontinencia urinaria de esforco, mas ainda nao ha consenso sobre a melhor forma de aplicar esse treinamento, ja que os estudos apresentam metodologia variada. Avaliacoes sobre o desempenho e a condicao fisiologica dessa musculatura sao necessarios para que treinos individualizados e mais eficazes sejam elaborados. Objetivo: Avaliar o desempenho de mulheres com incontinencia urinaria de esforco (IUE) e mulheres assintomaticas durante um intenso treino dos musculos do assoalho pelvico. Materiais e Metodos: Foram incluidas mulheres entre 35 e 70 anos assintomaticas e com perdas urinarias aos esforcos. As mulheres com incontinencia urinaria de esforco eram encaminhadas pelo setor de Urologia da Unifesp, com estudo urodinamico comprovando o diagnostico e as assintomaticas foram recrutadas da comunidade, participando voluntariamente do estudo. Foram excluidas mulheres gravidas, com disturbios neurologicos e/ou cognitivos, cirurgia genito-urinaria previa, sintomas de bexiga hiperativa, uso de medicacao para bexiga hiperativa, prolapso genital, mulheres que nao conseguissem entender como executar perfeitamente as contracoes dos musculos do assoalho pelvico e as que nao quisessem participar do estudo. Todas as pacientes incluidas no estudo realizaram contracoes submaximas continuas dos MAP ate que se auto-avaliassem em estado de fadiga, de acordo com a escala de percepcao de esforco de Borg. A duracao do treino, as variaveis de eletromiografia (EMG) e a frequencia cardiaca antes e apos a fadiga foram medidas, a fim de analisar o comportamento fisiologico dos MAP e verificar se existem diferencas entre as mulheres com IUE e as assintomaticas. Indice de Massa Corporal (IMC), paridade, tipo de parto e Questionario de Impacto da Incontinencia (ICIQ-SF) tambem foram utilizados, para comparar as caracteristicas dos grupos. Resultados: Foram avaliadas 26 mulheres assintomaticas (media de idade 50,73 anos) e 30 mulheres com IUE (media de idade 53,66 anos) A duracao do teste, isto e, o tempo para atingir fadiga de acordo com a escala de Borg, foi 36.72% menor no grupo incontinente, quando comparado com as assintomaticas (media de 9.10 e 14.38 minutos, respectivamente, p = 0.006). Quando as variaveis eletromiograficas foram comparadas, ambos os grupos apresentaram um comportamento semelhante antes e depois do esforco, com uma unica diferenca nos dois momentos: as mulheres incontinentes apresentavam amplitude de contracao sustentada de 60 segundos (μV) menor que as assintomaticas. Apos a fadiga, ambos apresentaram uma diminuicao na amplitude eletromiografica de repouso, sugerindo cansaco, mas nao fadiga. Em ambos os grupos, a frequencia cardiaca aumentou significativamente durante o teste. Conclusoes: Mulheres com IUE submetidas a uma intensa serie de exercicios dos musculos do assoalho pelvico apresentam fadiga/cansaco dos MAP em tempo significantemente menor que mulheres assintomaticas. Uma avaliacao inicial com base no desempenho dos MAP e fundamental para definir a melhor forma de treinamento, evitando que essas mulheres executem treinos incompativeis com suas habilidades, proporcionando uma reabilitacao mais eficaz e com menor taxa de abandono
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2013. 65 p.