Avaliacao de sinovite subclinica por ultrassonografia power Doppler em pacientes com artrite idiopatica juvenil em remissao

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Data
2012
Autores
Bugni, Vanessa Monteiro [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
A artrite idiopatica juvenil (AIJ) e a doenca reumatica cronica mais comum da infancia. Os criterios atuais de remissao clinica sao baseados em parametros clinicos e laboratoriais. Estudos que avaliaram por ultrassonografia (US) articulacoes como joelhos, quadris e interfalangeanas das maos detectaram sinovite subclinica em pacientes com AIJ considerados clinicamente inativos. Nao esta claro se a sinovite subclinica detectada pelas tecnicas de imagem pode levar a progressao da lesao articular e piora funcional. Os objetivos do estudo foram avaliar a presenca e caracteristicas da sinovite subclinica detectada por US com power Doppler (PD) em pacientes com AIJ em remissao clinica e comparar os achados com um grupo de criancas saudaveis, pareados por idade e genero. Criterios de inclusao: AIJ oligoarticular e poliarticular; remissao clinica; idade entre 5 e 18 anos. Avaliacao clinica: exame fisico, realizacao de exames laboratoriais e avaliacao oftalmologica. Parametros clinicos: contagem de articulacoes ativas/limitadas; escala visual analogica (EVA) de dor para cada articulacao em maiores de 8 anos de idade (0-10); EVA de edema para cada articulacao avaliada pelo medico (0-10); acometimento sistemico; capacidade funcional pelo Childhood Health Assessment Questionnaire (CHAQ); EVA global do medico (0-10); EVA global dos pais ou pacientes (0-10); medicamentos utilizados. US: avaliacao de 17 articulacoes (30 recessos articulares) bilateralmente. Parametros ultrassonograficos: sinovite, sinal PD e erosao ossea. Foi considerada sinovite subclinica a sinovite de graus moderado a grave e/ou sinal PD presente. Total de 36 pacientes (29 meninas, idade media 11,5±3,74 anos) e 36 controles (29 meninas, idade media 11,3±3,72 anos), com 2.448 articulacoes avaliadas. Dos pacientes com AIJ, 16 eram do subtipo oligoarticular persistente, 11 oligoarticular estendido e 9 poliarticular com fator reumatoide negativo. Nove estavam em remissao sem medicacao e 27 com medicacao, com tempo medio de remissao de 1,8±2,2 anos. Sinovite subclinica esteve presente em 15 (41,7%) pacientes e 4 (11,1%) controles (p=0,003). O sinal PD ocorreu em 7 (19,4%) pacientes e 1 (2,8%) controle (p=0,055) e erosao esteve presente em 3 (8,3%) pacientes e nenhum controle (p=0,239). A sinovite subclinica foi caracterizada em 38/1224 (3,1%) articulacoes de pacientes, sendo os recessos mais acometidos o punho radio-carpico, o cotovelo anterior, o tornozelo tibio-talar, as metatarsofalangeanas, o cotovelo posterior e o joelho. Nos controles, houve sinovite subclinica em 8/1224 (0,6%) articulacoes, sendo o recesso mais acometido o punho radio-carpico. Observou-se diferenca na presenca de sinovite subclinica entre pacientes e controles para as articulacoes dos cotovelos (p=0,033) etornozelos (p=0,006), com p marginal para punhos (p=0,056). Observou-se maior frequencia de sinovite subclinica nos pacientes que apresentaram subtipo oligoarticular estendido ou poliarticular (p=0,013), idade maior de inicio da doenca (p=0,007) e uso de metotrexato (p=0,049). Pacientes com AIJ em remissao apresentaram sinovite subclinica mais frequentemente do que criancas saudaveis. Observou-se maior frequencia de sinovite subclinica em pacientes com comprometimento poliarticular, idade maior de inicio da doenca e uso de metotrexato.
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2012. 46 p.