A superexpressão da enzima heparanase em células de adenocarcinoma mamário humano(MCF-7) afeta a expressão de glicosaminoglicanos, a proliferação e a adesão celular

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Data
2005
Autores
Semedo, Patricia [UNIFESP]
Orientadores
Pinhal, Maria Aparecida da Silva [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
A integridade da matriz extracelular (MEC) é fundamental para a manutenção dos tecidos e dos órgãos. Proteoglicanos de heparam sulfato (HSPG) desempenham papel estrutural para as células, sendo constituinte da membrana basal e estando presentes na membrana plasmática atuando em diversos processos fisiológicos. A superexpressão da heparanase, uma endo-b-glucoronidase que degrada o HSPG, altera a organização da MEC e leva à formação de fragmentos bíoativos que atuam como fatores angiogênicos e de crescimento. Em tumores e processos inflamatórios, há a superexpressão da heparanase. Buscando avaliar o que acontece em nível celular, a heparanase humana de células MCF-7 foi obtida, clonada e transfectada na própria célula MCF-7 para avaliarmos os efeitos da superexpresão da heparanase em relação a morfologia, adesão, proliferação celular e síntese de glicosaminoglicanos sulfatados. Os dados da biossíntese de glicosaminoglicanos pelas células transfectadas com o cDNA da heparanase quando comparadas com as células MCF-7 selvagem mostraram redução significativa no conteúdo de HS tanto no extrato celular quanto do secretado para o meio de cultura. Em ensaios de adesão celular, observou-se que a célula que superexpressa heparanase possui maior adesão à fibronectina e à laminina. Notamos também que a célula que superexpressa a heparanase diminui a proliferação celular quando comparada à célula selvagem. Ainda, a enzima heparanase está presente em vesículas ácidas nas células transfectadas de forma estável.
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2005. 137 p.