Estudo de variacao terapeutica para acidente vascular cerebral isquemico

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Data
2003
Autores
Moreira, Karlo Edson Carneiro Santana [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Introdução E OBJETIVO: 0 acidente vascular cerebral e uma enfermidade comum associada a elevada mortalidade: representa a primeira causa de morte no Brasil. Este estudo objetivou comparar a conduta de medicos plantonistas, quanto ao diagnostico e ao tratamento dessa enfermidade, com as recomendacoes das melhores evidencias da literatura, alem de determinar se os hospitais que se propoem a atender urgencias e emergencias estao equipados para o atendimento inicial desses doentes. METODOS: Medicos plantonistas de 77 hospitais da cidade de São Paulo responderam a um questionario que abordava o diagnostico e o tratamento de dois casos tipicos de AVC isquemico agudo. Por meio desse questionario, foram obtidas informacoes pessoais dos medicos e dados referentes ao local de trabalho. As respostas foram comparadas com as recomendacoes baseadas em evidencias da literatura. RESULTADOS: Participaram do estudo 251 medicos. Para os dois casos clinicos apresentados no questionario, as condutas medicas corresponderam ao diagnostico e ao tratamento recomendados pelas melhores evidencias da literatura em, respectivamente, 14,7 por cento e 4 por cento do total de questionarios. Ja para pelo menos um dos casos, os plantonistas apresentaram conduta inadequada em 35,5 por cento e 89,6 por cento do total de questionarios, dados referentes respectivamente a diagnostico e tratamento. Somente tres medicos (1,2 por cento) ativeram-se as recomendacoes diagnosticas e terapeuticas esperadas para ambos os casos. As variaveis relativas aos medicos, como especialidade, tempo de formacao, tipo de trabalho e numero de pacientes com acidente vascular cerebral atendidos por ano, assim como as caracteristicas dos hospitais onde o profissional trabalhava (hospital de medio ou grande porte, escola ou nao escola, secundario ou terciario, publico ou privado) nao contribuiram para esses resultados pelo fato de os dados nao apresentarem significancia estatistica. Setenta e dois por cento dos hospitais apresentavam servicos diagnosticos adequados, e 93,6 POR CENTO apresentavam condicoes minimas ou ideais de tratamento para pacientes com acidente cerebrovascular. CONCLUSOES: Existe grande variacao no diagnostico e no tratamento do paciente com acidente vascular cerebral isquemico, e o padrao de atendimento, no nosso meio, e altamente deficiente em relacao as recomendacoes de estudos de qualidade encontrados na literatura. Se, por um lado, o conhecimento das melhores evidencias sobre diagnostico e tratamento dessa doenca, parece pousa difundido entre. os medicos que dao _o primeiro .atendimento. a pacientes com acidente vascular cerebral, por outro, a maioria dos hospitais de São Paulo apresentam condicoes suficientes para o atendimento basico de tais pacientes
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Citação
São Paulo: [s.n.], 2003. 97 p.
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