Estudo da evolução em longo prazo de pacientes portadores de paralisia cerebral do tipo espástica submetidos a neurólise química com toxina botulínica do tipo A, associada ou não ao fenol, e cinesioterapia

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Data
2004
Autores
Brigidio, Patricia Amador Franco [UNIFESP]
Orientadores
Sposito, Maria Matilde de Mello [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
O objetivo deste estudo epidemiologico, individuado-observacional-longitudinal-retrospectivo (estudo de coorte historica) foi investigar em longo prazo os beneficios do tratamento da espasticidade, em pacientes portadores de paralisia cerebral (PC), submetidos a neurolise quimica com toxina botulinica A (TBA), associada ou nao ao fenol, e cinesioterapia, para quantificar e qualificar a evolucao dos resultados clinicos nos diferentes tipos de apresentacao topografica da PC (diparesia, hemiparesia e tetraparesia). Foram estudados 61 pacientes (entre 2 e 38 anos e media de idade de 8,69 anos). Os pacientes foram divididos em subgrupos de acordo com: diagnostico topografico da lesao, membros infiltrados e tipo de bloqueio neuroquimico realizado. Os dados referentes a evolucao clinica foram coletados por um periodo de seguimento com mediana de 720 dias (aproximadamente 24 meses) por um avaliador cego. Aspectos como mobilidade articular, tonus muscular e topicos relacionados a funcao dos pacientes, entre eles atividades funcionais e de vida diaria foram avaliados. Os resultados demonstraram melhora significativa da espasticidade e da funcao motora em todos os grupos durante todo o periodo de seguimento. O uso do fenol na quimiodenervacao de nervos predominantemente motores demonstrou favorecer a obtencao de resultados positivos quando associado a TBA. Pode-se concluir que a neurolise quimica foi eficaz no tratamento da espasticidade nos pacientes portadores de PC estudados. Alem disto, os resultados sugerem a importancia da cinesioterapia, associada as aquisicoes funcionais obtidas a partir da denervacao quimica, para a manutencao dos resultados alcancados, durante o periodo de seguimento dos pacientes deste estudo, ou seja, media de 24 meses
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2004. 124 p.