Manipulações experimentais do fenômeno de catalepsia condicionada pelo tratamento prolongado com antagonistas dopaminérgicos D1e D2

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Data
2001
Autores
Chinen, Cibele Cristina [UNIFESP]
Orientadores
Frussa-Filho, Roberto [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
A quantificacao da catalepsia induzida por neurolepticos tem se constituido em um precioso instrumento para o estudo da transmissao dopaminergica central, sendo considerada um modelo animal do parkinsonismo induzido por essas drogas. Particularmente no que se refere a evolucao d expressao da catalepsia como consequencia do tratamento prolongado com neurolepticos classicos, resultados conflitantes tem sido obtidos, havendo indicacoes de tolerancia, sensibilizacao ou ausencia de modificacoes do comportamento cataleptico. Alem do desenvolvimento da supersensibilidade compensatoria de receptores dopaminergicos, diferentes fatores parecem modificar a evolucao da resposta cataleptica de ratos e camundongos aos neurolepticos. Entre eles destacam-se os fatores relacionados ao aprendizado memoria, que parecem ocorrer como resultado da exposicao repetida ao este, do pareamento das injecoes com o ambiente ou ainda do intervalo de empo entre as administracoes. Nesse sentido, e interessante notar que, paralelamente a existencia de relatos sugerindo que fatores psicologicos tambem desempenham um importante papel no parkinsonismo induzido por neurolepticos, o acompanhamento da evolucao desse efeito colateral tem velado o desenvolvimento tanto de tolerancia como de sensibilizacao ou ainda ausencia de modificacoes. Durante muitos anos, o comportamento cataleptico induzido por neurolepticos foi considerado como consequencia exclusiva do bloqueio de receptores dopaminergicos D2. Entretanto, a partir de meados da decada de 80, com a Introdução do antagonista seletivo de receptores D1 SCH 23390 (SCH) constatou-se que o bloqueio seletivo desses receptores tambem culminava na expressao da catalepsia. Alem disso, verificou-se a existencia de a intima interacao entre os receptores D2 e D, na producao do comportamento cataleptico. Mais recentemente, a comparacao da evolucao da catalepsia induzida por SCH com aquela produzida por neurolepticos classicos tem sido utilizada para o estudo tanto da plasticidade como da interacao entre os sistemas de receptores D1 e D2. Todavia, uma critica fundamental as conclusoes por vezes contraditorias obtidas nesses experimentos refere-se ao completo desconhecimento da participacao, na catalepsia induzida por SCH, fatores que sabidamente modificam a evolucao da catalepsia induzida por neurolepticos classicos. Em nossos experimentos, verificamos que a exposicao repetida ao teste...(au)
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 2001. 178 + 10(anexos) p. ilus.