Aspectos laringoscópicos de análise acústica da voz em indivíduos portadores de pólipo de pregas vocais submetidos à microcirurgia de laringe

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Data
1999
Autores
Gomes, Leonardo Pereira de Magalhaes [UNIFESP]
Orientadores
Cervantes, Onivaldo [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Avaliamos 16 pacientes com pólipo de pregas vocais, do sexo masculino, com idade variando entre 22 e 61 anos, que procuraram o setor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Otorrinolaringologia e Distúrbios da Comunicação Humana da UNIFESP-EPM, no período compreendido entre fevereiro de 1997 e abril de 1999, com o objetivo de avaliar a disfonia produzida exclusivamente pelo pólipo de pregas vocais, usando a videoestrobolaringoscopia, a avaliação perceptivo-auditiva, a opinião dos próprios pacientes e a análise acústica computadorizada para a avaliação dos mesmos em duas situações: antes e depois de serem submetidos à microcirurgia de laringe, com o intuito de encontrar possíveis parâmetros que pudessem comprovar uma eventual melhora e para a comparação entre os pólipos com as menores bases de implantação e aqueles com as maiores bases. Houve melhora de acordo com a maioria dos parâmetros laringoscópicos, de acordo com a avaliação perceptivo-auditiva e a opinião dos próprios pacientes. A análise acústica computadorizada só mostrou alteração estatisticamente significante da freqüência fundamental, que ocorreu no 30º dia de pós-operatório, em relação ao 7º dia. Os valores das medidas de instabilidade fonatória (Jíta, Jitt, ShdB, Shím, PPQ, APQ) e da medida de ruído no sinal (NHR) não se alteraram significativamente após a cirurgia. Com relação à comparação entre os pacientes que tinham os pólipos com as menores bases de implantação e aqueles que tinham os pólipos com as maiores bases foram realizadas avaliações no pré-operatório e no 30º dia de pós-operatório, utilizando-se também a videoestrobolaringoscopia, a análise perceptivo-auditiva, a impressão vocal subjetiva e a análise computadorizada da voz, para a detecção de eventuais diferenças entre estes dois subgrupos. Quanto aos aspectos laringoscópicos, a constrição do vestíbulo laríngeo não foi diferente nos dois subgrupos em nenhum dos momentos da análise e a coaptação glótica incompleta predominou no subgrupo com maiores bases de implantação, tanto no pró quanto no 30º dia de pós operatório. O número de pacientes com alteração da amplitude de vibração e com sinais inflamatórios da mucosa das pregas vocais não foram diferente nos dois subgrupos, nos dois momentos de avaliação. A avaliação perceptivo-auditiva evidenciou que a rouquidão predominou no grupo com a menores bases de implantação, tanto no pró quanto no 3@ dia de pós-operatório...(au).
Descrição
Citação
São Paulo: [s.n.], 1999. 156 p. tabgraf.