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Submissões Recentes

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Serviço Social e o trabalho profissional com crianças e adolescentes na Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência (RCPD) do SUS: por uma perspectiva anticapacitista e de direitos humanos
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-04-24) Santos, Juliana Oliveira Marzola dos [UNIFESP]; Pini, Francisca Rodrigues de Oliveira [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/7613304101759247; http://lattes.cnpq.br/4308660565017560; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
O presente estudo buscou analisar o trabalho profissional da/o assistente social atuante em equipamentos que compõem a Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência no trabalho com crianças e adolescentes com deficiência no município de Santos/SP, no sentido de identificar a introdução de uma perspectiva anticapacitista, em consonância ao Modelo Social da Deficiência (Oliver, 1999) e de direitos humanos (Paula, 2022). Para tanto, a partir do método histórico-dialético, realizou-se uma pesquisa de campo qualitativa, com utilização da técnica de entrevistas semiestruturadas com três assistentes sociais. Foram utilizadas referências do campo do Serviço Social acerca do trabalho profissional, bem como dos estudos interdisciplinares sobre a deficiência e o capacitismo, dando atenção à literatura que aborda as questões relativas à intersecção entre gênero, classe, raça/etnia e deficiência. A perspectiva da pesquisa é baseada nos princípios promulgados no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Código de Ética do Serviço Social (1993), e na Lei Brasileira de Inclusão (2015). Mas, além disso, baseia-se em uma práxis anticapacitista e de direitos humanos, que compreende a saúde de forma integral, a deficiência como diversidade humana, e as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. A pesquisa de campo apontou desafios para a formação profissional em Serviço Social no que tange aos Estudos da Deficiência para a compreensão do capacitismo enquanto opressão do sistema vigente. A devolutiva da pesquisa será feita através de envio da dissertação e realização de oficina abordando a temática com as/os profissionais entrevistados.
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Mulheres negras e o estado brasileiro: Políticas de desproteção, violações de direitos e invisibilidade
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-03-25) Teixeira, Diana do Carmo [UNIFESP]; Silva, Maria Liduina de Oliveira e [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/8772472007007461; http://lattes.cnpq.br/3662245378782386; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Esta pesquisa tem como objetivo analisar, em linhas gerais, a dinâmica de atenção destinada as mulheres negras pelas chamadas políticas de proteção desenvolvidas pelo Estado brasileiro. Objetiva-se também apontar conhecimentos que possibilitem contribuir para a promoção de equidade e efetividade nas políticas de proteção voltadas às mulheres negras no Brasil. Para o alcance desses objetivos, este estudo foi embasado em leituras, informações e dados relacionados à política de proteção social, estatísticas, legislações sociais e estudos de autores sobre raça, gênero e violência. Neste sentido, a metodologia adotada envolverá pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica será focada em autores e doutrinas que abordam a relação entre raça e violência. Já a pesquisa documental analisará legislações nacionais, como a Constituição Federal, e as Leis: n° 11.340/06, nº 12.288/10, n° 14.723/2023, n° 12.711/2012, n° 11.096/2005 e a n°10.639/2003. Além disso, serão consideradas reportagens que retratam a situação das mulheres negras no Brasil, juntamente com a análise de dados estatísticos públicos obtidos por meio de plataformas específicas. Compreende que após a análise de todos esses dados, os resultados achados com a pesquisa demonstram que após abolição, verificou-se uma considerável demora jurídica voltada para equiparar os negros dos brancos, cujo lapso promoveu uma hierarquia social, com uma casta com acessos a direitos formada por pessoas brancas, em detrimento de uma população feminina negra carente políticas públicas de proteção Estatal. Por fim, apesar da existência, nos dias atuais, de diversas políticas públicas de caráter protetor no papel, nota-se uma lacuna na abordagem da aplicabilidade para o subgrupo mulheres negras, reflexo de criações de legislações voltadas genericamente para o grupo mulheres, sem análise de dados estatísticos, construção histórica, perfil do que mais morre, perfil financeiro.
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Envelhecimento e políticas públicas para as pessoas LGBTQIA+
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-07-06) Gomes, Maria do Socorro [UNIFESP]; Almeida, Marcia Carvalho da Silva [UNIFESP]; Montenegro, Rosiran Carvalho de Freitas [UNIFESP]; Rodrigues, Terezinha de Fátima [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/0214861191886771; http://lattes.cnpq.br/0480236626426753; http://lattes.cnpq.br/1619355771749979; http://lattes.cnpq.br/6000102007297499; http://lattes.cnpq.br/1619355771749979; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
O envelhecer vem na contramão de uma sociedade, que tem como padrão a juventude a todo custo, portanto ao negar a velhice e suas experiências geracionais significa descartar, ocultar e excluir a velhice do imaginário cultural (Silva, 2008). Esta pesquisa versa sobre o envelhecimento e políticas públicas para as pessoas LGBTQIA+ com o objetivo de compreender as políticas públicas para o envelhecimento focadas nesta população, através de pesquisa bibliográfica e documental, fazendo uma análise de artigos científicos e estudos sobre as vulnerabilidades dentro das políticas públicas ofertadas. Certamente ainda há desafios e lutas pela frente, nossa proposta é dar visibilidade a este tema de forma a contribuir no interesse de mais pesquisas sobre o assunto, dar visibilidade aos movimentos LGBTQIA+ e espaços para questionar a operacionalização de políticas para estas pessoas. Unidos na diversidade, pessoas idosas e comunidade LGBTQIA+ almejam por direitos, compartilham lutas por dignidade e aceitação, além de construção de políticas públicas e justiça social.
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Efeitos agudos da vibração mecânica em pacientes de pós-operatório de instabilidade anterior do ombro
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-03-08) Silva, Uriel Sena Lopes Gomes da [UNIFESP]; Ejnisman, Benno [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/1124807952912223; http://lattes.cnpq.br/1431596032032247
Os indivíduos com instabilidade do ombro sofrem de carências neuromusculares desta articulação como a força, a amplitude de movimento e a dor. O processo de reabilitação de pacientes tratados cirurgicamente desta disfunção passa por melhorar as qualidades neuromusculares perdidas no processo. A vibração mecânica vem demonstrando ser um recurso capaz de melhorar as funções neuromusculares dos membros superiores e da cintura escapular com efeitos agudos imediatos em uma única sessão de aplicação. Objetivo: Verificar se a vibração mecânica é capaz de melhorar as funções neuromusculares de pacientes com instabilidade do ombro. Métodos: Para este estudo, foram selecionados 10 pacientes no processo de reabilitação de cirurgia de instabilidade do ombro. Foram analisados os efeitos imediatos da aplicação da vibração mecânica em quatro aspectos: força muscular, amplitude de movimento, dor e exame físico. Essas variáveis foram analisadas em três momentos: antes, imediatamente depois e 10 minutos depois da aplicação da vibração mecânica. A vibração mecânica consistiu em uma única sessão de 5 series de 30 segundos de estimulação com o paciente posicionado com as mãos sobre a plataforma numa frequência de 30Hz. Para analisar a força muscular foi realizada uma dinamometria isocinética das rotações interna e externa do ombro em duas velocidades angulares: 60 e 180º/s. A amplitude de movimento foi analisada por meio da goniometria digital. A dor foi medida por meio da escala analógica de dor e o exame físico por meio do teste de apreensão. Resultados: Os resultados mostraram melhoras significativas na força muscular, na amplitude de movimento e na dor. Não houve uma melhora no exame físico. Conclusão: Conclui-se que a vibração mecânica é um recurso eficaz na melhora das qualidades neuromusculares em pacientes com instabilidade do ombro.
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Uso de poppers e infecção pelo HIV: uma revisão da literatura
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-05-20) Abdalla, Kalil Bueno [UNIFESP]; Fidalgo, Thiago Marques [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/2125056709432095; http://lattes.cnpq.br/2612588762687484
Objetivo: No início dos anos 1980, próximo à descoberta do HIV, o uso de inalantes da classe dos nitritos voláteis, principalmente poppers, era uma hipótese para ser uma das possíveis causas da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Posteriormente se descobre que o uso da substância em si não era a causa, mas era um marcador associado tanto com a transmissão do vírus quanto com comportamento sexual sem uso de ferramentas de proteção adequadas. Este estudo buscou revisar a literatura disponível sobre este assunto e discutir essas possíveis associações. Métodos: Buscamos em bases de dados (Psychinfo, PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual de Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde) todos os estudos publicados até março de 2022 que discutiam o uso de poppers e HIV. Foi usado um formulário estruturado para extrair as seguintes informações de relevância para nosso estudo: (a) autores e ano de publicação; (b) país onde o estudo foi conduzido; (c) desenho do estudo; (d) características da população; (e) número de participantes; (f) objetivos do estudo; (g) detalhes sobre os métodos; (h) resultados primários; (i) limitações. Resultados: A busca primária identificou 1956 resumos e 1915 foram excluídos após análise do título. Quarenta e um resumos foram revisados e 17 estudos foram incluídos de acordo com os critérios propostos neste estudo. A maior parte dos estudos incluídos demonstraram uma associação entre uso de poppers e transmissão do HIV. Quatro estudos associaram a transmissão do vírus com comportamento sexual sem ferramentas de proteção adequadas e cinco artigos associavam o uso de poppers com este comportamento. Conclusões: Nossos achados mostram uma associação complexa entre uso de poppers, comportamento sexual sem uso de ferramentas de proteção adequadas e infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, discutimos que é impossível fazer inferências causais diretas entre o uso de poppers e a transmissão do HIV devido ao desenho dos estudos incluídos. Os estudos também sugerem que é fundamental considerar o uso de poppers e outras substâncias ao planejar políticas públicas para populações específicas, como a de homens que fazem sexo com homens, focando em estratégias de redução de danos, psicoeducação e orientações sobre comportamento sexual com uso adequado de ferramentas de proteção.