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Acesso aberto (Open Access)
Revisão crítica da literatura sobre paientes com transtorno do espectro autista na radiogia
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-07-02) Silva, Edenilson Silva [UNIFESP]; Oliveira, Cassio Miri [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/9784392653858755; http://lattes.cnpq.br/0432280348460178
A radiologia desempenha um papel crucial na neuropatologia do Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando entender as bases neurobiológicas dessa condição e melhorar o tratamento e qualidade de vida dos pacientes com TEA. Com esse objetivo em mente, o presente estudo realizou uma revisão crítica da literatura sobre o uso da radiologia no estudo de pacientes com TEA, destacando tanto as conquistas quanto os desafios enfrentados por profissionais da área e pesquisadores, foram selecionados 14 artigos com critérios de inclusão específicos. Foram obtidos como resultados deste trabalho, que os exames radiológicos podem ser valiosos para detectar alterações anatômicas no cérebro de pacientes com autismo, e a importância sobre o trabalho em equipe multidisciplinar associadamente á protocolos específicos, uma vez que, há uma falta geral de conhecimento e treinamento específico sobre autismo na equipe de radiologia devido à ausência de normas e diretrizes formais. Apesar da escassez de estudos publicados sobre este tema, inclusive na área de Tecnologia em Radiologia, enfatiza-se a importância significativa deste assunto para os profissionais das Ciências Radiológicas e para a sociedade em geral. É essencial compreender que a Ressonância Magnética não se destina ao tratamento direto, mas sim ao diagnóstico por imagem, com o intuito de facilitar o acompanhamento psicológico de crianças com Transtorno do Espectro Autista.
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Acesso aberto (Open Access)
Vozes da dor, da luta e da resistência das mulheres/mães de vítimas da violência de estado no Brasil
(Universidade Federal de São Paulo, 2024) Asumpção, Raiane Patrícia Severino [UNIFESP]; Gonzalez, Yanilda Maria; Silva, Debora Maria da [UNIFESP]; Gomes, Aline Lucia de Rocco [UNIFESP]; Cavalcante, Edna Carla Souza [UNIFESP]; Raposo, Nívia do Carmo [UNIFESP]; Fiuza, Rute [UNIFESP]; Silva, Valeria Aparecida de Oliveira [UNIFESP]; Costa, Silvana Martins; http://lattes.cnpq.br/2899447703219719
Este relatório reúne os referenciais teórico-metodológicos, as principais reflexões e os resultados da pesquisa “Vozes de Dor, da Luta e da Resistência das Mulheres/Mães de Vítimas da Violência do Estado no Brasil”. Trata-se de uma pesquisa colaborativa entre pesquisadoras da Universidade de Harvard, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do Movimento Independente Mães de Maio, um movimento social formado por mães de vítimas dos “Crimes de Maio”, após o massacre cometido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e por grupos de extermínio ligados à polícia militar em maio de 2006.
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Acesso aberto (Open Access)
Estudo do efeito de duas terapias hipolipemiantes em indivíduos com infarto agudo do miocárdio: uma abordagem lipidômica
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-06-05) Bastos, Rafaela Tudela [UNIFESP]; Klassen, Aline [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5905235296066398; http://lattes.cnpq.br/0913760611178974
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) permaneceram como a principal causa de morte em todo o mundo nos últimos 20 anos. Entre 2017 a 2021, a Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que que mais de 7 milhões de pessoas morreram por esse motivo no país, sendo responsável por 30% dos óbitos no Brasil. As DCVS podem causar infarto agudo do miocárdio (IAM), o qual ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura no interior das artérias coronárias. Dentre os fatores de risco às DCV, tem-se a elevada concentração plasmática da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e a baixa concentração plasmática da lipoproteína de alta densidade (HDL-C) que podem promover o infarto agudo do miocárdio (IAM). A dislipidemia que é causada por alterações metabólicas que ocorrem em resposta a distúrbios nas etapas do metabolismo lipídico, é um dos principais determinantes da DCV. Logo, o perfil lipídico sérico sofrerá alterações que acabará aumentando a concentração do colesterol total (CT), triglicerídeos (TG), LDL e baixando a concentração de HDL, o que demonstra maior risco de aterosclerose, consequentemente IAM. Neste sentido, redutores de colesterol, como as estatinas, que reduzem a morbidade e a mortalidade cardiovascular, decorrente da doença aterosclerótica, tem sido empregada. Além disso, alguns estudos demonstraram que o uso contínuo de estatinas causa mudanças no perfil lipídico do plasma humano. Neste sentido, a lipidômica tem ganhado espaço dentro da área cardiovascular, na tentativa de um entendimento das variações das vias metabólicas as quais os lipídios participam. Sendo assim, a lipidômica e quimiometria apresentam-se como uma alternativa em potencial para o acompanhamento da evolução da doença, pré e pós uso contínuo de estatinas. Dentro deste cenário, o presente trabalho teve como objetivo avaliar, por meio de ferramentas quimiométricas, o efeito da associação de ezetimiba à sinvastatina, em comparação com a estatina isolada rosuvastatina, comumente empregada nos ambulatórios de rotina, em plasma de pacientes infartados, por meio da composição lipídica previamente determinada. Os resultados obtidos por meio das técnicas estatísticas utilizadas neste estudo apontam que a Sinvastatina e a ezetimiba apresentam potencial sinérgico na alteração dos níveis lipídicos. Por outro lado, as alterações percentuais foram maiores com o tratamento com rosuvastatina em comparação com o tratamento com sinvastatina + ezetimiba, para CE, FFA e CER, com aumento nos níveis de LPC.
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Acesso aberto (Open Access)
Identificação de miRNAs com papel na regulação da mudança de fenótipos no melanoma
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-05-27) Farias, Camila [UNIFESP]; Jasiulionis, Miriam Galvonas [UNIFESP]; Perestrelo, Bruna de Oliveira [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/2918147240271341; http://lattes.cnpq.br/3057188718614807; http://lattes.cnpq.br/3217078581230603
O melanoma é o tipo de câncer de pele mais agressivo devido a sua alta probabilidade de gerar metástases. Essa agressividade ocorre, entre outros fatores, devido à plasticidade celular, isto é, a capacidade das células de alterarem seu fenótipo em resposta à adaptação ao microambiente. No melanoma, as células transitam de um fenótipo altamente proliferativo e diferenciado para um fenótipo pouco proliferativo e indiferenciado. Os microRNAs tem demonstrado importante papel nesse processo, pois regulam os mRNAs de moléculas clássicas de diferenciação fenotípica. Nosso laboratório possui linhagens celulares de melanoma que apresentam tanto o fenótipo indiferenciado e mesenquimal-like (4C11-) quanto o altamente proliferativo e diferenciado (4C11+), o que caracteriza um modelo ideal de estudo da plasticidade celular. O objetivo do nosso estudo é identificar e avaliar o efeito de microRNAs e seus mRNAs alvos na regulação da plasticidade celular no melanoma. Partimos de uma análise prévia de expressão gênica de miRNAs nas linhagens celulares, realizada por Nanostring e Taqman MicroRNA Array, que identificou microRNAs com expressão diferencial nas células 4C11- e 4C11+. A partir daí selecionamos o mmu-miR-138/2-5p e o mmu-miR-125a-5p para prosseguir com nossos estudos. Foi feita a superexpressão do miR-138/2-5p nas células 4C11-, que resultou no aumento da capacidade de migração das células e da expressão dos marcadores de plasticidade celular Mitf e Sox10 e na redução da expressão de Sox9. A inibição do miR-138 não apresentou efeito nos ensaios realizados. Realizamos uma análise de co-expressão de microRNAs e mRNAs e identificamos moléculas com expressão inversa ao miR-138/2, como Acvr1b, Notch2 e Trp53. Selecionamos o Trp53 para ser silenciado nas células 4C11-, e observamos aumento da proliferação, de clonogenicidade e da resistência à Dacarbazina, além da redução de migração individual. Esses resultados demonstram que o silenciamento do Trp53 pode induzir características de maior agressividade nas células. Realizamos também a superexpressão do miR-125a-5p nas células 4C11+, porém não observamos efeitos significativos nos ensaios realizados. Na análise de co-expressão, identificamos Cdkn1c (p57/KIP2) com a expressão inversa ao miR-125a-5p. A superexpressão do miR-125a-5p resultou na expressão reduzida de Cdkn1c. Já a inibição do miR-125a-5p nas células 4C11- resultou na redução na taxa de migração individual e aumento na expressão de MITF e SOX10. Os dados obtidos apontam os miRNAs analisados como potenciais marcadores de estados fenotípicos do melanoma, já que o miR-138-5p induz o fenótipo diferenciado e o miR-125a-5p, o fenótipo indiferenciado e mesenquimal-like.
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Acesso aberto (Open Access)
Fatores epidemiológicos, clínicos e microbiológicos relacionados ao prognóstico de adultos com candidemia: estudo de coortes retrospectivas Brasil - Espanha
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-05-14) Agnelli , Caroline [UNIFESP]; Colombo, Arnaldo [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4512261018429681; http://lattes.cnpq.br/6173160461061730
A infecção da corrente sanguínea por espécies de Candida é a principal causa de micose invasiva nosocomial, conferindo altas taxas de morbidade e mortalidade entre pacientes adultos hospitalizados em todo o mundo. Fatores prognósticos associados à mortalidade têm sido estudados nos últimos anos, e variam de acordo com a região geográfica devido principalmente às diferenças epidemiológicas da população sob maior risco, distribuição das espécies de Candida com distintos fatores de virulência, agilidade diagnóstica, e evolução das práticas terapêuticas no manejo da infecção. Apesar dos avanços na área, estudos de vigilância sugerem uma maior incidência global de candidemia decorrente de mudanças demográficas como o envelhecimento populacional, e do aumento de procedimentos médicos invasivos mais complexos. No entanto, os dados mais recentes variam consideravelmente entre países, com incidência de até 2,5 casos por 1.000 admissões no Brasil, em comparação com 0,76 na Espanha. Além disso, as taxas de mortalidade geral entre adultos com candidemia também são notavelmente mais altas nos países da América Latina quando comparadas às da Europa Ocidental, podendo chegar a mais de 75%, principalmente entre os pacientes críticos. Esta linha de pesquisa objetivou investigar fatores epidemiológicos, clínicos, e microbiológicos relacionados ao prognóstico de adultos com candidemia, colocando sob perspectivas distintas algumas coortes de pacientes tanto do Brasil quanto da Espanha, a fim de aprofundar o estudo dessas variáveis e da história natural da candidemia, além de propor soluções ajustadas à realidade brasileira para os desafios de melhoria do manejo terapêutico e de redução da mortalidade relacionada a esta micose. Artigo 1: Estudo de coorte retrospectivo incluindo todos os casos consecutivos de adultos com candidemia persistente diagnosticados entre 2010-2018 em um hospital terciário na Espanha com programa de racionalização de antifúngicos através de equipe multidisciplinar especializada. Definimos candidemia persistente como o crescimento da mesma espécie de Candida no sangue após cinco ou mais dias da coleta da primeira hemocultura positiva, a despeito de terapia antifúngica. Um total de 255/322 (79,2%) adultos com candidemia possuíam hemoculturas de controle, sendo 35/255 (13,7%) casos de candidemia persistente. Comparando os casos de candidemia persistente com os demais, não encontramos diferenças no manejo terapêutico, seja na adequação do antifúngico (p=0,084), controle de foco primário de infecção (p=0,172), tempo para início do tratamento (p=0,311), ou para o controle desse foco (p=0,748). Apesar da tendência à maior proporção de cepas produtoras de biofilme entre os casos de candidemia persistente, não encontramos diferenças com significância estatística neste estudo (p=0,064). Ademais, embora o tempo de hospitalização tenha sido mais prolongado entre os pacientes com candidemia persistente (p=0,021), não houve diferença entre as taxas de mortalidade geral aos 30 dias (31,4% vs. 22,3%, p=0,238). O único fator associado à candidemia persistente foi a presença de foco de infecção ainda oculto no momento da hemocultura de controle positiva [odds ratio (OR) 4,28, IC 95%:1,77-10,34, p=0,001], com destaque para as complicações não oculares (p=0,002), incluindo tromboflebite séptica, endocardite, e acometimento de outros órgãos profundos. Portanto, concluímos que a candidemia persistente em um centro com programa de racionalização de antifúngicos não está associada ao manejo terapêutico inadequado, ou a um pior prognóstico dos pacientes, mas a focos ainda ocultos de infecção metastática que exigem propedêutica diagnóstica específica e manejo direcionado. Artigo 2: Estudo de coorte retrospectivo incluindo todos os pacientes adultos diagnosticados com candidemia entre 2012-2017 em um hospital terciário na Espanha, com determinação de (1,3)-ß-D-Glucano (BDG - Fungitell, positivo se ≥80pg/mL), em ao menos duas amostras clínicas durante o episódio de candidemia. Comparamos a epidemiologia e o desfecho de pacientes com todas as amostras de BDG negativas em relação aos casos com ao menos uma amostra de BDG positiva. Um total de 148/236 (62,7%) dos episódios de candidemia apresentavam detecção de BDG em ao menos 2 amostras séricas, sendo 26/148 (17,6%) deles com todos os testes de BDG negativos. Neste grupo, o crescimento de Candida em todos os três pares de hemoculturas coletadas no momento do diagnóstico foi menos frequente (p=0,005), e a apresentação clínica foi menos grave quando avaliada pela mediana do Pitt Score (p=0,039). Além disso, apesar de não haver diferença entre as taxas de manejo terapêutico adequado (p=0,599), o clareamento da fungemia foi mais rápido, já na primeira hemocultura de controle (p=0,005), a proporção de complicações foi menor (p=0,008), assim como a taxa de mortalidade por todas as causas em 30 dias (3,8% vs. 23,8%, p=0,004), e o tempo de hospitalização (p=0,003). Concluímos através da análise multivariada, que ter todos os testes de BDG negativos durante o episódio de candidemia mostrou-se um fator individualmente relacionado a um melhor prognóstico (OR 0,12, IC 95%: 0,03-0,49,p=0,003), possivelmente atribuído a uma menor carga fúngica circulante. Nesse contexto, o valor prognóstico desse biomarcador parece ser promissor, podendo contribuir com a individualização do manejo da candidemia em um futuro próximo. Artigo 3: Estudo de coorte retrospectivo multicêntrico, no qual avaliamos 720 episódios consecutivos de candidemia em adultos diagnosticados em hospitais terciários entre 2010-2018, sendo 323 provenientes da Espanha, e os demais do Brasil. Comparando os casos de candidemia entre os países, notamos que os pacientes espanhóis receberam tratamento mais precoce (p<0,001), com uso mais frequente de equinocandinas (p=0,001), e retirada mais rápida do cateter venoso central (CVC), p=0,012. Ademais, a taxa de mortalidade geral foi menor na Espanha tanto aos 14 dias (20,1% vs. 35,8%, p<0,001), quanto aos 30 dias (31,6% vs. 51,9%, p<0,001). Entre os fatores prognósticos associados à mortalidade de maneira independente, encontramos a idade avançada (p=0,001), neutropenia (p=0,001), doença pulmonar crônica (p<0,001), uso de corticoide (p=0,039), e manejo terapêutico inadequado (p<0,001). Já entre os fatores protetores, encontramos candidemia por Candida parapsilosis (p<0,001) e ser proveniente da Espanha (p<0,001). Portanto, este estudo confirma taxas de mortalidade realmente mais baixas entre adultos com candidemia na Espanha, e sugere que há fatores modificáveis do manejo terapêutico associados ao prognóstico desses pacientes com margem de melhoria nos centros brasileiros. Artigo 4: Estudo retrospectivo de tendência histórica comparando duas coortes de vigilância epidemiológica incluindo adultos com candidemia provenientes de onze centros brasileiros, diagnosticados em dois períodos distintos: 2010-2011 (período I) vs. 2017-2018 (período II). Identificamos 616 casos consecutivos, sendo 247 do período II. Os pacientes do período mais recente tinham mais comorbidades (p<0,001), e mais internações hospitalares prévias (p=0,001). Além disso, receberam equinocandinas com maior frequência (p=0,001), porém sem mudanças significativas no tempo para início do antifúngico (p=0,369) ou para retirada do CVC (p=0,644). Apesar da tendência à queda, ainda chama a atenção a porcentagem de pacientes sem tratamento em ambos os períodos I e II (23,6% vs. 17,4%, p=0,07), respectivamente. Infelizmente, não houve avanço na redução das taxas de mortalidade geral aos 14 dias (33,6% vs. 37,7%,p=0,343), ou aos 30 dias (51,4% vs. 48,6%,p=0.511). Em conclusão, evidenciamos taxas de mortalidade ainda elevadas, sem redução significativa ao longo do tempo, apesar do maior acesso às equinocandinas, provavelmente decorrente do aumento da complexidade dos pacientes, e do atraso nas intervenções terapêuticas. Nossos dados sugerem que as estratégias do manejo de candidemia devem ser adaptadas às mudanças epidemiológicas constatadas, objetivando maior agilidade diagnóstica em prol da redução do número de pacientes elegíveis não tratados, favorecendo um início mais precoce de antifúngico eficaz e do controle do foco de infecção.