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Title: A prescrição de medicação psicotrópica em Serviço de Emergência Psiquiátrica
Other Titles: Prescription of psychotropic drugs in the Psychiatric Emergency Room
Authors: Chaves, Ana Cristina [UNIFESP]
Calfat, Elie Leal de Barros [UNIFESP]
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Keywords: Medicação psicotrópica
Adesão ao tratamento
Evolução clínica
Tratamento de emergência
Serviços de emergência psiquiátrica
Issue Date: 27-Oct-2010
Publisher: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Citation: CALFAT, Elie Leal de Barros. A Prescrição de Medicação Psicotrópica em Serviço de Emergência Psiquiátrica. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.
Abstract: Objetivo: avaliar a freqüência da prescrição de medicações psiquiátricas para pacientes atendidos em consultas na EP do CAISM e verificar após 60 dias a situação desses indivíduos em relação ao seguimento do tratamento psiquiátrico. Método: 330 pacientes foram selecionados e médicos residentes treinados pelo principal investigador preencheram os instrumentos desenvolvidos para esse estudo. A amostra foi comparada com todos os atendimentos realizados no período e não houve diferenças entre os dois grupos. Da amostra inicial, 175 pacientes aceitaram ser contatados através de uma ligação telefônica 60 dias após a consulta na EP para responder questões sobre o uso da medicação e do agendamento da consulta de acordo com o encaminhamento recebido. O contato foi realizado em 87,4% dos casos. Resultados: 227 pacientes (68,8%) receberam prescrição de medicação nova, ajuste ou renovação de receita. Os antidepressivos e os benzodiazepínicos foram as duas classes de medicações mais prescritas. Fluoxetina e clonazepam foram as drogas mais receitadas. Cerca de 65% dos pacientes estavam em uso de medicação após 60 dias. Os pacientes que receberam prescrição na EP tiveram três vezes mais chance de estar em uso de medicação psicotrópica após 60 dias. Oitenta e três indivíduos (54,2%) conseguiram agendar uma consulta após 60 dias. Este desfecho não estava associado a nenhuma variável sócio-demográfica, diagnóstica ou do tratamento psiquiátrico proposto.Conclusões: O presente estudo mostrou que o serviço de EP – CAISM na cidade de São Paulo atende uma grande parcela de indivíduos que deveriam ser atendidos em serviços de saúde regionalizados, tanto primários, quanto secundários (ambulatórios de especialidades). Os resultados mostraram também que a prescrição de medicação é uma pratica corriqueira no serviço e os antidepressivos são as drogas mais prescritas. A única variável associada ao uso de medicação após 60 dias foi a prescrição de medicação na EP, mas a prescrição em si não esteve associada ao agendamento de consulta na rede extra-hospitalar. Não foi possível identificar os reais motivos por esse achado, apesar das seguintes hipóteses serem formuladas: falta de estrutura extra-hospitalar, comodidade dos pacientes e facilidade dos médicos em renovar prescrições. Mais pesquisas devem ser realizadas com o intuito de entender e, consequentemente, melhorar a organização dos serviços e do tratamento psiquiátrico no sistema público de saúde como um todo.
URI: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8837
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