Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48757
Title: Prevalência e causas de intolerância ao exercício em adultos obesos submetidos ao teste de exercício cardiopulmonar
Authors: Dourado, Victor Zuniga Dourado [UNIFESP]
Matheus, Agatha Caveda [UNIFESP]
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Keywords: obesidade
teste de exercício cardiopulmonar
alometria
intolerância ao exercício
vo2
Issue Date: 6-Nov-2015
Publisher: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Citation: MATHEUS, Agatha Caveda. Prevalência e causas de intolerância ao exercício em adultos obesos submetidos ao teste de exercício cardiopulmonar. 2015. 37 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Santos, 2015.
Abstract: Few studies have compared the prevalence of exercise intolerance (EI) according to the body mass index (BMI). Moreover, the conventional ratio method is typically used to express peak V'O2 according body mass during the cardiopulmonary exercise testing (CPET). However, allometric scaling is a more appropriate procedure for clarifying this relationship. We hypothesized that the prevalence of EI is not influenced by BMI in asymptomatic adults. Additionally, when using allometric scaling, the differences in peak V?O2 among BMI groups might be lower. We aimed to evaluate the prevalence of EI, defined as peak V?O2 below 83% of predicted, and the BMI influence in the cardiorespiratory fitness in asymptomatic adults. We also compared peak V?O2/kg using allometric correction (peak V?O2/kga) and compared with the ratio standard, typically used in the clinical practices (peak V?O2/kg). The results of 780 adults (41 ± 13 years) were retrospectively evaluated. The participants were stratified according BMI: normal weight (n = 227), overweight (n = 198), obesity class 1 (n = 155), obesity class 2 (n = 131), and obesity class 3 (n = 69). After cardiovascular risk assessment, the participants underwent CPET on a treadmill. The prevalence of EI was calculated and compared among BMI groups. A multivariate logistic regression was developed considering EI as the main outcome and BMI as the main predictor adjusting the model for the other cofounders. We calculated allometric exponents for obese and non-obese adjusted by sex and age. Two-way ANOVAs were performed for males and females for comparing peak V?O2 according to BMI and age, using de ratio standard and allometric scaling. These models were adjusted by cardiovascular risk factors. The prevalence of EI was respectively 20, 16, 21, 25 and 21% among normal-weighted to obese class 3 subjects with no significant differences. The main predictors of EI were physical inactivity, age, and smoking status. The allometric exponents were 0.60 and 0.62 for obese and non-obese respectively, with no significant differences. Peak V?O2 using ratio standards significantly declined among normal-weighted to obese class 3 subjects for male and females subjects. After allometric correction, only women with obesity class 3 and men with obesity classes 2 and 3 presented significant reduction in peak V?O2. We may conclude that the prevalence of EI in asymptomatic adults is considerable regardless of BMI. The impact of obesity in cardiorrespiratory fitness was clearly overestimated when conventional ratio standards were used to compare peak V?O2 according to BMI. Our results using allometric correction suggest that the peak V?O2 correction by body mass using allometric scaling is more realistic to evaluate cardiorrespiratory fitness in obeses and might be routine in the CPET.
Poucos estudos compararam a prevalência de intolerância ao exercício (IE) de acordo com o índice de massa corporal (IMC). Adicionalmente, a relação simples é comumente utilizada para expressar o pico de captação pulmonar de O2 (V?O2) em relação à massa corporal no teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Entretanto, a escala alométrica é um procedimento mais adequado para esclarecer essa relação. A hipótese do presente estudo é que a prevalência de IE não seja influenciada pelo IMC em adultos assintomáticos. Adicionalmente, as diferenças no pico de V?O2 entre grupos de acordo com a classificação do IMC podem ser menores, caso seja utilizada escala alométrica. Nosso objetivo foi avaliar a prevalência de IE, definida pelo pico de V?O2 abaixo de 83% do valor predito, e a influência do IMC na aptidão cardiorrespiratória de adultos obesos. Secundariamente, avaliamos o pico de V?O2 utilizando a abordagem alométrica (pico de V?O2/kga) e comparamos com o procedimento de relação simples comumente utilizado na prática clínica (pico de V?O2/kg1). Os resultados de 780 adultos (41 ± 13 anoss) foram retrospectivamente avaliados. Os participantes foram estratificados de acordo com o IMC: eutróficos (n = 227), sobrepeso (n = 198), obesidade grau 1 (n = 155), obesidade grau 2 (n = 131) e obesidade grau 3 (n = 69). Após avaliação do risco cardiovascular, os participantes foram submetidos ao TECP em protocolo de rampa na esteira. A prevalência de IE foi calculada e comparada de acordo com o IMC. Uma regressão logística multivariada foi desenvolvida considerando a IE como principal desfecho e o IMC como principal preditor e o modelo foi ajustado para os principais confundidores. Calculamos expoentes alométricos para indivíduos obesos e não obesos ajustados pelo sexo e idade. Foi utilizada ANOVA de dois fatores para homens e mulheres para comparar o pico de V?O2 de acordo com o IMC e a idade, utilizando-se a relação simples e a escala alométrica. Estes modelos foram ajustados também pelos fatores de risco cardiovasculares. A prevalência de IE foi respectivamente 20, 16, 21, 25 e 21% respectivamente nos grupos eutróficos até obesidade grau 3, sem diferenças significativas. Os principais preditores de IE foram a idade, inatividade física e o tabagismo. O expoente alométrico encontrado foi 0,60 para obesos e 0,62 para não obesos, sem diferenças significativas. O pico de V?O2 utilizando o método convencional apresentou reduções significativas do grupo eutróficos até a obesidade grau 3, tanto para homens, quanto para mulheres. Após correção alométrica, apenas mulheres com obesidade grau 3 e homens com obesidade grau 2 e 3 apresentaram reduções significativas no pico de V?O2. Podemos concluir que a prevalência de IE em adultos acontece independentemente do IMC. O impacto da obesidade na aptidão cardiorrespiratória é superestimado quando utilizada a relação simples para comparar o pico de V?O2 de acordo com a massa corporal. Nossos resultados sugerem que a correção do pico de V?O2 pela massa corporal utilizando a abordagem alométrica é mais realista para a avaliação da aptidão cardiorrespiratória em indivíduos obesos e poderia ser utilizada como estratégia de rotina para o TECP.
URI: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48757
Other Identifiers: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2474021
Appears in Collections:Dissertação de mestrado

Files in This Item:
There are no files associated with this item.


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.