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Title: Escalas de rastreamento de uso de drogas, comorbidades psiquiátricas e comportamento sexual de risco em populações de adolescentes
Authors: Silveira Filho, Dartiu Xavier da Silveira Filho [UNIFESP]
Fidalgo, Thiago Marques [UNIFESP]
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Keywords: drogas
adolescência
escalas
comorbidades
sexualidade
Issue Date: 26-Feb-2014
Publisher: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Citation: FIDALGO, Thiago Marques. Escalas de rastreamento de uso de drogas, comorbidades psiquiátricas e comportamento sexual de risco em populações de adolescentes. 2014. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Abstract: Introdução: O abuso e a dependência de substâncias entre adolescentes é um problema que vem recebendo cada vez mais destaque nos últimos anos. Isso decorre do fato de esta ser uma fase de grande vulnerabilidade para a experimentação de psicotrópicos e na qual essas substâncias têm efeitos especialmente nocivos. O cérebro ainda em desenvolvimento dos adolescentes, mais predispostos a comportamentos impulsivos, pode sofrer impactos irreversíveis decorrentes desse uso. Nesse contexto, é fundamental que os adolescentes com problemas pelo uso de substâncias sejam adequada e precocemente identificados. Objetivos: Os objetivos deste trabalho são: i) validar, para nosso meio, instrumentos de rastreamento que auxiliem na detecção de adolescentes com problemas relacionados ao uso de substâncias; ii) avaliar a presença de sintomas psiquiátricos entre adolescentes dependentes e não dependentes de substâncias psicoativas; iii) avaliar o comportamento sexual de adolescentes dependentes e não dependentes de substâncias psicoativas. Método: Trata-se de um estudo transversal realizado com adolescentes da cidade de São Paulo. Foram incluídos todos os adolescentes de 15 a 18 anos que procuraram tratamento devido à dependência de substâncias no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), no período de um ano. Todos foram avaliados por dois profissionais, a fim de confirmar o diagnóstico de dependência de pelo menos uma substância, exceto o tabaco, de acordo com os critérios diagnósticos do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana, em sua IV versão ? texto revisado (DSM-IV-TR). Isso resultou em uma amostra de 41 adolescentes. O grupo controle foi formado por adolescentes de uma escola localizada no mesmo bairro em que se localiza o PROAD. Quarenta e cinco adolescentes de 15 a 18 anos cursando o Ensino Médio foram selecionados aleatoriamente. Todos foram avaliados pelos mesmos profissionais, a fim de se excluir o diagnóstico de dependência de substâncias, exceto o tabaco. Dois adolescentes foram excluídos nessa fase da avaliação, resultando em um grupo controle final de 43 adolescentes. Ambos os grupos responderam a diversos questionários sobre seu uso de substâncias, sintomas psiquiátricos, comportamento sexual e dados sócio-demográficos. Os dados foram analisados utilizando o software estatístico SPSS 20.0, adotando-se nível de significância de 5%. Essa pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UNIFESP. Resultados: Dois instrumentos de rastreamento de dependência química tiveram suas propriedades psicométricas avaliadas. A versão curta do Drug Use Screening Questionnaire (DUSI-R), com 15 perguntas, apresentou sensibilidade de 0,85 e especificidade de 0,70, sendo sua consistência interna de 0,88. O Personal Experience Screening Questionnaire (PESQ) apresentou consistência interna de 0,91 e a análise fatorial resultou em uma solução com quatro fatores. O coeficiente de correlação dos instrumentos foi de 0,83. Com relação aos sintomas psiquiátricos, segundo o Self Report Questionnaire (SRQ), 38,5% dos adolescentes da população clínica apresentaram grande probabilidade de apresentar algum transtorno psiquiátrico. Entre o grupo controle, esse índice foi de 11,6% (p < 0,05). Na escala de depressão CES-D, 74,6% da população clínica e 30,2% da população controle apresentou depressão (p < 0,05). Na escala de ansiedade de Beck, esses índices foram de 37,8% e de 4,7%, respectivamente (p < 0,05). Por fim, em relação ao comportamento sexual, os adolescentes dependentes eram mais ativos sexualmente que os adolescentes do grupo controle (p < 0,05). Os dependentes químicos do sexo masculino apresentavam maior número de parceiros e maior média de relações sexuais no mês anterior à pesquisa comparativamente aos rapazes do grupo controle (p = 0,05). Apesar disso, 85% dos dependentes do sexo masculino se consideravam fora de risco de contaminação pelo HIV, sendo esse índice de 95% entre os rapazes do grupo controle (ns). Entre as mulheres, os índices foram de 70% e 100%, respectivamente (p < 0,05). Conclusão: O uso de instrumentos padronizados para a avaliação do uso de substâncias entre adolescentes se mostrou relevante. Apresentam-se, aqui, dois instrumentos com boas propriedades psicométricas para uso em nosso meio, o DUSI-R e o PESQ. Além disso, em nosso estudo, a presença de sintomas depressivos e de sintomas ansiosos entre os adolescentes foi um fator de risco para dependência química, o que pode exercer um impacto direto sobre o prognóstico e sobre o projeto terapêutico desses adolescentes. Por fim, adolescentes dependentes de substâncias apresentaram vida sexual mais ativa que os adolescentes do grupo de comparação, sendo que o uso de substâncias foi identificado como um fator relacionado a maior número de parceiros entre os adolescentes do sexo masculino.
URI: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48386
Other Identifiers: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1567242
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