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dc.contributor.advisorRibeiro, Eliane Beraldi [UNIFESP]
dc.contributor.authorTelles, Monica Marques [UNIFESP]
dc.date.accessioned2015-12-06T23:44:30Z
dc.date.available2015-12-06T23:44:30Z
dc.date.issued2006
dc.identifier.citationSão Paulo: [s.n.], 2006. 86 p.
dc.identifier.urihttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21288
dc.description.abstractO hormônio adipocitário leptina exerce um papel fundamental na manutenção da homeostase energética, promovendo redução tanto da ingestão alimentar como da massa corporal. Diversos estudos indicam que o efeito anorexígeno da leptina decorre de sua ação sobre circuitos centrais envolvidos no controle do balanço energético. Entretanto, os mecanismos pelos quais a leptina exerce suas ações centrais ainda não se encontram totalmente elucidados. O presente estudo teve como um de seus objetivos avaliar se a leptina exerce seu efeito anorexígeno via ativação do sistema serotonérgico. Ratos Wistar normais foram tratados com 4 injeções i.c.v. diárias de 5μg ou lOμg de leptina (grupos Lep5 e LeplO) ou pré-tratados com veículo e acesso à alimentação pareada aos respectivos grupos tratados (PF5 e PF10). No quinto dia, os animais permaneceram em jejum e amostras de dialisato foram coletadas do hipotálamo lateral. Durante o experimento de microdiálise, todos os grupos receberam uma injeção aguda de veículo seguida, uma hora depois, de uma injeção aguda de leptina. o pré-tratamento com leptina i.c.v. promoveu redução significante da ingestão alimentar. Observamos que esta redução ocorreu de forma dose-dependente, já que em relação ao grupo Lep5, o grupo Lep10 apresentou redução significante do consumo alimentar nos dias 3 e 4 de pré-tratamento. Os níveis basais de serotonina (5-HT) hipotalâmica foram semelhantes entre os grupos, ao passo que os níveis de ácido 5-hidroxindolacético (5-HIAA) foram mais baixos nos grupos PF10 e Lep10. Tanto no grupo PF5 como no Lep5, os níveis de 5-HT permaneceram estáveis após a injeção de veículo ou leptina, enquanto os níveis de 5¬HIAA aumentaram, indicando um aumento da síntese de 5-HT. Os grupos PF10 e Lep 10 apresentaram respostas diferentes ao tratamento. No grupo PF10, os níveis de 5-HT caíram logo após a injeção do veículo sendo que a dose aguda de leptina não modificou este efeito. Por outro lado, as injeções agudas tanto de veículo como de leptina não promoveram alteração dos níveis de 5-HT no grupo Lep10. Os níveis de 5-HIAA permaneceram inalterados no grupo PF10 ao passo que aumentaram no grupo Lep 10. Estes dados indicam que o tratamento agudo com leptina, por si só, não promoveu um efeito estimulador direto sobre a liberação hipotalâmica de serotonina e que este padrão não foi modificado pelo pré-tratamento com a proteína. Contudo, numa situação de diminuição da atividade serotonérgica, como a decorrente de restrição alimentar drástica, o pré-tratamento com leptina preveniu a queda dos níveis hipotalâmicos de serotonina, provavelmente por estimular a síntese de 5-HT. É possível que, ao invés de agir diretamente sobre a transmissão serotonérgica, a leptina se contraponha aos fatores que levam à inibição serotonérgica após uma restrição alimentar. Este efeito poderia ser uma das vias pelas quais a leptina promove redução da ingestão alimentar. O segundo objetivo do presente estudo foi avaliar se a leptina, ao agir no sistema nervoso central, afeta a expressão gênica de adipocinas. Para isto, utilizamos a técnica de Northern Blotting para avaliar a expressão gênica de leptina, adiponectina, PPARγ, resistina e LPL em amostras de tecido adiposo branco epididimal, retroperitoneal e subcutâneo, provenientes de animais dos grupos PF5, Lep5 e AL (ad libitum - tratados com CSF e com livre acesso ao alimento). O tratamento com leptina i.c.v. reduziu sua própria expressão nos depósitos de tecido adiposo branco epididimal e retroperitoneal. Observamos que este efeito ocorreu de forma depósito-dependente já que o tratamento não modificou a expressão de leptina no depósito subcutâneo. Por outro lado, a expressão gênica das demais adipocinas nos três depósitos de tecido adiposo analisados não foi modificada pelo tratamento. Nossos dados sugerem que ao agir centralmente, a leptina é capaz de controlar a sua própria expressão por meio de retroalimentação negativa. Contudo, nossos resultados indicam que as ações centrais da leptina não afetam a expressão gênica de adiponectina, PPARγ, resistina e LPL. É possível que doses mais elevadas de leptina promovam alteração da expressão gênica destas adipocinas.pt
dc.format.extent86 p.
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.rightsAcesso restrito
dc.subjectLeptinapt
dc.subjectSerotoninapt
dc.subjectIngestão de Alimentospt
dc.subjectMicrodiálisept
dc.subjectNorthern Blottingpt
dc.subjectLeptinen
dc.subjectSerotoninen
dc.subjectEatingen
dc.subjectMicrodialysisen
dc.subjectBlotting, Northernen
dc.titleEfeitos centrais e periféricos do tratamento repetido com leptina em ratos normaispt
dc.title.alternativeCentral end peripheral effects of repeated leptin treatment in normal ratsen
dc.typeTese de doutorado
dc.identifier.fileepm-20061025113513GARCIA.pdf
dc.description.sourceBV UNIFESP: Teses e dissertações
unifesp.campusSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)pt
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