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Title: Fatores prognósticos de regurgitação crônica e de perda de peso após bypass gástrico em Y-DE-ROUX com anel de silicone para tratamento de obesidade
Other Titles: Predictive factors of chronicle regurgitation and weight loss after silicon ring ROUX-en-Y gastric bypass for obesity treatment
Authors: Del Grande, José Carlos [UNIFESP]
Arasaki, Carlos Haruo [UNIFESP]
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Keywords: Obesidade mórbida
Manometria
Refluxo gastroesofágico
Derivação gástrica
Elastômeros de silicone
Issue Date: 2005
Publisher: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Citation: ARASAKI, Carlos Haruo. Fatores prognósticos de regurgitação crônica e de perda de peso após bypass gástrico em Y-de-Roux com anel de silicone para tratamento de obesidade. 2005. 111f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2005.
Abstract: Introdução: Regurgitação freqüente após bypass gástrico em Y-de-Roux, para tratamento da obesidade mórbida, pode ser decorrente de diâmetro estreito do anel de silicone e, também, de hipotonia do esfíncter esofágico inferior. Objetivos: Medir o risco de se tornar regurgitador crônico depois de cirurgia bariátrica, considerando-se fatores técnicos e fisiológicos, e avaliar a relação entre regurgitação crônica e perda de peso. Métodos: 80 pacientes, obesos mórbidos segundo critério de índice de massa corpórea (IMC), foram selecionados aleatoriamente para serem submetidos a bypass gástrico em Y-de-Roux com anel padrão (62 mm de comprimento - grupo A) ou largo (77 mm - grupo B), e acompanhados durante os primeiros 6 meses de pós-operatório. Parâmetros de manometria esofágica pré-operatória foram relacionados à ocorrência de regurgitação crônica pós-operatória nos dois grupos formados por 40 pacientes cada. Foram considerados regurgitadores crônicos os que apresentavam o evento durante mais de 1° dias por mês. Resultados: Os dois grupos eram homogêneos quanto a idade (38,4 :t 10,9 VS. 39,3 :t 10,5 anos), gênero (1 :4,0 VS. 1 :4,7 na proporção masculino/feminino), raça (90,0 por cento VS. 87,5 por cento de brancos), peso (128,1 :t 21,4 VS. 134,0 :t 25,7 kg), IMC (47,8 :t 6,1 VS. 50,2 :t 6,4 kg/m2) e doenças associadas à obesidade. No grupo B, contudo, haviam mais fumantes (p=o, 043), e os pacientes tinham comprimento de esôfago, sob ação da crura diafragmática, maior (p=0,019) no pré--operatório. Após cirurgia, houve um caso de embolia pulmonar, dois casos de fístula gástrica, e nenhum óbito. O grupo A teve perda do peso em excesso 3,15 por cento :t 1,45 por cento maior que o grupo B (p=o, 033). Observou-se 15 por cento a mais de pacientes regurgitadores crônicos no grupo A quando comparado ao grupo B. Ao todo, regurgitadores crônicos tiveram 4,55 por cento :t 2,08 por cento de perda do peso em excesso a mais que os não- regurgitadores crônicos (p=o, 032). Já os regurgitadores crônicos do grupo A perderam, em média, 9,6 por cento :t 4,2 por cento a mais do peso em excesso quando comparados aos regurgitadores crônicos do grupo B (p=0,026), e 6,1 por cento :t 2,5 por cento a mais do peso em excesso quando comparados aos não-regurgitadores crônicos do grupo A (p=0,016). I Houve maior proporção de regurgitadores crônicos com hipotonia do esfíncter I esofágico inferior (pressão respiratória média <14 mmHg) quando comparados com I não-regurgitadores crônicos (p=o, 008). Em média, não-regurgitadores crônicos apresentaram pressão do componente fásico do esfíncter esofágico inferior, correspondente à ação da crura diafragmática, 14,2 :t 6,6 mmHg maior do que regurgitadores crônicos (p=O,OO1). A regressão logística demonstrou que a chance de ser regurgitador crônico no grupo A é 4,5 vezes maior que no grupo B (p=O,046), e, também, que a chance de ser regurgitador crônico tendo hipotonia do esfíncter esofágico inferior é 7 vezes maior do que tendo pressão normal nesse esfíncter (p=O,OO6). Conclusões: Tamanho do anel de silicone e hipotonia do esfíncter esofágico inferior são fatores prognósticos independentes para regurgitação crônica após bypass gástrico em Y-de-Roux. Tamanho do anel e regurgitação crônica contribuem significantemente para perda de peso, nos primeiros seis meses de pós- operatório.
Introduction: Frequent regurgitation after Roux-en-Y gastric bypass, performed in order to treat morbidly obese patients, may be due to a narrow diameter of silicon ring and to a defective lower esophageal sphincter. Purpose: To estimate the risk of having chronicle regurgitation after bariatric surgery, regarding technical and physiological factors, and to evaluate the relationship between regurgitation and weight loss. Methods: Eighty patients suffering from morbid obesity, based on body mass index (BMI) criterion, were randomly selected to be submitted to a Roux-en-Y gastric bypass with either a standard or a large ring (62 or 77 mm in length, respectively, group A and B), with a six month follow-up evaluation. Pre-operative esophageal manometric data were compared to occurrence of post-operative chronicle regurgitation within two groups of 40 patients each one. Individuals presenting complaint of that symptom for more than 10 days in a month were named chronicle regurgitant. Results: The groups were comparable regarding age (38.4 ± 10.9 vs. 39.3 ± 10.5 years old), gender (1:4.0 vs. 1:4.7 of male/female ratio), ethnic group (90.0% vs. 87.5% of white race), weight (128.1 ± 21.4 vs. 134.0 ± 25.7 kg), BMI (47.8 ± 6.1 vs. 50.2 ± 6.4 kg/m2 ) and comorbidities. However, there were more smokers in group B (p=0.043), and esophageal length under crural diaphragm action was larger (p=0.019) in the same group, preoperatively. Complications consisted of one case of pulmonary thromboembolism, two cases of gastric leakage, but no deaths. Group A had lost 3.15% ± 1.45% more excess weight than the other group (p=0.033). There were 15% more chronicle regurgitant patients in group A than in group B. In all, chronicle regurgitant patients had lost 4.55% ± 2.08% more excess weight than nonchronicle regurgitant ones (p=0.032). Nevertheless, chronicle regurgitant patients in group A lost 9.6% ± 4.2% more excess weight than chronicle regurgitant ones in group B (p=0.026), and 6.1% ± 2.5% more excess weight than nonchronicle regurgitant patients in group A (p=0.016). There were more chronicle regurgitant patients with lower esophageal sphincter hypotonia (mean respiratory pressure <14 mmHg) than nonchronicle regurgitant ones (p=0.008). Phasic component pressure of lower esophageal sphincter, corresponding to crural diaphragm action, was 14.2 ± 6.6 mmHg higher in nonchronicle regurgitant patients than in chronicle regurgitant ones (p=0.001). Logistic regression indicated that the odds ratio to be a chronicle regurgitant individual in group A was 4.5 times greater than in group B (p=0.046), and as well that odds ratio to be a chronicle regurgitant having lower esophageal sphincter hypotonia was 7 times greater than having normal pressure of this sphincter (p=0.006). Conclusions: Silicon ring size and lower esophageal sphincter hypotonia are independent predicting factors for chronicle regurgitation after Roux-en-Y gastric bypass. Ring size and chronicle regurgitation contribute significantly to weight loss, during the first six months.
URI: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20763
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