Influência da freqüência cardíaca na qualidade de vida e capacidade física em pacientes com fibrilação atrial crônica

Influência da freqüência cardíaca na qualidade de vida e capacidade física em pacientes com fibrilação atrial crônica

Título alternativo Influence of heart rate on quality of life and exercise capacity in patients with chronic atrial fibrillation
Autor Jaber, Jefferson Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador De Paola, Angelo Amato Vincenzo de Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (cardiologia) – São Paulo
Resumo Background: Rate control is an acceptable alternative to rhythm control in patients with chronic atrial fibrillation. However, current criteria for rate control are empirical and based on a small amount of scientific data. Objective: This study was designed to analyse the influence of heart rate measured by the 6-minute walk test, 24-hour Holter monitoring and cardiopulmonary exercise test on quality of life and exercise capacity in patients with atrial fibrillation. Methods: Eighty-nine males patients with chronic atrial fibrillation and resting heart rate < 90 bpm were included. These patients underwent a quality of life questionnaire (assessed by Medical Outcomes Study Short Form Health Survey SF-36), 6-minute walk test, cardiopulmonary exercise test and 24-hour Holter monitoring. Results: There was a significant difference on quality of life in physical and mental summary scores in patients with maximal heart rate . 110 bpm on 6-minute walk test in comparison with heart rate > 110 bpm (284.10 } 81.37 vs 247.45 } 85.03, p = 0.04 and 316.59 } 75.91 vs 266.84 } 93.75, p = 0.01, respectively) and in physical summary score in patients with average heart rate . 80 bpm on Holter monitor in comparison with heart rate > 80 bpm (284.25 } 70.91 vs 240.81 } 93.55, p = 0.02). There was no significant difference on quality of life in patients with maximal heart rate between 85 and 115% of the maximum age-predicted heart rate at peak exercise in comparison with peak heart rate > 115% of the maximum age-predicted heart rate. Quality of life was also compared among 3 groups of patients classified by heart rate testing results (Group 1 had heart rate . 110 bpm on 6-minute walk test and . 80 bpm on Holter monitor; Group 2 had heart rate in the target area by one but no both tests; and Group 3 had heart rate > 110 bpm on 6-minute walk test and > 80 bpm on Holter monitor), demonstrating significant difference among 3 groups in physical and mental component summary scores (p = 0.035 e p = 0.026, respectively). Exercise capacity assessment demonstrated that patients with heart rate variation index not over 10 bpm/min showed higher maximal oxygen uptake compared to patients with heart rate variation index > 10 bpm/min (26.76 } 6.17 vs 22.83 } 4.84 ml O2/Kg/min, p = 0.002). Conclusions: Patients with both heart rate . 110 bpm on 6-minute walk test and heart rate . 80 bpm on Holter monitor had better quality of life than patients with higher average heart rates. Holter monitoring and 6-minute walk test shoud be performed as complementary methods to better predict quality of life. The simple heart rate control at rest was not sufficient when we desire to obtain better qualty of life. Better heart rate variation control on cardiopulmonary exercise test was correlated with better exercise capacity in patients with chronic atrial fibrillation.

Introducao: A estrategia de controle da frequencia cardiaca e uma alternativa aceitavel a estrategia de controle do ritmo em pacientes com fibrilacao atrial cronica. No entanto, os criterios atuais utilizados no controle da frequencia cardiaca sao empiricos e baseados em poucos dados cientificos. Objetivo: Analisar a influencia da frequencia cardiaca na qualidade de vida e na capacidade fisica de pacientes com fibrilacao atrial cronica por meio do Holter de 24 horas, teste da caminhada de 6 minutos e teste ergoespirometrico. Casuistica e metodos: Foram avaliados 89 pacientes do sexo masculino com fibrilacao atrial cronica que apresentavam frequencia cardiaca em repouso menor que 90 bpm. Estes pacientes foram submetidos a um questionario de qualidade de vida (SF-36), seguido da realizacao do teste da caminhada de 6 minutos, teste ergoespirometrico e Holter de 24 horas. Resultados: Houve diferenca significante na qualidade de vida no escore dos componentes fisico e mental nos pacientes que apresentavam frequencia cardiaca . 110 bpm no final do teste da caminhada de 6 minutos quando comparados com pacientes com frequencia cardiaca > 110 bpm (284,10 } 81,37 vs 247,45 } 85,03, p = 0,04 e 316,59 } 75,91 vs 266,84 } 93,75, p = 0,01, respectivamente) e no escore do componente fisico nos pacientes que apresentavam frequencia cardiaca media . 80 bpm no Holter de 24 horas em comparacao com frequencia cardiaca > 80 bpm (284,25 } 70,91 vs 240,81 } 93,55, p = 0,02). No entanto, nao houve diferenca significante na qualidade de vida nos pacientes que apresentavam frequencia cardiaca maxima entre 85% e 115% em comparacao com frequencia cardiaca > 115% da maxima predita para a idade no teste ergoespirometrico. Alem disso, quando a qualidade de vida foi comparada entre tres grupos por meio da associacao do Holter de 24 horas e do teste da caminhada de 6 minutos para controle da frequencia cardiaca (grupo 1, frequencia cardiaca . 110 no teste da caminhada de 6 minutos e frequencia cardiaca media . 80 bpm no Holter de 24 horas; grupo 2, com frequencia cardiaca controlada por apenas um dos dois testes; e grupo 3, frequencia cardiaca > 110 bpm no teste da caminhada de 6 minutos e frequencia cardiaca media > 80 bpm no Holter de 24 horas), houve diferenca significativa entre os três grupos no escore dos componentes físico e mental (p = 0,035 e p = 0,026, respectivamente). Na avaliação da capacidade física, observou-se que pacientes com índice de variação da freqüência cardíaca ≤ 10 bpm/min apresentaram melhor pico de consumo de oxigênio quando comparados com os índices de variação da freqüência cardíaca > 10 bpm/min (26,76 ± 6,17 vs 22,83 ± 4,84 ml O2/Kg/min, p = 0,002). Conclusões: Pacientes com freqüência cardíaca ≤ 110 bpm no final do teste da caminhada de 6 minutos e pacientes com freqüência cardíaca média ≤ 80 bpm no Holter de 24 horas apresentaram melhor qualidade de vida mensurada pelo questionário SF-36. O simples controle da freqüência cardíaca em repouso não foi suficiente quando desejamos obter melhor qualidade de vida. O Holter de 24 horas e o teste da caminhada de 6 minutos devem ser utilizados como métodos complementares no controle da freqüência cardíaca. O melhor controle do índice de variação da freqüência cardíaca esteve relacionado com a melhor capacidade ao exercício.
Palavra-chave Consumo de oxigênio
Freqüência cardíaca
Qualidade de vida
Fibrilação atrial
Idioma Português
Financiador Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Data de publicação 2008-09-24
Publicado em JABER, Jefferson. Influência da freqüência cardíaca na qualidade de vida e capacidade física em pacientes com fibrilação atrial crônica. 2008. 133 f. Tese (Doutorado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2008.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 133 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9748

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Nome: Publico-9748.pdf
Tamanho: 3.121MB
Formato: PDF
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