Incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais

Incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais

Título alternativo Depression symptoms’ incidence of interns and its correlation with occupational characteristics
Autor Pires, Daniela Betinassi Parro Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Nogueira-Martins, Luiz Antonio Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Psiquiatria e psicologia médica - São Paulo
Resumo Objective: To study the depression symptoms f incidence of interns and its correlation with occupational characteristics, such as satisfaction/stress about their training program. Method: All interns from 2006 in a teaching hospital (N=166) were invited to participate in this prospective longitudinal study (T1= 1st week, and T2= 8th month of training). They answered the Beck Depression Inventory (BDI) and an occupational characteristics questionnaire. Results: 111 interns participated of the study (67% of the population), with median age of 25; 50.5% were female; 61.3% from clinical specialties. None of them scored for depression symptoms (BDI score.16) at T1, and 10 did at T2, with an increase (p<0.01) of the BDI median value from 2 to 5 (depressive symptoms f incidence of 9%). The BDI score at T2 was correlated with training satisfaction, difficulty with patients, and stressful relationships. The higher was the BDI score at T2, the lower was the satisfaction score with the training (p<0.01), specifically about satisfaction with the whole training, leisure time amount, health habits, and own performance; and the higher was the stress with colleagues f relationships. It was not found any correlations (p>0.05) among interns f BDI score and satisfaction with learning environment, stressful relationship with professors or nursing team, time spent with critically ill patients, giving bad news and number of hours on nightshifts. Conclusion: The interns were more affected by their relationship with colleagues than professors or by their difficulties in dealing with critically ill patients, what can be a proxy of the competitive feelings among them.

Objetivo: Estudar a incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais como a satisfação e o estresse com o programa de treinamento. Método: Todos os médicos residentes de primeiro ano de um hospital universitário (N=166) foram convidados a participar neste estudo prospectivo longitudinal (T1= primeira semana e T2= oitavo mês do treinamento). Foram aplicados o Inventário de Depressão de Beck (BDI, utilizando o ponto de corte para depressão provável maior ou igual a 16) e um questionário sobre as características ocupacionais, desenvolvido para este estudo e que aborda aspectos de estresse profissional; relação entre colegas, com docentes, e pacientes; e satisfação com o treinamento. Resultados: 111 residentes participaram do estudo (67% da população), com uma média de idade de 25 anos; 50,5% eram mulheres e 61,3% de especialidades clínicas. Nenhum deles pontuou para sintomas depressivos em T1, e 10 pontuaram em T2, com um aumento do valor da mediana do BDI de 2 para 5 (p<0.01, o que significa incidência de sintomas depressivos de 9%). A pontuação do BDI em T2 foi correlacionada com a satisfação do treinamento, dificuldades com os pacientes, relações estressantes e tipo de especialidade. Quanto maior o escore do BDI em T2, menor foi o escore de satisfação com o treinamento (p<0,01, para satisfação global com o treinamento, quantidade de tempo livre, hábitos de saúde e o próprio desempenho); maior a dificuldade em lidar com os pacientes; e também mais alto o estresse nos relacionamentos com os colegas (p<0,01). Em T2, fazer especialidade cirúrgica associouse a uma maior incidência de sintomas depressivos quando comparado com especialidade clínica (p<0,05). Não foi encontrada correlação (p>0.05) entre o escore do BDI e a satisfação com o ambiente de aprendizagem, relacionamentos estressantes com os professores ou com equipe de enfermagem, tempo dedicado à assistência de pacientes críticos, número de horas de plantão noturno ou comunicação de más notícias. Conclusão: Os médicos residentes de primeiro ano que apresentaram sintomatologia depressiva ao longo do treinamento foram os mais afetados pelo relacionamento com os colegas. Esta conclusão, assim como a não interferência de relações estressantes com os professores ou por suas dificuldades em lidar com pacientes críticos, permite o levantamento de uma nova hipótese, de que a dificuldade de relacionamento entre os residentes seja uma medida aproximada (proxy) dos sentimentos competitivos entre eles.
Palavra-chave Occupational distress
Residência médica
Competição
Depression symptoms
Estresse ocupacional
Internship and residency
Competitiveness
Sintomas depressivos
Depressão
Depression
Internato e residência
Esgotamento profissional
Burnout, professional
Idioma Português
Data de publicação 2009-07-29
Publicado em PIRES, Daniela Betinassi Parro. Incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais. 2009. 68 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 68 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9735

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Nome: Publico-00214.pdf
Tamanho: 435.5KB
Formato: PDF
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