Impactos da gestação na evolução do melanoma: modelo experimental

Impactos da gestação na evolução do melanoma: modelo experimental

Título alternativo Impacts of pregnancy in melanoma’s evolution: experimental model
Autor Bollos, Rubens Harb Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Nakamura, Mary Uchiyama Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Objective: Develop an experimental animal model for cancer in pregnancy, to correlate gestational periods with tumor growth. Methods: A total of 50 female C57BL/6 mice were divided into 5 groups: a gestational and stress control group (G) and those which received murine Tm5 melanoma cell implants: tumor control (T), preconception (G-5), fertilization (G+1) and trophoblastic invasion/ embryonic implantation (G+5). The effect of the micro-environments of the products of pregnancy on melanoma cells (Tm5) was also assessed in vitro. Bio extracts from fetal, placental and embryonic resorptions tissues and from amniotic fluid were analyzed as to their cellular viability (MTT assay) and anti-apoptotic activity (cell cycle assay). The possible involvement of epigenetic mechanisms in tumor modulation was investigated by quantifying homocysteine / cysteine in maternal plasma as well as a possible anti-tumorigenic effect on the offsprings (F1) conceived during pregnancies with cancer. Results: The model was effective and we found that: 1) pregnancy restricts tumor growth and increases maternal survival, 2) tumor volume is inhibited by pregnancy, 3) during pregnancy, the tumor has fewer ulcerations which indicates lower aggressiveness and is associated with better prognosis 4) pregnancy significantly reduces metastatic development, 5) soluble factors present in fetal and placental extracts and amniotic fluid induce apoptosis in melanoma cells in vitro. 6) Passive adoptive immunization of pregnant mice, as well as pregnant mice with tumors, changes dramatically the evolution of the melanoma. Homocysteine and cysteine are increased in pregnancies with tumors and the offspring (F1) have a phenotype that protects them against the tumor. Conclusion: The model suggests that starting at the beginning of pregnancy, circulating factors inhibit tumor implantation. However, in the absence of pregnancy, this beneficial effect does not occur and maternal survival is identical to the control group. Epigenetic and apoptotic mechanisms are involved in these results. Offsprings from pregnancies with cancer acquire anti-tumoral protection, through yet unknown mechanisms.

Objetivo: Desenvolver um modelo experimental de câncer na gestação correlacionando os períodos gestacionais com o desenvolvimento do tumor. Métodos: Foram estudados 50 camundongos-fêmeas da linhagem C57BL/6 divididos em cinco grupos: controle gestacional e estresse do animal (G) e os que receberam o implante de células de melanoma murino Tm5: controle tumoral (T), pré-concepção (G-5), fertilização (G+1), invasão trofoblástica /implantação embrionária (G+5). Avaliou-se in vitro a ação dos microambientes dos produtos da concepção (feto, placenta, reabsorção embrionária e líquido amniótico) utilizando bioextratos processados a partir destes tecidos quanto à viabilidade celular (MTT), atividade anti-apoptótica (ciclo celular) e epigenética (dosagens de homocisteína/cisteína), bem como o efeito antitumorigênico da ação da gestação com tumor na prole (F1). Resultados: O modelo foi efetivo e verificamos que: 1) a gravidez restringe o crescimento tumoral e eleva a sobrevida materna, 2) o volume tumoral é inibido pela gestação, 3) o tumor durante a gravidez apresentase menos ulcerado, indicando uma melhor prognóstico e menor agressividade, 4) a gravidez reduz significativamente o desenvolvimento de metástases, 5) fatores solúveis encontrados nos extratos fetais, placentários e o líquido amniótico induzem células de melanoma à apoptose in vitro e 6) imunização passiva adotiva tanto de grávidas como de grávidas com tumor alteraram dramaticamente a evolução do melanoma. Homocisteína e cisteínas estão elevadas na gestação com tumor e a prole (F1) possui fenótipo protetor contra o desenvolvimento do tumor. Conclusão: O modelo sugere que fatores circulantes desde o início da gestação são hostis para a implantação tumoral, mas na ausência da gestação, este benefício não ocorre e a sobrevida materna é igual ao grupo controle. Mecanismos epigenéticos e apoptóticos estão envolvidos neste resultado. E a prole gerada durante a gravidez com tumor adquire proteção anti-tumoral por mecanismo desconhecido.
Palavra-chave Imunoterapia
Materiais biocompatíveis
Câncer
Gravidez
Metástase neoplásica
Modelo experimental
Melanoma
Modelos animais de doenças
Camundongos
Animais
Prenhez
Idioma Português
Data de publicação 2011-03-30
Publicado em Bollos, Rubens Harb. Impactos da gestação na evolução do melanoma: modelo experimental. 2011. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 183 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9720

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