Estratégias de enfrentamento nos distúrbios da voz

Estratégias de enfrentamento nos distúrbios da voz

Autor Oliveira, Gisele Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Behlau, Mara Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Objetivos: O objetivo do presente estudo é pesquisar estratégias de enfrentamento em indivíduos com queixa vocal e verificar a relação dos tipos de estratégias com queixa vocal e sintomas vocais, auto-avaliação da voz, análise perceptivo-auditiva, assim como estados de ansiedade, depressão e aspectos relacionados a lócus de controle e autoestima. Métodos: Participaram 178 indivíduos, distribuídos em dois grupos: com e sem queixa vocal. O grupo com queixa vocal foi composto por 87 indivíduos adultos brasileiros, 19 homens e 68 mulheres, com idade média de 34,1 anos. O grupo sem queixa vocal teve 91 indivíduos adultos brasileiros, 29 homens e 62 mulheres, com idade média de 32,4 anos. Os indivíduos foram solicitados a realizar os seguintes procedimentos: questionário de identificação e caracterização, auto-avaliação vocal, análise perceptivo-auditiva, Protocolo de Estratégias de Enfrentamento na Disfonias - PEED, Escala de Autoestima de Rosenberg, Inventário de Depressão de Beck – BDI, Inventário de Ansiedade Traço-Estado - IDATE e Escala Multidimensional de Lócus de Controle de Levenson. Para adaptação cultural o PEED foi administrado a 14 pacientes que não fizeram parte da composição final da amostra. A faixa etária (p=0,219) e a distribuição do sexo (p=0,132) de ambos os grupos foram estatisticamente semelhantes. A média de sintomas do grupo com queixa foi 6,28 e do grupo sem queixa 1,27. Os sintomas mais relatados pelo grupo com queixa foi rouquidão (81,6%), fadiga vocal (67,8%), pigarro e garganta seca (57,5). Já os sintomas mais relatados pelo grupo sem queixa foi rinite (26,4%), azia (20,9%) e coceira na garganta (18,7%). O tipo de queixa mais freqüente apresentou-se relacionado com modificações na qualidade vocal natural ou habitual (73,6%). De acordo com os resultados de autoavaliação, os grupos apresentaram diferenças estatisticamente significantes, sendo que o grupo com queixa vocal apresentou maior ocorrência de voz razoável (46%). Quanto à análise perceptivo-auditiva, houve diferença estatisticamente significante entre os grupos nas duas tarefas de fala, tanto para as médias como para o grau de desvio, com exceção do grau leve na tarefa de vogal sustentada. Resultados: Os escores do PEED foram estatisticamente diferentes nos dois grupos (Escore do grupo com queixa 51,86; do grupo sem queixa 23,18 - p<0,001), e sem diferença entre os sexos. Os indivíduos com queixa vocal referem utilizar mais estratégias com foco no problema (63,6%). De acordo com as escalas de avaliação dos estados de ansiedade, depressão e aspectos relacionados a lócus de controle e autoestima, os grupos não apresentaram escores estatisticamente diferentes. O escore médio para o grupo com queixa do BDI foi 7,71; da Escala de Autoestima foi 6,63; do Inventário de Ansiedadeestado foi 41,55 e de Ansiedade-traço foi 42,20, da Escala Multidimensional de Lócus de Controle de Levenson externo-acaso foi 27,97; externo-poderosos 29,56 e Interno 18,20. No grupo com queixa vocal o PEED apresentou correlação positiva com a análise perceptivo-auditiva dos números (p=0,036), os escores do BDI (p=0,006) e do Inventário de Ansiedade Estado (p=0,022); e negativa com o lócus de controle externoacaso (p=0,001) e externo-poderosos (p=0,001). A análise de componentes principais das respostas do PEED do grupo de indivíduos com queixa de voz gerou 4 subescalas: busca de informação, suporte sócio-emocional, fuga-evitação e auto-controle. Conclusões: Indivíduos com queixa vocal usam estratégias de enfrentamento variadas, em particular estratégias com foco no problema. O enfrentamento de um distúrbio de voz se correlaciona positivamente com a avaliação clínica da voz, com aspectos de depressão e ansiedade estado, e negativamente com lócus de controle externo-acaso e externo-poderoso. O protocolo brasileiro proposto apresenta 10 itens e quatro subescalas: busca de informação, suporte sócio-emocional, fuga-evitação e auto-controle.
Palavra-chave Disturbios da voz
Idioma Português
Data de publicação 2009-11-25
Publicado em OLIVEIRA, Gisele Gotardi de. Estratégias de enfrentamento nos distúrbios da voz. 2009. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9484

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Nome: Publico-00368.pdf
Tamanho: 387.5KB
Formato: PDF
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