Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveis

Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveis

Título alternativo Nasal eosinophilia: na indicator of eosinophilia inflammation in asthma
Autor Amorim, Maria Marta Ferreira Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Fernandes, Ana Luisa Godoy Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Background: It is noteworthy that there is a clear clinical, epidemiological and pathophysiological association between upper and lower airway inflammation in rhinitis and asthma. Objective: The aim of this study was to compare the eosinophil counts in induced sputum and nasal lavage fluids in asthma, checking their association and the accuracy of nasal eosinophilia as a predictor of sputum eosinophilia by a cross-sectional study. Methods: The clinical evaluation, asthma control questionnaire (ACQ), pre- and postbronchodilator spirometry, nasal and sputum sample was performed. The nasal eosinophilia was analysed by a receiver operating curve and logistic regression model. Results: In 140 adults, the post-bronchodilator forced expiratory volume in 1 s (FEV1) did not differ between patients with or without sputum eosinophilia (0.18). After adjusted for upper airway symptoms, age, ACQ score and post-bronchodilator FEV1, sputum eosinophilia was associated with 52 times increase in odds of nasal eosinophilia, whereas each 1% increase in bronchodilator response was associated with 7% increase in odds of nasal eosinophilia. Conclusion: This study brings further evidence that upper airway diseases are an important component of the asthma syndrome. Furthermore, monitoring of nasal eosinophilia by quantitative cytology may be useful as a surrogate of sputum cytology as a component of composite measurement for determining airway inflammation.

Estudos demonstram que há uma associação clínica, epidemiológica e fisiopatológica da inflamação das vias aéreas superior e inferior na rinite e na asma, o que sugere uma participação similar das células inflamatórias em ambas doenças. A proporção de eosinófilos na avaliação quantitativa nasal poderia, portanto, tornar-se um teste rápido, minimamente invasivo e útil para a identificação da inflamação eosinofílica das vias aéreas inferiores, representando uma ferramenta de avaliação do controle de pacientes asmáticos. Objetivo: Comparar a contagem de eosinófilos no escarro induzido e no lavado nasal de pacientes asmáticos regularmente tratados, assintomáticos e estáveis, em um estudo transversal. E ainda, avaliar a acurácia da eosinofilia do lavado nasal como preditor da eosinofilia do escarro induzido. Métodos: A avaliação clínica, o questionário de controle da asma (ACQ-7), espirometria pré e pós broncodilatador, amostra de lavado nasal e escarro foram realizados. A eosinofilia nasal foi analisada através da Receiver Operating Curve (ROC) e do modelo de regressão logística. Resultados: Nos 140 pacientes analisados, o volume expiratório forçado após o uso de broncodilatador (VEF1 pós-BD), não apresentou diferença estatisticamente significante entre o grupo de pacientes com escarro eosinofílico dos não-eosinofílicos (p=0,18). No modelo de regressão logística para a caracterização da eosinofilia no lavado nasal, quem tinha eosinofilia no escarro, tinha 52 vezes mais chance de ter eosinofilia no lavado nasal do que não ter eosinofilia no lavado nasal, e também, para cada aumento de 1% na resposta broncodilatadora, observou-se um aumento de 7% na chance de se ter eosinofilia no lavado nasal, ajustadas para a presença de sintomas das vias aéreas superiores, a idade, o escore de ACQ-7 e o VEF1 pós-broncodilatador. Conclusão: Este estudo evidenciou que a monitorização da eosinofilia na asma através da citologia nasal pode ser útil como complemento da avaliação clínica e acurada para a caracterização do tipo e da extensão da inflamação das vias aéreas inferiores, em substituição ao escarro induzido.
Palavra-chave Eosinófilos
Escarro induzido
Lavado nasal
Asma
Idioma Português
Data de publicação 2010-11-24
Publicado em AMORIM, Maria Marta Ferreira. Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveis. 2010. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 164 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9461

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