Efeito do ácido ursodesoxicólico e o papel da mucosa no desenvolvimento de dismotilidade esofagiana: estudo experimental com cobaias

Efeito do ácido ursodesoxicólico e o papel da mucosa no desenvolvimento de dismotilidade esofagiana: estudo experimental com cobaias

Título alternativo Effects of ursodeoxycholic acid and the role of mucosa in esophageal dysmotility. An experimental study
Autor Rocha, Marcelo Eustáquio Siqueira Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Fernandes, Fernando Augusto Mardiros Herbella Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Gastroenterologia - São Paulo
Resumo Background and Aims: Esophageal motor abnormalities are frequently found in patients with gastroesophageal reflux disease. The role of bile in reflux-induced dysmotility is still elusive. Furthermore, it is questionable weather mucosal or muscular stimulation leads to motor modification. The aims of this study were: (a) analyze the effect of bile infusion in the amplitude of esophageal contractions and (b) analyze the effect of mucosal vs muscular stimulation. Methods: 18 guinea-pig esophagi were isolated and its contractility assessed with force transducers. Three groups were studied. In group A (n= 6) the entire esophagus was used and incubated in 100 ìML ursodeocycholic acid for 2 hours. In group B (n=6) the mucosal layer was removed and the muscular layer incubated in 100 ìML ursodeocycholic acid for 1 hours. In group C (n=6) (control group) the entire esophagus was used and incubated in saline solution. In all groups, five sequential contractions spaced by 1 minute were measured before and after incubation. Contractions were recorded after KCl 40 mM stimulation. Results: Contractions before incubation did differed among groups (p= 0,006) and averaged 1,319(A),0,306(B) and 1,795(C). After incubation amplitude of contraction was 0,709 , 0,278 and 1,353 for groups A, B and C respectively. Before incubation there were no diferrences between groups A and C (p=0,633) there was difference between groups A and B (p=0,039) and B and C (p=0,048). After incubation when we compare average within groups (before and after) there was difference only in group A (p=0,030). Conclusion: Our results show that bile exposure may induce ineffective esophageal motility and the mucosa seems to take an important role in esophageal motility. Disclosure Statement: No author has commercial associations that might create a conflict of interest. No competing financial interests exist.

Objetivo: Determinar o efeito do ácido ursodesoxicólico e o papel da mucosa no aparecimento de alterações motoras, na musculatura esofagiana de cobaias. Métodos: Trabalho experimental realizado com 18 cobaias albinas do sexo masculino pesando entre 200 e 250g. Os animais foram distribuídos em 03 grupos, sendo assim constituídos: Grupo (A)- 06 animais formaram o grupo experimental – Esôfago com mucosa, Grupo (B)- 06 animais formaram o grupo experimental – Esôfago sem mucosa e Grupo (C)- 06 animais formaram o grupo controle. Os animais foram sacrificados e o esôfago distal foi removido. Após identificação da transição epitelial escamo-colunar, foi realizada a secção ao nível da mesma desprezando-se a câmara gástrica. Os espécimes de esôfago foram encaminhados para prova de avaliação contrátil, utilizando-se câmaras de perfusão de órgãos e um sistema de aquisição de dados com o programa KITCAD 8. Os espécimes foram mantidos em solução salina oxigenada por 01 hora, com estiramento de 01 grama a fim de readquirirem sua tensão basal e foram estimulados com 40mM de KCl. Após a verificação da manutenção contrátil e avaliação da amplitude contrátil inicial, os fragmentos foram banhados na solução de 100 mM de ácido ursodesoxicólico, nos grupos A e B, e em solução salina fisiológica, no grupo C, por 01 hora, e, então, novamente estimulados com 40mM de KCl, e realizados cinco estímulos com intervalo de cinco minutos para o registro da amplitude contrátil. Resultados: A média da amplitude de contração antes da incubação (pré) variou entre os grupos (p=0,006) com médias de 1,319(A), 0,306(B) e 1,795(C). Após a incubação (pós), a média da amplitude de contração foi de 0,709 , 0,278 e 1,353 para os grupos A, B e C, respectivamente. Antes da incubação, não houve diferença na amplitude de contração entre os grupos A e C (p=0,633) e houve diferença entre os grupos A e B (p=0,039) e B e C (p=0,048). Após a incubação, quando comparamos as diferenças das médias dentro dos grupos nos momentos pré e pós, encontramos apenas diferenças no grupo A (p=0,030). Conclusões: A exposição esofagiana ao ácido ursodexosicólico, componente da bile, induz a uma diminuição da amplitude de contração esofagiana. A mucosa esofagiana desempenha importante papel na motilidade esofagiana.
Palavra-chave Estudo experimental/cobaia
Esôfago
Experimental study
Ursodeoxycholic acid
Ácido ursodesoxicólico
Esophageal dismotility
Motilidade
Motilidade gastrointestinal
Gastrointestinal motility
Esophagus
Epidemiologia experimental
Epidemiology, experimental
Cobaias
Guinea Pigs
Idioma Português
Data de publicação 2010-05-26
Publicado em ROCHA, Marcelo Eustáquio Siqueira. Efeito do ácido ursodesoxicólico e o papel da mucosa no desenvolvimento de dismotilidade esofagiana: estudo experimental com cobaias. 2010. 92 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 92 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9367

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