Consumo alimentar, estado nutricional de gestantes e indicadores de reservas de ferro

Consumo alimentar, estado nutricional de gestantes e indicadores de reservas de ferro

Título alternativo Food intake, nutritional status of pregnant women and indicators of iron stores
Autor Camargo, Rosangela Maria Souza de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Schirmer, Janine Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Introduction: Among the most important nutritional disorders in pregnancy, there is iron deficiency. Dietary intake of women in developing countries shows that most of them do not have sufficient store of the mineral to meet the high demands of pregnancy. As a consequence of prolonged iron deficiency, there is iron deficiency anemia, which brings adverse health complications for the mother and the fetus. Objective: To evaluate the dietary intake, nutritional status and indices of iron stores in adult women, of low risk, in the second trimester of pregnancy. Method: Crosssectional study conducted in the prenatal clinic of the Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), Federal University of Mato Grosso, Cuiabá city, Mato Grosso state, Brazil. The study population was all pregnant women attended in the prenatal care between May 2008 and May 2009, and 146 women met the inclusion criteria. Data were obtained from medical records and through interviews with application forms including questions about socioeconomic status and reproductive history. The Food Frequency Questionnaire (FFQ) was used to evaluate food intake. In the statistical analysis, normal distribution was assessed by the Kolmogorov-Smirnov test; the Mann- Whiney test for averages; Chi-square or Fisher exact tests for proportions, considering a significance level of 5% to reject the null hypothesis. The data were described in the papers comprised in the thesis. Results: Among the pregnant women, 47% were younger than 25 years, 36% had not completed elementary school, 60% had family incomes below one minimum wage per capita, 19% lived without a mate, 41% were nulliparous, 37% had had an abortion. Concerning prenatal nutritional status, 21% were underweight and 29% had overweight / obesity. RBC indices with strongest correlation with each other were the hemoglobin and hematocrit, and between indices of iron stores, serum iron and transferrin saturation index. The prevalence of anemia was 4.8% (Hb <11 g / dl), and iron deficiency considering iron and ferritin markers was 30.1% and 39%, respectively. The foods most commonly consumed by pregnant women daily were rice, beans, bread, pasta, chicken, oranges, canned goods, eggs, and beef. More than a third of the interviewed women reported not eating ferrous sulfate. Conclusion: The study observed the importance of nutritional status before and during pregnancy, suggesting that pregnant women with overweight / obesity had more changes in iron stores markers in the pre-pregnancy, and during pregnancy the prevalence of overweight / obesity was 40%. There was no association between intake of food groups and alterations in iron markers; however, consumption of pasta, food fortified with iron, was higher among women with normal serum iron level.

Introdução: Entre os distúrbios nutricionais mais importantes na gestação, destaca-se a carência de ferro. A prática alimentar das mulheres dos países em desenvolvimento mostra que a maioria não tem reserva suficiente do mineral para suprir a elevada demanda da gestação. Como consequência da deficiência de ferro prolongada, desenvolve-se a anemia ferropriva que traz complicações adversas à saúde da gestante e do concepto. Objetivo: Analisar o consumo alimentar, estado nutricional e os indicadores de reservas de ferro em gestantes adultas, de baixo risco, no 2º trimestre de gestação. Método: Estudo transversal realizado no ambulatório de pré-natal do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso, na cidade de Cuiabá, Estado de Mato Grosso. A população de estudo constituiu-se de todas as gestantes que frequentaram o serviço de pré-natal do HUJM, entre maio de 2008 a maio de 2009 e 146 gestantes atenderam aos critérios de inclusão na pesquisa. Os dados foram obtidos do prontuário e por meio de entrevista, com aplicação de formulário que incluía questões sobre as condições socioeconômicas e história reprodutiva. O Questionário de Frequência de Consumo Alimentar (QFCA) foi empregado para avaliar o consumo alimentar. Na análise estatística, a normalidade da distribuição das variáveis foi avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov e utilizou-se para médias o teste de Mann-Whiney, para proporções o teste do Qui-quadrado ou exato de Fisher e considerou-se um nível de significância de 5% para rejeição da hipótese de nulidade. Resultados: Entre as gestantes estudadas observou-se que 47% tinham menos de 25 anos, 36% não completaram o ensino fundamental, 60% tinham renda familiar menor que um salário mínimo per capita, 19% viviam sem o companheiro, 41% eram nuliparas, 37% sofreram aborto. Quanto ao estado nutricional pré-gestacional, 21% das gestantes tinham baixo peso e 29% sobrepeso/obesidade. Os indicadores hematimétricos com correlação mais forte entre si foram a hemoglobina e o hematócrito e entre os indicadores de reserva de ferro, o ferro sérico e o índice de saturação da transferrina. A prevalência de anemia foi de 4,8% (Hb < 11 g/dl), e de deficiência de ferro considerando os indicadores ferro e ferritina foi 30,1% e 39%, respectivamente. Os alimentos mais consumidos diariamente pelas gestantes foram o arroz, feijão, pão, o macarrão, frango, laranja, produtos enlatados, ovos, carne bovina. Mais de um terço das gestantes entrevistadas relatou não ingerir sulfato ferroso. Conclusão: O estudo constatou a importância do estado nutricional antes e durante a gestação, sugerindo que gestantes com sobrepeso/obesidade tiveram mais alterações nos indicadores de reservas de ferro no período pré-gestacional e no período gestacional, a prevalência de sobrepeso/obesidade foi de 40%. Não se observou associação entre o consumo de grupos de alimentos e a presença de alterações nos indicadores de reservas de ferro, porém, sugere-se que o consumo de macarrão, alimento fortificado com ferro, foi maior entre as gestantes com nível de ferro sérico normal.
Palavra-chave Anemia
Antropometria
Consumo alimentar
Deficiência de ferro
Food intake
Iron deficiency
Nutritional status
Rede pública
Gestantes
Pregnant women
Anthropometry
Anemia
Estado nutricional
Public network
Idioma Português
Data de publicação 2011-05-25
Publicado em CAMARGO, Rosangela Maria Souza de. Consumo alimentar, estado nutricional de gestantes e indicadores de reservas de ferro. 2011. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 162 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9256

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Nome: Publico-12630.pdf
Tamanho: 1.134MB
Formato: PDF
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