Avaliação do uso do ácido poli-l-láctico no tratamento da lipoatrofia facial associada à terapia antirretroviral em pacientes soropositivos para o vírus da imunodeficiência humana

Avaliação do uso do ácido poli-l-láctico no tratamento da lipoatrofia facial associada à terapia antirretroviral em pacientes soropositivos para o vírus da imunodeficiência humana

Título alternativo Assessment of acid polilactic use in HIV lipoatrophy
Autor Yoshioka, Marcia Cristina Naomi Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Tomimori, Jane Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Background: Lipodystrophy was first described in 1998, after the beginning of HAART era, in context of improvement of morbidity and mortality of HIV patients. Changes in physical aspects interfere with social relationships, depression and adherence to treatment. Lipoatrophy is by far, the most bothersome of these alterations. Treatment of facial lipoatrophy is, therefore, associated with improvement in quality of life. Objectives: To assess the usefulness of treatment with poly-l-lactic acid, a temporary filler indicated for the correction of HIV lipoatrophy and to analyze the features related to the response to the treatment. To assess the use of the adapted index of facial lipoatrophy and measurement of malar skinfold. Material and methods: We studied 61 patients, classified as moderate (n=24), severe (n= 22) and very severe lipoatrophy (n= 15). The criteria of severity and improvement were based on adapted index of facial lipoatrophy and skinfold measurement. Patients received poly-l-lactic acid injections once a month, according to clinical improvement and were followed until the need of a new treatment. Results: Mean number of poly-l-lactic acid vials used was 7.9 vials. Adapted index of facial lipoatrophy improved from 11.9 at the beginning to 4.2 at the end of treatment. Skinfold measurement improved 105%. Maximum follow-up period was 58 months and the mean duration was 33.4 months. Patients did not present papules or nodules, the most reported adverse event related to the treatment with poly-l-lactic acid. Discussion: Patients that discontinued HAART or had higher CD4+ cell count at the beginning of treatment with poly-l-lactic acid presented better responses. Patients with worse scores of lipoatrophy severity and those with thinner skin presented lower response. Adapted index of facial lipoatrophy is useful for comparison between pre and post-treatment severity grades and different patients. Skinfold measurement can be used for pre and post-treatment comparison in the same patient. Comparison of skinfold between different patients is not accurate because of individual variation in skin thickness. Conclusion: Poly-l-lactic acid is an alternative for treatment of HIV facial lipoatrophy. Adapted index of facial lipoatrophy can be used to assess facial lipoatrophy. Measurement of skinfold can be used for pre and post-treatment comparison, but additional studies are necessary for comparison between different patients.

Introdução: A lipodistrofia foi descrita em 1998, no contexto de diminuição da morbi-mortalidade dos pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana, após a instituição da terapia antirretroviral altamente ativa. A alteração do aspecto físico, principalmente a lipoatrofia, influenciou nos relacionamentos, predispondo à depressão e má adesão à medicação. O tratamento da lipoatrofia colabora com a melhora na qualidade de vida. Objetivos: Avaliar o uso do ácido poliláctico, preenchedor reabsorvível de durabilidade prolongada, indicado para a correção da lipoatrofia facial associada ao HIV e analisar os fatores relacionados à resposta a este preenchimento. Avaliar a utilidade do índice de lipoatrofia facial adaptado e a medida da prega cutânea da região malar. Casuística e Métodos: Foram estudados 61 pacientes, com diagnóstico de lipoatrofia moderada (n=24), grave (n=22) e muito grave (n=15). Foram utilizados como parâmetros de avaliação de gravidade e de melhora o índice de lipoatrofia facial adaptado e a medida da prega cutânea. Os pacientes receberam injeções de ácido poliláctico a cada quatro semanas, até obtenção da resposta clínica satisfatória e foram acompanhados até que houvesse necessidade de novo tratamento. Resultados: Os pacientes receberam em média 7,9 frascos de ácido poliláctico. O escore de avaliação de gravidade mudou de 11,9 para 4,2 e a medida da prega cutânea melhorou 105%. O tempo médio de duração do preenchimento foi 33,4 meses e o tempo máximo de duração foi de 58 meses. Não foram observados efeitos colaterais graves, nem a formação de nódulos ou pápulas. Discussão: Os pacientes foram acompanhados por até 58 meses após o final do preenchimento, que foi o tempo máximo de correção. Observamos melhores respostas naqueles que suspenderam a terapia antirretroviral altamente ativa ou apresentavam contagem mais alta de CD4+ no início do tratamento. Os pacientes com lipoatrofia muito grave ou com a pele fina responderam menos. O índice de lipoatrofia facial adaptado pode ser útil na comparação dos graus de gravidade no pré e pós-tratamento e entre diferentes pacientes. A medida da prega cutânea pode ser utilizada para comparação pré e pós-tratamento no mesmo paciente, mas a comparação entre diferentes pacientes é dificultada pela variabilidade de espessura da pele entre as pessoas. Conclusões: O ácido poliláctico é uma alternativa para o tratamento da lipoatrofia facial associada à terapia antirretroviral altamente ativa no paciente com o vírus da imunodeficiência humana. O índice de lipoatrofia facial adaptado pode ser utilizado na mensuração da lipoatrofia facial. A medida da prega cutânea pode ser utilizada para comparação pré e pós-tratamento, mas para comparação entre diferentes pacientes necessitaria maiores estudos.
Palavra-chave Lipodistrofia
Preenchimento facial
Ácido poliláctico
Idioma Português
Data de publicação 2009-06-24
Publicado em YOSHIOKA, Marcia Cristina Naomi. Avaliação do uso do ácido poli-l-láctico no tratamento da lipoatrofia facial associada à terapia antirretroviral em pacientes soropositivos para o vírus da imunodeficiência humana. 2009. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 124 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9097

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Nome: Retido-00365.pdf
Tamanho: 1.919MB
Formato: PDF
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