O Ensino da sexualidade nos cursos médicos: a percepção de estudantes do Piauí

O Ensino da sexualidade nos cursos médicos: a percepção de estudantes do Piauí

Título alternativo The teaching of sexuality in undergraduate medical education: the perception of students from Piauí
Autor Rufino, Andréa Cronemberger Google Scholar
Madeiro, Alberto Pereira Google Scholar
Girão, Manoel João Batista Castello Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Estadual do Piauí
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo We conducted a descriptive and cross-sectional study with 242 medical undergraduates at two public universities and two private colleges in Teresina, Piauí. A semi-structured questionnaire to understand how human sexuality was taught in medical courses was applied. The questionnaire response rate was 86.3%. The teaching of sexuality was identified by 95.2% of students at some time during the course. Gynecology was the discipline that discussed sexuality the most (91.9%), followed by Psychiatry (55.3%), Medical Psychology (30.6%) and Urology (24.1%). Sexuality was cited as a specific topic in only 8.4% of the reports, but it was reported in classes about other topics such as cancer (70.9%), abortion (67.5%), STD and HIV/AIDS (67%). In class, the teacher emphasized sexual dysfunctions (84.1%), with less emphasis on homosexuality (50%) and sexual and reproductive rights (40.6%). Students indicated that there were positive influences of sexual education in undergraduate study (96.1%). There was great emphasis on the discussion of biological aspects and diseases associated with sexuality, with less emphasis on the social construction of the theme and sexual orientation.

Realizou-se estudo descritivo e transversal com 242 alunos matriculados no internato em medicina de duas universidades públicas e duas faculdades privadas em Teresina, Piauí. Foi aplicado questionário semiestruturado para conhecer como a sexualidade humana foi ensinada nos cursos médicos. A taxa de resposta ao questionário foi de 86,3%. O ensino da sexualidade foi identificado por 95,2% dos alunos em algum momento do curso. As disciplinas que mais falaram sobre o assunto foram: ginecologia (91,9%), psiquiatria (55,3%), psicologia médica (30,6%) e urologia (24,1%). A sexualidade foi tema de aula em apenas 8,4% dos relatos, mas foi comentada em outras aulas, como: câncer (70,9%), aborto (67,5%), DST e HIV/Aids (67%). Quando o docente falou sobre sexualidade, enfatizou as disfunções sexuais (84,1%), com menor evidência para homossexualidade (50%) e direitos sexuais e reprodutivos (40,6%). Os alunos apontaram influências positivas do ensino da sexualidade na graduação (96,1%). Esses dados indicam que a sexualidade foi ofertada com destaque para a discussão de aspectos biológicos e de doenças associadas à sexualidade, com menor ênfase na construção social do tema e orientação sexual.
Palavra-chave Undergraduate Medical Education
Sexuality
Sexual Education
Curriculum
Medical Students
Educação Médica
Sexualidade
Educação Sexual
Currículo
Estudantes de Medicina
Idioma Português
Data de publicação 2013-06-01
Publicado em Revista Brasileira de Educação Médica. Associação Brasileira de Educação Médica, v. 37, n. 2, p. 178-185, 2013.
ISSN 0100-5502 (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação Brasileira de Educação Médica
Extensão 178-185
Fonte http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022013000200004
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0100-55022013000200004 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/7817

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Nome: S0100-55022013000200004.pdf
Tamanho: 2.528MB
Formato: PDF
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