Mortalidade materna e sua interface com a raça em Mato Grosso

Mortalidade materna e sua interface com a raça em Mato Grosso

Título alternativo Maternal mortality and race in the Brazilian State of Mato Grosso
Autor Teixeira, Neuma Zamariano Fanaia Google Scholar
Pereira, Wilza Rocha Google Scholar
Barbosa, Dulce Aparecida Autor UNIFESP Google Scholar
Vianna, Lucila Amaral Carneiro Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de Mato Grosso Faculdade de Enfermagem
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVES: to examine the correlation between maternal mortality rates and race/color in the Brazilian State of Mato Grosso between 2000 and 2006. METHODS: an epidemiological study was carried out using the death certificates, DATASUS and SIM/SES-MT to provide a time series for these years. The race/color of the women who died during childbirth was related to the variables age, level of education, marital status, primary cause of death and type of obstetric cause. In combination with the Χ2 test and the odds rati were used. RESULTS: the Χ2 test showed a significant association between race/color and maternal mortality, with a level of significance of 95%. The odds ratio revealed that such deaths were 5.13 times more likely among black women and 5.71 times more likely among indigenous women, compared to white women. Hypertensive disorders during pregnancy, childbirth or puerperium were the main cause of maternal mortality among African Brazilian women and women of mixed race; 45.4% and 29.93% respectively. Indigenous women died more of complications during labor with 27.2%. White women died more (30.7%) of other obstetric complications. CONCLUSIONS: in the state of Mato Grosso a high maternal mortality rate from direct obstetric causes are found among black and indigenous women.

OBJETIVOS: analisar a correlação entre óbitos maternos e raça/cor no Estado de Mato Grosso entre os anos de 2000 a 2006. MÉTODOS: estudo epidemiológico com base nos dados da Declaração de Óbitos, DATASUS e SIM/SES-MT, que propiciaram a análise da série histórica entre esses anos. Relacionou-se raça/cor das mulheres que foram a óbito por causas maternas com as variáveis idade, escolaridade, estado civil, causa básica de óbito e tipo de causa obstétrica. Utilizaram-se teste de Χ2 e odds ratio. RESULTADOS: o teste Χ2 evidenciou associação significativa entre raça/cor e morte materna, ao nível de significância de 95%. A odds ratio apontou uma razão de chances dessas mortes 5,13 vezes maior para mulheres pretas e 5,71 para indígenas, comparadas às mulheres brancas. Transtornos hipertensivos da gravidez, parto/puerpério foram a principal causa de óbito materno para as afrodescendentes e pardas; respectivamente 45,4% e 29,93%. As indígenas morreram mais pelas complicações do trabalho de parto/parto com 27,2%. Das mulheres brancas, 30,7% morreram por outras complicações obstétricas não classificadas em outras causas. CONCLUSÕES: em todo Mato Grosso as mortes maternas por causas obstétricas diretas pervaleceu entre mulheres pretas e indígenas.
Palavra-chave Maternal mortality
Ethnic group and health
Vital statistics
Information systems
Mortalidade materna
Etnia e saúde
Estatísticas vitais
Sistemas de informação
Idioma Português
Data de publicação 2012-03-01
Publicado em Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil . Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira, v. 12, n. 1, p. 27-35, 2012.
ISSN 1519-3829 (Sherpa/Romeo)
Publicador Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira
Extensão 27-35
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S1519-38292012000100003
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S1519-38292012000100003 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/7028

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Nome: S1519-38292012000100003.pdf
Tamanho: 125.7KB
Formato: PDF
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