Relação proteína/creatinina na urina versus proteinúria de 24 horas na avaliação de nefrite lúpica

Relação proteína/creatinina na urina versus proteinúria de 24 horas na avaliação de nefrite lúpica

Título alternativo Urinary protein/creatinine ratio versus 24-hour proteinuria in the evaluation of lupus nephritis
Autor Solorzano, Grace Tamara Moscoso Autor UNIFESP Google Scholar
Silva, Marcus Vinicius Madureira E Autor UNIFESP Google Scholar
Moreira, Sílvia Regina Google Scholar
Nishida, Sonia Kiyomi Autor UNIFESP Google Scholar
Mastroianni Kirsztajn, Gianna Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Hospital do Rim Laboratório Central
Resumo INTRODUCTION: The urinary protein/creatinine ratio has been used instead of 24-hour proteinuria in Nephrology practice for the follow-up of glomerular diseases, considering the advantages of collection and the low cost. However, there are still doubts as to its applicability both for an isolated evaluation and for the follow-up of patients with lupus nephritis. OBJECTIVE: To evaluate 24-hour proteinuria determinations and random urine samples, performing urinary creatinine correction and urinary protein/creatinine ratio in subjects with lupus nephritis. METHODS: 24-hour proteinuria and urinary protein/creatinine ratio were determined by conventional methods (automated Pyrogallol for proteinuria and alkaline picrate for creatinine). RESULTS: Seventy-eight urine samples of 41 patients diagnosed with systemic lupus erythematosus, according to the American Rheumatology Association, with lupus nephritis, were analyzed, and a good correlation between 24-hour proteinuria and urinary protein/creatinine ratio (r = 0.9010 and r² = 0.813) was observed. However, a poor correlation between random proteinuria (without creatinine correction) versus 24-hour proteinuria (r = 0.635 and r² = 0.403) or versus urinary protein/creatinine ratio (r = 0.754 and r² = 0.569) was seen. CONCLUSION: 24-hour proteinuria and urinary protein/creatinine ratio were useful in the follow-up of each case. However, we observed that the absolute values were different, which did not allow the replacement of one for the other during follow-up, especially when this result is used to define the activity of the disease. Based on these results, we suggest a period of intersection from one to the other (two to three determinations by both methods), and the choice of one marker for proteinuria follow-up, if necessary.

INTRODUÇÃO: Tem-se defendido a utilização do índice urinário proteína e creatinina em substituição à determinação de proteinúria de 24 horas para acompanhamento de doenças glomerulares, considerando-se as vantagens de maior facilidade na coleta e o menor custo. Entretanto, há dúvidas quanto à pertinência de usar este índice tanto numa avaliação isolada como no seguimento de pacientes com nefrite lúpica. OBJETIVO: Avaliar as determinações de proteinúria de 24 horas e proteinúria em amostra isolada de urina, fazendo a correção pela creatinina urinária, relação proteinúria/creatininúria, em indivíduos com nefrite lúpica. MÉTODOS: Determinações de proteinúria de 24 horas e relação proteinúria/creatininúria por métodos convencionais (Pirogalol automatizado para proteinúria e picrato alcalino para creatinina). RESULTADOS: Foram comparadas 78 amostras de urina de 41 pacientes com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico, segundo os critérios da Associação Americana de Reumatologia, com nefrite lúpica, constatando-se uma boa correlação entre proteinúria de 24 horas e relação proteinúria/creatininúria (r = 0,9010 e r² = 0,813). Não se observou, entretanto, uma boa correlação entre proteinúria em amostra isolada (sem correção pela creatinina urinária) versus aquela de 24 horas (r = 0,635 e r² = 0,403) ou versus relação proteinúria/creatininúria (r = 0,754 e r² = 0,569). CONCLUSÃO: Os marcadores de proteinúria de 24 horas e relação proteinúria/creatininúria isoladamente mostraram-se úteis no acompanhamento de cada caso. Porém, observou-se que os seus valores absolutos são diferentes, não possibilitando a substituição de um pelo outro ao longo do seguimento, particularmente quando este resultado é usado para definição de atividade da doença. Se necessário, sugere-se um período de intersecção (duas a três determinações pelos dois métodos) para mudança de um para outro e escolha de um único marcador preferencial para seguimento da proteinúria.
Palavra-chave Lupus Nephritis
Proteinuria
Lupus Erythematosus, Systemic
Diagnostic Tests
Routine
Nefrite Lúpica
Proteinúria
Lúpus Eritematoso Sistêmico
Testes Diagnósticos de Rotina
Idioma Português
Data de publicação 2012-03-01
Publicado em Jornal Brasileiro de Nefrologia. Sociedade Brasileira de Nefrologia, v. 34, n. 1, p. 64-67, 2012.
ISSN 0101-2800 (Sherpa/Romeo)
Publicador Sociedade Brasileira de Nefrologia
Extensão 64-67
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002012000100010
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0101-28002012000100010 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/7025

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Nome: S0101-28002012000100010.pdf
Tamanho: 321.0KB
Formato: PDF
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