Transplante cardíaco ortotópico: experiência na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Transplante cardíaco ortotópico: experiência na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Autor Branco, João Nelson Rodrigues Autor UNIFESP Google Scholar
Teles, Carlos Alberto Autor UNIFESP Google Scholar
Aguiar, Luciano de Figueiredo Autor UNIFESP Google Scholar
Vargas, Guilherme Flora Autor UNIFESP Google Scholar
Hossne Junior, Nelson Americo Autor UNIFESP Google Scholar
Andrade, José Carlos S. Autor UNIFESP Google Scholar
Carvalho, Antonio Carlos Autor UNIFESP Google Scholar
Buffolo, Enio Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo From November, 1986 to April, 1997; 92 orthotopic heart transplants were performed, with recipient mean age of 44,9 years (range 3 to 63 years). Recipient diagnoses included dilated cardiomyopathy in 42 (44.6%) ischemic cardiomyopathy in 23 (25%), Chagas disease in 21 (22.8%), valve disease in 3 (3.2%) patients. The surgical technique used (described by Lower e Shumway, in 1960, with minor modification) was satisfactory and without complication. Graft ischemic time - Longer in heart transported from other institutions compared to side-by-side transplantation - was always less than 4 hours. The most common chronic complications of immunosuppressive therapy were: arterial hyperthension (84.6%), hyperuricemia (75.4%) and hypercholesterolemia (63%). Regarding infections, viral were the most common ones with 92 (45.6%) followed by bacterial with 35 (38.0%), and protozoal with 15 (16.3%) cases. Among bacterial infections, 7 occurred in the surgical wound, with good evolution. Among those infections caused by protozoal, 7 (46.6%) were due to Trypanossoma cruzi. The overall mortality rate within 30 days of transplantation was 17.3%, with infection, neurologic complications and rejection as major causes. From 30 days to 1 year of transplantation, the mortality rate was 10.3%, with infection and rejection as primary causes. And after one year post-transplantation, the mortality rate was 14%, with several different causes: sudden death, infection, rejection and others. The actuarial survival estimates at 1, 2, 3, 4, 5, and 6 years were 71.6%, 66.5%, 60.5%, 54.4%, 54.4% and 54.4%, respectively. There were no follow-up losses, and all the surviving patients are in functional type I of the NYHA. Cardiac transplantation procedure is possible in our community with accetable survival and post-operative complication rates acceptable, even though different from international statistics.

Foram realizados no período de novembro de 1986 a abril de 1997, 92 transplantes ortotópicos, com receptores na faixa etária de 3 a 63 anos (média de 44,9 anos). Os diagnósticos pré-operatórios foram de miocardiopatia dilatada em 42 (44,6%) pacientes, isquêmica em 23 (25,0%), chagásica em 21 (22,8%), valvar em 3 (3,2%) e outras miocardiopatias em 3 (3,2%) pacientes. A técnica operatória empregada (Lower e Shumway, em 1960) foi satisfatória e sem complicações. O tempo de isquemia - mais longo nos transplantes com captação à distância - foi sempre inferior a quatro horas. As complicações relacionadas ao uso crônico de imunossupressores foram, principalmente, hipertensão arterial (84,6%), hiperuricemia (75,4%) e dislipidemia (63,0%). Quanto às infecções, houve predomínio das virais, com 42 (45,6%) casos, seguidas das bacterianas, com 35 (38,0%) casos, e das por protozoários, com 15 (16,3%) casos. Dentre as infecções bacterianas, sete foram do sítio cirúrgico, com boa evolução. Das infecções por protozoários, sete (46,6%) forma por reativação do Trypanosoma cruzi. A mortalidade geral nos primeiros 30 dias do pós-operatório foi de 17,3% e teve, como principais causas: infecção, complicações neurológicas e rejeição. Após esses 30 dias e até o primeiro ano, houve 10 (10,3%) óbitos, com predomínio de rejeição e infecção como causas. Após o primeiro ano de pós-operatório, houve 13 (14,0%) falecimentos, por causas diversas, como: morte súbita, infecção, rejeição, além de outras. A curva actuarial mostrou no 1º, 2º, 3º, 4º, 5º e 6º anos uma sobrevivência de receptores de 71,6%, 66,6%, 60,5%, 54,4%, 54,4%, 54,4%, respectivamente. Não houve perda de seguimento de paciente, e os sobreviventes até a conclusão do trabalho encontravam-se bem, todos em classe funcional I da NYHA. Os autores concluem que é possível a realização de transplante cardíaco em nossa comunidade com sobrevivência e taxa de complicações pós-operatórias aceitáveis, porém diferentes das estatísticas internacionais.
Palavra-chave Heart transplantation
Graft rejection
Transplante de coração
Rejeição de enxerto
Idioma Português
Data de publicação 1998-10-01
Publicado em Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular. Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 13, n. 4, p. 285-294, 1998.
ISSN 0102-7638 (Sherpa/Romeo)
Publicador Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
Extensão 285-294
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76381998000400002
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0102-76381998000400002 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/678

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Nome: S0102-76381998000400002.pdf
Tamanho: 482.5KB
Formato: PDF
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