Nível plasmático de homocisteína: marcador de gravidade em pacientes sépticos?

Nível plasmático de homocisteína: marcador de gravidade em pacientes sépticos?

Título alternativo Homocysteine plasma levels as a marker of clinical severity in septic patients
Autor Coelho Neto, Antonio Autor UNIFESP Google Scholar
Azevedo, Rodrigo Palácio Autor UNIFESP Google Scholar
Santos, Maria Bethania Peruzzo Autor UNIFESP Google Scholar
Galdieri, Luciano de Camargo Google Scholar
D'Almeida, Vânia Autor UNIFESP Google Scholar
Amaral, José Luiz Gomes do Autor UNIFESP Google Scholar
Freitas, Flavio Geraldo Rezende Autor UNIFESP Google Scholar
Machado, Flávia Ribeiro Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVE: Homocysteine and sepsis are both associated with inflammation and endothelial activation. Therefore this study was aimed to evaluate if the plasma homocystein level is related with the septic patient clinical severity. METHODS: Severe sepsis or septic shock patients, with less than 48 hours from organ dysfunction start, were admitted to this prospective observational study. Homocysteine levels were determined by the time of study admission and then on the Days 3, 7 and 14. The homocysteine association with the Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) score was evaluated using the Sperman test, and its association with mortality using the Mann-Whitney test. A p<0.05 value was considered statistically significant. RESULTS: Twenty one patients were enrolled, and 60 blood samples were collected to measure total homocysteine [median 6.92 (5.27 - 9.74 μmol/L)]. The Sperman correlation test showed no association between homocysteine and SOFA ( r=0.15 and p=0.26). Also no correlation was found for the homocysteine level by the study admission time and the difference between the Day 3 SOFA score versus by study admission (deltaSOFA) (r=0.04 and p=0.87). Homocysteine variation between the Day 3 and the study admission (deltaHmc) and SOFA score variation in the same period were not correlated (r=-0.11 and p=0.66). Homocysteine by the study admission was not correlated with death in intensive care unit rate (p= 0.46) or in-hospital death rate (p = 0.13). This was also true for deltaHmc (p=0.12 and p=0.99, respectively). CONCLUSION: Baseline homocysteine levels and its variations within the first dysfunction days were not related with septic patients' worsened organ function parameters or mortality.

OBJETIVO: Homocisteína e a sepse estão ambos associados à inflamação e ativação endotelial. O objetivo desse estudo foi verificar se o nível plasmático de homocisteína está relacionado à gravidade do quadro séptico. MÉTODOS: Estudo clínico, prospectivo e observacional, incluindo pacientes com sepse grave ou choque séptico com menos de 48 horas de instalação da disfunção orgânica. Os níveis de homocisteína foram determinados no dia da inclusão no estudo e nos dias 3, 7, 14. A associação entre homocisteína com o escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) foi avaliada pelo teste de Sperman e com mortalidade pelo teste de Mann-Whitney. Os resultados foram considerados significativos se p<0,05. RESULTADOS: Foram incluídos 21 pacientes e feitas 60 coletas para avaliação da homocisteina total (mediana de 6,92 (5,27 - 9,74 μmol/l). O teste de correlação Spearman não mostrou associação entre homocisteina e SOFA (r = -0,15 e p = 0,26). Também não foi encontrada correlação da medida de homocisteína na data de admissão do estudo e a diferença do SOFA obtido no 3º dia e o SOFA da admissão (deltaSOFA) (r = 0,04 e p = 0,87). A variação da homocisteína do 3º dia e a admissão no estudo (deltaHmc) e a variação do SOFA no mesmo período não estavam correlacionadas (r = -0,11 e p = 0,66). A homocisteina da admissão não se correlacionou com mortalidade na UTI (p=0,46) ou com a mortalidade hospitalar.(p=0,13). Mesmo quando foi utilizado o deltaHmc não houve correlação (p=012 e p=0,99, respectivamente). CONCLUSÃO: O nível basal de homocisteína ou sua variação nos primeiros dias da disfunção não estiveram relacionadas com a piora dos parâmetros funcionais dos sistemas orgânicos ou mortalidade nos pacientes sépticos.
Palavra-chave Homocysteine
Sepsis
Organ dysfunction
Mortality
Homocisteina
Sepse
Disfunção orgânica
Mortalidade
Idioma Português
Data de publicação 2010-12-01
Publicado em Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB, v. 22, n. 4, p. 327-332, 2010.
ISSN 0103-507X (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB
Extensão 327-332
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2010000400003
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0103-507X2010000400003 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/6033

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Nome: S0103-507X2010000400003.pdf
Tamanho: 167.8KB
Formato: PDF
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