Evolução dos níveis de beta-hCG após tratamento sistêmico da gravidez ectópica íntegra

Evolução dos níveis de beta-hCG após tratamento sistêmico da gravidez ectópica íntegra

Título alternativo Evolution of beta-hCG titers after treatment with methotrexate in unruptured ectopic pregnancy
Autor Elito Junior, Julio Autor UNIFESP Google Scholar
Nakamura, Mary Uchiyama Autor UNIFESP Google Scholar
Camano, L. Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVE: The follow-up of this treatment is done by monitorization of beta-hCG titers. The objective of this study is to evaluate the beta-hCG titers after treatment with MTX. METHODS:. Twenty four women were included in the study. The inclusion criteria were: ectopic pregnancy < 4.5cm, beta-hCG < 15.000mIU/mL, desire of future pregnancy and a written permission to participate in the study. All patients were treated with a single dose of methotrexate (50mg/m² IM). Patients were monitored with beta-hCG titers on days 1, 4 and 7 after the MTX injection, and then weekly until the beta-hCG was less than 25mIU/mL. RESULTS: The variation of the titers of beta-hCG between day 1 and day 4 after MTX was the following: increase 50,0%, decrease 33.3% and in levels less than 25mUI/mL in 16.7% of the cases. The variation of the titers of beta-hCG between day 4 and day 7 after MTX was the following: decline > 15% in 85.7% of the cases, and decline < 15% in 14.3%. There was the necessity of a second dose of MTX in only two cases (8.4%), since the levels of beta-hCG declined less than 15%, in this period. CONCLUSION: The titers of beta-hCG increase in 50.0% of the cases, so it is a frequent event. The understanding of this evolution of beta-hCG titers avoids surgery in the first week of the treatment.

OBJETIVO: O tratamento sistêmico da gravidez ectópica (GE) íntegra com metotrexato (MTX) tornou-se conduta alternativa para tradicional atitude cirúrgica. O acompanhamento dos casos é realizado com dosagens seriadas de beta-hCG, já que a imagem ultra-sonográfica persiste por tempo prolongado, sendo um parâmetro ruim de seguimento. O objetivo do nosso estudo é de avaliar o comportamento da curva de beta-hCG após a ministração do medicamento. PACIENTES E MÉTODO: Foram incluídas neste estudo pacientes estáveis hemodinamicamente, com massa anexial menor ou igual a 4,5cm, sem sinais de doença hepática, renal ou supressão da medula óssea. O tratamento foi feito com MTX 50mg/m² IM (dose única) em regime de internação. Vinte e quatro pacientes fizeram parte deste trabalho e foram acompanhadas com dosagens de beta-hCG nos dias 1, 4 e 7 pós-MTX. Casos em que os títulos de beta-hCG caíram acima de 15% entre os dias 4 e 7 receberam alta hospitalar e eram acompanhados semanalmente até títulos negativos. Por outro lado, quando esta queda era inferior a 15%, essas pacientes receberam nova dose de MTX. RESULTADOS: Doze (50,0%) dos 24 casos tiveram aumento dos títulos de beta-hCG nos primeiros quatro dias após a injecão IM de MTX, oito (33,3%) apresentaram queda paulatina dos valores e em quatro (16,7%) casos os valores de beta-hCG foram negativos no quarto dia pós-MTX. Apenas duas pacientes (8,3%) necessitaram de segunda dose de MTX por não ter havido queda dos títulos de beta-hCG superior a 15% entre o quarto e o sétimo dia. CONCLUSÕES: A elevação dos títulos de beta-hCG, entre o momento da ministração do MTX e o quarto dia após a medicação, foi evento freqüente (50,0%). A queda de mais de 15% dos valores de beta-hCG, apurada no quarto e no sétimo dia pós-MTX, constitui parâmetro importante para o critério de alta hospitalar. Por outro lado, redução menor que 15% dos níveis séricos de beta-hCG representa indicação para ministração de nova dose de MTX. Em apenas duas pacientes (8,4%) houve necessidade de segunda dose de MTX, pois os títulos de beta-hCG, avaliados no quarto e no sétimo dia após o MTX, apresentaram queda, porém, inferior a 15%.
Palavra-chave Ectopic pregnancy
Beta-hCG
Methotrexate
Gravidez ectópica
Beta-hCG
Metotrexato
Idioma Português
Data de publicação 1998-03-01
Publicado em Revista da Associação Médica Brasileira. Associação Médica Brasileira, v. 44, n. 1, p. 11-15, 1998.
ISSN 0104-4230 (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação Médica Brasileira
Extensão 11-15
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42301998000100003
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0104-42301998000100003 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/586

Exibir registro completo




Arquivo

Nome: S0104-42301998000100003.pdf
Tamanho: 66.64KB
Formato: PDF
Descrição:
Abrir arquivo

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta