Autoanticorpos em pacientes com hanseníase, com e sem comprometimento articular, no Estado do Amazonas

Autoanticorpos em pacientes com hanseníase, com e sem comprometimento articular, no Estado do Amazonas

Título alternativo Autoantibodies in leprosy patients, with and without joint involvement, in the state of Amazonas
Autor Ribeiro, Sandra Lúcia Euzébio Autor UNIFESP Google Scholar
Pereira, H.l.a Autor UNIFESP Google Scholar
Silva, Neusa Pereira da Autor UNIFESP Google Scholar
Sato, Emilia Inoue Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Universidade Federal do Amazonas
Resumo OBJECTIVE: Determine the frequency of rheumatoid factor (IgM-RF) and anti-cyclic citrullinated peptide antibodies (anti-CCP), antinuclear antibodies (ANA), antineutrophil cytoplasmic antibodies (ANCA), anticardiolipin antibodies (aCL), and anti-β2 glycoprotein I antibodies (anti-β2GPI) in leprosy patients, with and without joint involvement, and to evaluate the possible association among those antibodies and articular manifestations, clinical type, reactional episodes, polychemotherapic treatment (PCT), and discharge from PCT. PATIENTS AND METHODS: One hundred and fifty-eight leprosy patients were divided in two groups of 73 patients (Group I) and 82 patients (Group II). Group III was composed of 129 healthy individuals. Methods: Semi-quantitative latex agglutination test for IgM-RF, indirect immunofluorescence for ANA and ANCA, and ELISA for anti-CCP, aCL, and anti-β2GPI. RESULTS: Fifty-six (35.4%) of 158 leprosy patients had lepromatous leprosy (LL). The frequency of anti-CCP, RF, and ANA antibodies in Groups I and II was similar to that of Group III. Antineutrophil cytoplasmic antibodies were not detected in any patient. Anticardiolipin antibodies were more frequent in leprosy patients (Groups I and II) than in control group (15.8% vs. 3.1%; P < 0.001), and differences between Groups I and II (P = 0.67) were not observed. Anti-β2GPI antibodies were also more common in leprosy patients than in control group (46.2% vs. 9.4%; P < 0.001), without differences between Groups I and II. A predominance of IgM isotype over IgG isotype was observed both for aCL (88% vs. 16%; P = 0.001) and anti-β2GPI (97.3% vs. 12.3%; P < 0.001). Patients did not present manifestations suggestive of vascular thrombosis. CONCLUSION: The frequency of aCL and anti-β2GPI antibodies was significantly increased in leprosy patients than in healthy individuals. However, positivity to other autoantibodies was similar to that observed in the control group. An association between autoantibodies and joint involvement, reactional episodes, polychemotherapic treatment, discharge, and clinical type of leprosy was not observed, except for aCL antibodies, which were more frequent in lepromatous leprosy.

OBJETIVOS: Determinar a frequência do fator reumatoide (FR-IgM), anticorpos antipeptídeos citrulinados cíclicos (anti-CCP), antinucleares (AAN), anticitoplasma de neutrófilos (ANCA), anticardiolipina (aCL) e anti-β2 glicoproteína I (anti-β2GPI) em pacientes com hanseníase, com e sem comprometimento articular, avaliando a possível associação entre estes autoanticorpos e as manifestações articulares, a forma clínica, a reação hansênica, o tratamento com poliquimioterapia (PQT) e a alta. PACIENTES E MÉTODOS: 158 pacientes com hanseníase foram distribuídos em dois grupos; 73 pacientes com (Grupo I) e 82 sem comprometimento articular (Grupo II). Compuseram o Grupo III 129 indivíduos saudáveis. MÉTODOS: aglutinação com partículas de látex para FR-IgM, imunofluorescência indireta para AAN e ANCA, e, ELISA para anti-CCP, aCL e anti-β2GPI. RESULTADOS: Dentre 158 pacientes com hanseníase, 56 apresentavam a forma virchowiana (VV). A frequência de anticorpos anti-CCP, FR e AAN nos Grupos I e II foi semelhante à do Grupo III. ANCA não foi detectado em nenhum dos grupos. Anticorpos aCL foram mais frequentes nos pacientes com hanseníase (Grupos I e II) que em controles sadios (15,8% vs. 3,1%; P < 0,001), não sendo observada diferença entre Grupos I e II (P = 0,67). Anticorpos anti-β2GPI também foram mais frequentes nos pacientes que nos controles (46,2% vs. 9,4; P < 0,001), sem diferença significativa entre os Grupos I e II. Houve predomínio do isotipo IgM com relação ao IgG tanto para aCL (88% vs. 16%, P = 0,001), quanto para anti-β2GPI (97,3% vs. 12,3%, P < 0,001). Nenhum paciente apresentou manifestações sugestivas de trombose vascular. CONCLUSÃO: A frequência de anticorpos aCL e anti-β2GPI foi significativamente maior nos pacientes com hanseníase que nos controles saudáveis. Entretanto, a positividade dos demais autoanticorpos foi semelhante à dos controles. Não foi observada associação entre autoanticorpos e comprometimento articular, episódios reacionais, tratamento com PQT ou alta, nem com a forma clínica da hanseníase, exceto para anticorpos aCL que foram mais frequentes na forma clínica VV.
Palavra-chave leprosy
arthritis
autoantibodies
anticardiolipin antibodies
anti-β2 glycoprotein I antibodies
hanseníase
artrite
autoanticorpos
anticorpos anticardiolipina
anticorpos anti-β2-glicoproteína I
Idioma Português
Data de publicação 2009-10-01
Publicado em Revista Brasileira de Reumatologia. Sociedade Brasileira de Reumatologia, v. 49, n. 5, p. 547-553, 2009.
ISSN 0482-5004 (Sherpa/Romeo)
Publicador Sociedade Brasileira de Reumatologia
Extensão 547-553
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042009000500006
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0482-50042009000500006 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/5305

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Nome: S0482-50042009000500006.pdf
Tamanho: 304.4KB
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