Padrão de sensibilidade de 117 amostras clínicas de Staphylococcus aureus isoladas em 12 hospitais

Padrão de sensibilidade de 117 amostras clínicas de Staphylococcus aureus isoladas em 12 hospitais

Título alternativo In vitro antimicrobial susceptibility of 117 clinical isolates of Staphylococcus aureus from 12 hospitals
Autor Farias, W.v.l. Autor UNIFESP Google Scholar
Sader, Helio Silva Autor UNIFESP Google Scholar
Leme, Ivani Lucia Autor UNIFESP Google Scholar
Pignatari, Antonio Carlos Campos Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVE. To evaluate the antimicrobial susceptibility pattern of oxacillin susceptible (OSSA) and resistant Staphylococcus aureus (ORSA) isolates to other antimicrobial agents that can be used for the treatment of staphylococcal infections. MATERIAL AND METHOD. We evaluated 117 clinical S. aureus isolates from several São Paulo hospitals. Clinical isolates from Campinas, SP and from João Pessoa, PB, were also included. The in vitro susceptibility testing was performed by broth microdilution as described by the National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS). The minimum inhibitory concentration (MIC) was evaluated for 24 antimicrobial agents, including beta-lactams, fluoroquinolones, aminoglycosides, glycopeptides, macrolides, lincosamides and streptogramins. Both commercially available and experimental drugs were included in the study. Cross-resistance among fluoroquinolones was evaluated by susceptibility testing 24 isolates to 10 fluoroquinolones. RESULTS. The antimicrobial agents that showed the highest in vitro activity were the glycopeptides, the streptogramin RP-59.500, and the mupirocin (100% susceptibility). Eighty-seven percent of the OSSA and only 38% of the ORSA isolates were susceptible to ciprofloxacin (MIC50 0.25mug/mL and > 4mug/mL, respectively). Cross-resistance among fluoroquinolones were noted even for the experimental drugs. Two fluoroquinolones remained active against ciprofloxacin-resistant isolates, clinafloxacin and WIN-57.273. However, the ciprofloxacin-resistant isolates had MICs eight-to 64-fold higher than the ciprofloxacin-susceptible isolates, suggesting that the MICs may continue to increase when these fluoroquinolones become commercially available. CONCLUSION. Our results showed a high rate of antimicrobial resistance among S. aureus from the Brazilian hospitals. Very few drugs can still be used for the treatment of staphylococcal infections.

OBJETIVO. Avaliar o padrão de sensibilidade in vitro de amostras clínicas de Staphylococcus aureus sensíveis (OSSA) e resistentes à oxacilina (ORSA) a outros antimicrobianos que podem ser utilizados no tratamento de infecções estafilocócicas. MATERIAL E MÉTODO. Foram analisadas 117 amostras clínicas de S. aureus isoladas em vários hospitais de São Paulo. Também foram incluídas amostras isoladas em Campinas, SP, e João Pessoa, PB. A avaliação da sensibilidade in vitro aos antimicrobianos foi realizada pela técnica de microdiluição em caldo, utilizando os procedimentos preconizados pelo National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS). Foi avaliada a concentração inibitória mínima (MIC) para 24 antimicrobianos da classe dos beta-lactâmicos, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, glicopeptídeos, macrolídeos, lincosaminas e estreptograminas. Foram avaliadas tanto drogas disponíveis comercialmente quanto as que ainda se encontram em fase de pesquisa. A resistência cruzada entre dez fluoroquinolonas foi avaliada em 24 amostras. RESULTADOS. Os glicopeptídeos, o RP-59500 e a mupirocina foram os antimicrobianos que apresentaram maior atividade in vitro contra amostras de ORSA (100% sensibilidade). Oitenta e sete por cento das amostras de OSSA foram sensíveis à ciprofloxacina (MIC50 0,25mig/mL), enquanto que, para os ORSA, a sensibilidade foi de apenas 38% (MIC50 >4mig/mL). A resistência cruzada para as fluoroquinolonas foi observada mesmo para drogas não disponíveis comercialmente. As fluoroquinolonas que permaneceram ativas contra amostras resistentes à ciprofloxacina (clinafloxacina e WIN-57.273) apresentaram MICs 8 a 64 vezes mais elevados que as amostras sensíveis à ciprofloxacina, sugerindo que, quando lançadas na prática clínica, esses MICs possam se elevar ainda mais, inviabilizando o uso clínico desses compostos. CONCLUSÃO. Os resultados do presente estudo mostraram uma alta taxa de resistência a antimicrobianos das amostras de S. aureus nos hospitais do Brasil, restando poucas opções para o tratamento de infecções causadas por ORSA.
Palavra-chave Staphylococcus aureus
In vitro antimicrobial activity
Antimicrobial resistance
Fluoroquinolones
Glycopeptides
Staphylococcus aureus
Atividade antimicrobiana in vitro
Resistência a antimicrobianos
Quinolonas
Glicopeptídeos
Idioma Português
Data de publicação 1997-09-01
Publicado em Revista da Associação Médica Brasileira. Associação Médica Brasileira, v. 43, n. 3, p. 199-204, 1997.
ISSN 0104-4230 (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação Médica Brasileira
Extensão 199-204
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42301997000300006
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0104-42301997000300006 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/516

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Nome: S0104-42301997000300006.pdf
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