Notas sobre o comportamento reprodutivo da população autodeclarada indígena: Censos Demográficos 1991 e 2000

Notas sobre o comportamento reprodutivo da população autodeclarada indígena: Censos Demográficos 1991 e 2000

Título alternativo Notes on the reproductive behavior of the self-declared indigenous populations in Brazil: Demographic Censuses of 1991 and 2000
Notas sobre el comportamiento reproductivo de la población autodeclarada indígena: Censos Demográficos 1991 y 2000
Autor Wong, Laura L. Rodríguez Google Scholar
Morell, Maria Graciela Gonzalez de Autor UNIFESP Google Scholar
Carvalho, Regiane Lucinda De Google Scholar
Instituição UFMG Face Departamento de Demografia
London School of Hygiene and Tropical Medicine
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo This article presents the reproductive profile of women enumerated in the Federal Brazilian Censuses of 1991 and 2000 who had declared themselves indigenous. Details are presented of the levels and patterns of fertility by situation of household, geographic region and time of residence. The data, based on urban indigenous women, show a transition to lower fertility levels. This group present TFTs close to replacement level, especially in the northeastern region of the country. Persistently high fertility levels prevail in rural areas and are extremely high in some cases. The pattern of fertility by age shows concentration at younger ages, following the general trend in the country. These data indicate widespread control over fertility by indigenous women in urban areas and lack of such control in the rural areas. Although more research is needed, and without going into details on the composition of this self-declared indigenous population, the findings suggest strong dichotomy between rural and urban indigenous populations. The two respective fertility rates, which are, respectively, very high and very low, may indicate a different reality for each of these sectors. Additionally, if rural-to-urban migration becomes a general trend among the Brazilian indigenous population, it is to be expected that very low levels of fertility will consolidate in this population.

Este trabajo presenta el perfil reproductivo de las mujeres censadas en 1991 y 2000 autodeclaradas indígenas, con la descripción detallada de los niveles y estándares de fecundidad por situación de familia, regiones geográficas y tiempo de residencia. Los datos ofrecen evidencias sobre las tendencias de la fecundidad, verificándose la transición de la fecundidad a niveles bajos, lo que es determinado por las mujeres indígenas urbanas, que presentan TFTs próximas al nivel de reposición, particularmente en la Región Nordeste. En las áreas rurales predomina y persiste un nivel alto de fecundidad y, en algunos casos, extremadamente alto. El estándar por edad de fecundidad revela una concentración en las edades más jóvenes, siguiendo la tendencia general del país. Se evidencia una fuerte presencia del control de la fecundidad para las indígenas de las áreas urbanas, y ausencia de éste, en las áreas rurales. Aunque sea necesaria una mayor profundización, los hallazgos sugieren - independientemente de la discusión sobre la composición de la población autodeclarada indígena - una fuerte dicotomía entre la población indígena rural y la urbana. Las respectivas tasas de fecundidad, muy altas y muy bajas, serían una realidad diferenciada de cada uno de esos contextos. Adicionalmente, si la migración rural-urbana se tornase una realidad generalizada en la población indígena, es de esperar que niveles extremamente bajos de fecundidad se consoliden en esta población.

Este trabalho apresenta o perfil reprodutivo das mulheres recenseadas em 1991 e 2000 autodeclaradas indígenas, com detalhamento dos níveis e padrões de fecundidade por situação de domicílio, regiões geográficas e tempo de residência. Os dados oferecem evidências sobre as tendências da fecundidade, verificando-se a transição da fecundidade a níveis baixos, o que é determinado pelas mulheres indígenas urbanas, que apresentam TFTs próximas do nível de reposição, particularmente na Região Nordeste. Nas áreas rurais predomina e persiste um nível alto de fecundidade e, em alguns casos, extremamente alto. O padrão por idade da fecundidade revela concentração nas idades mais jovens, seguindo a tendência geral do país. Evidenciam-se forte presença do controle da fecundidade, para as indígenas das áreas urbanas, e ausência deste, nas áreas rurais. Embora seja necessário maior aprofundamento, os achados sugerem - independentemente da discussão sobre a composição da população autodeclarada indígena - uma forte dicotomia entre a população indígena rural e a urbana. As respectivas taxas de fecundidade, muito altas e muito baixas, seriam uma realidade diferenciada de cada um desses contextos. Adicionalmente, se a migração rural-urbano tornar-se uma realidade generalizada na população indígena, é de se esperar que níveis extremamente baixos de fecundidade se consolidem nesta população.
Palavra-chave Indigenous demography
Fertility
Demografia indígena
Fecundidade
Idioma Português
Data de publicação 2009-06-01
Publicado em Revista Brasileira de Estudos de População. Associação Brasileira de Estudos Populacionais, v. 26, n. 1, p. 61-75, 2009.
ISSN 0102-3098 (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Extensão 61-75
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0102-30982009000100006
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0102-30982009000100006 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/5121

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Nome: S0102-30982009000100006.pdf
Tamanho: 413.2KB
Formato: PDF
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