Demência No Brasil: Reconhecimento E Preferências Quanto À Revelação Diagnóstica

Demência No Brasil: Reconhecimento E Preferências Quanto À Revelação Diagnóstica

Alternative title Dementia in Brasil: Recognition and Preferences towards a diagnostic disclosure.
Author Opaleye, Davi Tunde Camara Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Ferri, Cleusa Pinheiro Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Psicobiologia
Abstract Introdução: Existe a opinião entre especialistas e organizações que promovem o reconhecimento da demência, que a revelação de um eventual diagnóstico é desejável. Essa visão também satisfaz um preceito ético valorizado em sociedades ricas, o princípio da autonomia. Atualmente, o maior contingente de pessoas com demência vive em países de baixa e média renda. Mesmo assim, há poucos estudos nesses contextos que exploram as preferências de idosos e seus familiares sobre a revelação diagnóstica de demência. Objetivos: Investigar o reconhecimento e preferências quanto a um diagnóstico hipotético de demência em uma amostra de idosos oriunda da atenção básica à saúde. Métodos: Estudo transversal com amostra de indivíduos acima de 65 anos cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde, em uma região urbana no município de São José dos Campos-SP. Além do idoso, também foi entrevistado um informante capaz de prover detalhes sobre a saúde do mesmo. Todas as entrevistas foram realizadas utilizando um questionário estruturado que continha uma vinheta descrevendo os sinais e sintomas cardinais da demência. Registramos os termos escolhidos pelos entrevistados para denominar a condição, suas preferências quanto à revelação da doença e dados sociodemograficos. A díade foi entrevistada separadamente no domicílio. Resultados: Setenta e cinco idosos (média de idade 73,7 ± 0,57 anos) e 79 informantes (média de idade 54,9 ±0,27) compuseram a amostra. O reconhecimento da condição após a leitura da vinheta foi similar entre participantes e seus informantes (75%). Idosos, em sua maioria, utilizaram termos sem conotação negativa, como “Alzheimer” ou “Demência”, para denominar a condição. A maioria dos indivíduos acima dos 65 anos (84%) e maioria de seus informantes (92%) endossaram a revelação de um diagnóstico hipotético para si. Entretanto, um terço dos informantes (33%) não gostaria que o diagnóstico fosse revelado ao idoso. Entre os fatores sociodemográficos, identificamos que ser um informante mais jovem e ter mais anos de escolaridade foram variáveis associadas com o desejo de não revelar o diagnóstico ao idoso. Por outro lado, ser cônjuge do idoso foi associado ao desejo de revelar. Conclusão: O reconhecimento de sinais e sintomas cardinais de demência nesta amostra foi alto. A maioria dos participantes deseja saber do seu próprio diagnóstico de demência. Entretanto, até um terço dos familiares não desejam que o diagnóstico seja revelado ao idoso caso ele tenha demência, uma situação de potencial conflito que profissionais de saúde devem estar atentos. Palavras-chaves: Demência, Alzheimer, Idoso, Revelação diagnóstica.
Keywords Dementia
Demência
Alzheimer
Idoso
Revelação Diagnóstica
Language Portuguese
Date 2017-12-21
Research area Estudos Epidemiológicos E De Fatores Sócio-Culturais Associados Ao Uso De Drogas.
Knowledge area Medicina E Sociologia Do Abuso De Drogas
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 146p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5380258
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50424

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