Efeitos Da Privação Materna No Dia 11, Associada A Um Estressor Pontual, Sobre A Emocionalidade E Monoaminas Cerebrais Em Ratos Wistar Machos E Fêmeas Adultos

Efeitos Da Privação Materna No Dia 11, Associada A Um Estressor Pontual, Sobre A Emocionalidade E Monoaminas Cerebrais Em Ratos Wistar Machos E Fêmeas Adultos

Alternative title Effects Of Maternal Deprivation On Day 11, Associated With Punctual Stressor, On Behavior And Brain Monoamines In Adults Male And Female Wistar Rats
Author Cabbia, Rafael Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Suchecki, Deborah Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Psicobiologia
Abstract A privação materna (PM) por 24 horas durante o período de hiporresponsividade ao estresse desinibe as glândulas adrenais do neonato, tornando-as aptas a liberarem altas concentrações de corticosterona em resposta a estímulos estressores. Um estresse pontual e brando, como uma injeção de salina, produz secreção de corticosterona intensa e sustentada, por pelo menos 2 h, apenas em neonatos submetidos à PM. Assim, testamos a hipótese de que um estresse (injeção de salina), 2 h antes do término da PM imposta no dia pós-natal (DPN) 11 poderia alterar os comportamentos do tipo-ansioso, depressivo e social, resposta de estresse e monoaminas cerebrais de ratos machos e fêmeas na idade adulta. O comportamento maternal também foi avaliado em três horários após a reunião das ninhadas com suas mães ou após o estresse pontual. Os animais foram testados no novelty-suppressed feeding, testes de contraste positivo e negativo de sacarose, investigação social e labirinto em cruz elevado (LCE). Amostras de sangue foram coletadas em diferentes intervalos de tempo após o LCE para a determinação das concentrações plasmáticas de corticosterona (CORT). Uma quarta parte dos animais não foi testada, fornecendo amostras basais para as concentrações de CORT e de monoaminas cerebrais analisadas no hipotálamo (HPT), córtex frontal (CF), amígdala (AMG), hipocampo ventral (HV) e dorsal (HD). Os resultados mostraram que a PM produziu aumento mais robusto sobre os comportamentos maternos (principalmente logo após a reunião das ninhadas com suas mães) do que a injeção de salina. Na idade adulta, os animais submetidos à PM independente do sexo, apresentaram redução do comportamento alimentar e alteração do comportamento ansioso no novelty-suppressed feeding, representado pela menor latência para consumo de alimento durante o teste. A injeção de salina interagiu com a PM produzindo redução da exploração do rato-alvo no teste de investigação social, independente do sexo. Em relação à resposta de estresse após o LCE, a privação materna aumentou a magnitude da liberação de CORT em machos e fêmeas, contudo, a injeção de salina apresentou efeito apenas em fêmeas, demonstrado pela maior magnitude da resposta quando comparada aos animais que não receberam salina. Por fim, as manipulações neonatais produziram efeitos sobre as concentrações de monoaminas cerebrais em condições basais: em fêmeas a PM diminuiu as concentrações de dopamina na AMG e aumentou as concentrações de noradrenalina no CF, enquanto que a injeção de salina diminuiu as concentrações de serotonina no HPT. Em machos, a PM acarretou efeitos apenas no sistema serotoninérgico, reduzindo suas concentrações no córtex e no hipotálamo. Em contrapartida, a PM e a injeção de salina interagiram produzindo alterações nas concentrações de dopamina na AMG, CF, HV e HD. Concluímos, portanto, que apenas a PM induz um aumento de dois comportamentos maternais de forma pontual: o ABN e LGA. A privação materna no DPN 11 não produziu efeitos sobre o comportamento ansioso, depressivo e social, mas afetou a resposta de estresse. A injeção de salina durante a privação afetou notavelmente a resposta de estresse de animais de ambos os sexos, bem como interagiu com a privação causando alterações dopaminérgicas em machos. Estes resultados demonstram, portanto, que um desafio brando durante o período neonatal pode causar alteração na programação biológica da resposta de estresse, e que, caso este desafio seja enfrentado durante a ausência de cuidados maternais, ocasiona alteração na disponibilidade de dopamina no cérebro de machos, mas não de fêmeas – sugerindo um claro dimorfismo sexual.
Keywords Female Wistar Rats
Privação Materna
Cuidado Materno
Corticosterona
Ansiedade
Dopamina
Serotonina
Language Portuguese
Date 2017-09-28
Research area Psicobiologia Do Estresse E Medicina Comportamental
Knowledge area Neurobiologia Da Emoção, Cognição E Motivação
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 134p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5076603
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50416

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