Detecção De Anticorpos Anti-Rods And Rings (Antirr) Em Portadores De Hepatite C Crônica Submetidos A Tratamento

Detecção De Anticorpos Anti-Rods And Rings (Antirr) Em Portadores De Hepatite C Crônica Submetidos A Tratamento

Author Nunes, Eunice Jadriana Soares Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Ferraz, Maria Lucia Cardoso Gomes Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Gastroenterologia
Abstract Background: Patients with chronic hepatitis C often have serum autoantibodies. In 2015, the international consensus for autoantibody research recognized a new pattern of autoantibodies against HEp-2 cells antigens found mostly in patients treated for hepatitis C, which shows rods and rings (RR) structures. The main antigenic target is the enzyme inosine monophosphate dehydrogenase (IMPDH), involved in the synthesis of new guanosine nucleotides that can aggregate in the presence of inhibitory drugs. The objective of this study was to evaluate the occurrence of anti-RR antibodies in patients submitted to one or two treatments with interferon (IFN) and/or ribavirin (RBV) and to correlate positive results to epidemiological, clinical, virological, histological and therapeutic features. Casuistic and Method: Patients with chronic hepatitis C followed at the Hepatitis Division of the Gastroenterology Discipline at UNIFESP were enrolled. Data were retrospectively collected from medical records. Anti-RR was determined by immunofluorescence technique in HEp-2 cells. Results: Of the 112 patients included, none had anti-RR reactivity before first treatment. At the end of the first treatment, anti-RR reactivity was found in 28.5% of the patients (n = 32/112) and all had received double therapy with IFN+RBV (p = 0.003). Due to therapeutic failure, 63 patients underwent a second treatment, of which 12 (19%) already had anti-RR reactivity. From 51 patients who entered the second treatment without anti-RR reactivity, 30/51 (58.8%) developed anti-RR positivity. Positivity increased significantly from the first to the second treatment (p <0.001). By comparing the groups with and without anti-RR reactivity, a higher frequency of anti-RR was observed in the patients who used a full dose of ribavirin (p < 0.001). On the other hand, anti- RR was less frequent in patients with parenteral transmission (p = 0.007) and comorbidities (hemodialysis, renal transplantation and HIV coinfection; p = 0.005). Conclusion: Anti-RR reactivity is induced by dual treatment (interferon + ribavirin) and positivity increases with successive treatments and higher exposure to ribavirin. The absence of a relationship with clinical, virological, histological and response to therapy characteristics suggests that, like other autoantibodies, it is an epiphenomenon associated with the treatment

Introdução: Pacientes com hepatite C crônica frequentemente apresentam autoanticorpos séricos. No ano de 2015, o Consenso Internacional para pesquisa de autoanticorpos reconheceu um novo padrão de autoanticorpo contra antígenos celulares em células HEp-2 em pacientes tratados para hepatite C, que evidencia estruturas em forma de anéis e bastões (rods and rings ou RR). O principal alvo antigênico é a inosino monofosfato desidrogenase (IMPDH) envolvida na síntese de novos nucleotídeos guanosina e que podem se agregar na presença de fármacos inibidores. O objetivo deste estudo foi detectar a ocorrência de anticorpos anti-RR em pacientes submetidos a um ou dois tratamentos com interferon (IFN) e/ou ribavirina (RBV) e relacionar a ocorrência de positividade a variáveis epidemiológicas, clínicas, virológicas, histológicas e terapêuticas. Casuística e Método: Foram incluídos portadores de hepatite C crônica acompanhados no Setor de Hepatites da Disciplina de Gastroenterologia da UNIFESP. Os dados foram coletados retrospectivamente dos prontuários. O anti-RR foi determinado por técnica de imunofluorescência em células HEp-2. Resultados: Dos 112 pacientes incluídos, nenhum apresentava reatividade anti-RR antes do 1º. tratamento. Ao final do 1º. tratamento, reatividade anti-RR foi constatada em 28,5% (n=32/112) e todos haviam recebido terapia dupla com IFN+RBV (p=0,003). Devido a insucesso terapêutico, 63 pacientes se submeteram a um 2º. tratamento, dos quais 12 (19%) já apresentavam reatividade anti-RR. No grupo de 51 pacientes que ingressou no 2º. tratamento sem reatividade anti-RR, 30/51 (58,8%) passaram a apresentar anti-RR positivo. A positividade aumentou significativamente do primeiro para o segundo tratamento (p<0,001). Os grupos com e sem reatividade anti-RR foram comparados, encontrando-se presença mais frequente de anti-RR em pacientes que utilizaram dose cheia de RBV (p<0,001); por outro lado, anti-RR foi menos frequente em pacientes com transmissão parenteral (p=0,007) e com presença de comorbidades (hemodiálise, transplante renal e coinfecção com HIV; p=0,005). Conclusão: Reatividade anti-RR é induzida pelo tratamento duplo (interferon+ribavirina) e a positividade aumenta com sucessivos tratamentos e maior exposição à ribavirina. A ausência de relação com características clínicas, virológicas, histológicas e resposta à terapia sugere que, à semelhança de outros autoanticorpos, trata-se de um epifenômeno associado ao tratamento.
Keywords Hepatitis C
Autoimmunity In Hepatitis C
Autoantibodies
Ribavirin
Anti-Rods And Rings
Hepatite C
Ribavirina
Anti-Anéis E Bastões
Anti-Rods And Rings
Autoimunidade Em Hepatite C
Autoanticorpos
Language Portuguese
Date 2017-09-28
Research area Hepatites Agudas E Crônicas
Knowledge area Hepatologia
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 53p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5359326
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50084

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