Efeitos Adversos Dos Fármacos Antiepilépticos Em Crianças E Adolescentes Com Epilepsia: Relação Com Aspectos Psicossociais, Sobrecarga Do Cuidador E Qualidade De Vida

Efeitos Adversos Dos Fármacos Antiepilépticos Em Crianças E Adolescentes Com Epilepsia: Relação Com Aspectos Psicossociais, Sobrecarga Do Cuidador E Qualidade De Vida

Author Girotto, Paula Natale Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Guilhoto, Laura Maria De Figueiredo Ferreira Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Neurologia - Neurociências
Abstract Purpose: We aim to evaluate the use of Liverpool Adverse Events Profile (LAEP) as an investigation tool by proxy in children and adolescents with epilepsy. Also, its relations withinstruments measuringcaregiver burden, quality of life(QOL) and mental health of the child as well the comparison of LAEP reports between adolescents and caregivers are evaluated. Methods: A cross-sectional sample survey performed at a tertiary outpatient childhood epilepsy center in Brazil with 84 patients aged 2-19 yrs. and caregivers who completed four screening instruments: LAEP, QOL (QVCE-50 by Souza Maia Filho et al., 2007), Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) and Burden Interview (BI); 19 of them (11-19 yr.) also completed three self-reporting instruments (LAEP, QOLIE-AD-48, SDQ). Results: Factor analysis identified polytherapy as being the clinical variable with the highest impact over LAEP. Other predictors of LAEP were QOL, SDQ and BI scores. There were correlations of LAEP scores reported by caregivers with seizure frequency (r=0.311; p=0.002), BI (r=0.464; p<0.001) and inverse correlation with QOL (r=-0.669; p=0.010). Proxy-reported LAEP values were higher in children with more than one seizure type (p=0.005). QVCE-50 scores were greater in the nontoxic LAEP subgroup (p<0.001). There were differences between LAEP in SDQ subgroups (p=0.031) with worst results in mental health in those with higher LAEP scores. There was a strong correlation between caregiver and adolescent reports on LAEP (r=0.751, p=0.010). Conclusion: In children with epilepsy higher scores on the parent-reported LAEP are strongly associated with poorer mental health measures, lower QOL and higher stress overload on the caregiver. Also, high parent-reported LAEP scores were associated with some clinical variables: increased seizure frequency, more than one seizure semiology and polytherapy, this last LAEP’s best clinical predictor. LAEP may be used in children with epilepsy as a screening tool for psychological and health assessment.

Objetivo: Avaliar o uso do instrumento Liverpool Adverse Events Profile (LAEP) como ferramenta de investigação de eventos adversos das medicações antiepilépticas em crianças e adolescentes com epilepsia. Além disso, são avaliadas suas relações com instrumentos que medem a sobrecarga de estresse no cuidador, qualidade de vida e comorbidades psiquiátricas da criança, bem como a comparação dos relatos do LAEP entre adolescentes e cuidadores. Métodos: Estudo transversal realizado em uma amostra de pacientes em um centro terciário ambulatorial de epilepsia na infância no Brasil, com 84 pacientes com idade entre 2- 19 anos e cuidadores, que completaram quatro instrumentos de triagem: LAEP, QOL (QVCE-50 por Souza Maia Filho et al., 2007), Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) e Burden Interview (BI); 19 deles (11-19 anos) também completaram três instrumentos de auto-relato (LAEP, QOLIE-AD-48, SDQ). Resultados: A análise fatorial identificou a politerapia como sendo a variável clínica com maior impacto sobre o LAEP. Outros preditores do LAEP foram as pontuações de QVCE-50, SDQ e BI. Houve correlação entre os escores de LAEP relatados pelos cuidadores (proxy) com a freqüência de crises epilépticas (r=0,311; p=0,002), BI (r=0,464; p<0,001) e correlação inversa com QVCE-50 (r=0,669; p=0,010). Os valores de LAEP relatados por proxy foram maiores em crianças com mais de um tipo de crise epiléptica (p=0,005). Os escores QVCE-50 foram maiores no subgrupo não tóxico de LAEP (p<0,001). Houve diferenças entre o LAEP nos subgrupos do SDQ (p=0,031) com os piores resultados de saúde mental naqueles com escores LAEP mais elevados. Houve uma forte correlação entre os relatórios do cuidador e do adolescente sobre o LAEP (r=0,751; p=0,010). Conclusão: Em crianças com epilepsia, as pontuações mais elevadas no LAEP relatadas pelos pais estão fortemente associadas a medidas mais precárias de saúde mental, pior qualidade de vida e maior sobrecarga de estresse no cuidador. Além disso, os escores elevados de LAEP relatados pelos pais foram associados à algumas variáveis clínicas: maior freqüência de crises epilépticas, mais de um tipo de crise e politerapia, sendo este último o melhor preditor clínico do LAEP. O LAEP pode ser usado em crianças com epilepsia como ferramenta de triagem para avaliação de comorbidades psiquiátricas, qualidade de vida e suporte familiar.
Keywords Epilepsy
Epilepsia
Qualidade De Vida
Anticonvulsivante
Language Portuguese
Date 2017-06-29
Research area Investigações Clínicas Em Doenças Neurológicas
Knowledge area Neurologia
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 169p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5454573
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50028

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