Efeito Do Intervalo Para O Início Da Radioterapia Em Pacientes Com Glioblastoma

Efeito Do Intervalo Para O Início Da Radioterapia Em Pacientes Com Glioblastoma

Author Loureiro, Luiz Victor Maia Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Malheiros, Suzana Maria Fleury Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Neurologia - Neurociências
Abstract Objective: to evaluate the effect of waiting time between the neurosurgical intervention and the starting of radiotherapy on overall survival of Glioblastoma patients as an independent prognostic variable. Methods: two different methods were applied: 1) cohort study; 2) systematic review and meta-analysis. Cohort of 115 Glioblastoma patients from two different health-care institutions (one public and one private) who underwent post-operative radiotherapy. A systematic review of studies published between 1975 and 2015 reporting on the waiting time to radiotherapy for Glioblastoma patients who underwent a neurosurgical procedure. The meta-analysis was performed by converting the waiting time to radiotherapy studies intervals into a regression coefficient (β) and standard error expressing the effect size on overall survival per week of delay. Results: for the entire cohort the median waiting time to radiotherapy was 6 weeks (range, 1.3 – 17.6). The median overall survival for waiting time < 6 weeks was 13.5 months (95% CI, 9.1 – 17.9) and for those > 6 weeks was 14.2 months (95% CI, 11.2 – 17.2) (HR 1.16, 95% CI 0.77 – 1.76; p = 0.47). The waiting time to radiotherapy had no significant effect on overall survival even when compared to well- known prognostic variables (HR 1.32, 95% CI, 0.73 – 2.39; p = 0.35). Data required to calculate the effect size on overall survival were available for 14 studies retrieved for systematic review, including 5,429 patients. The combined analysis showed a median waiting time to radiotherapy of 37 days (ranges, 1 – 232) and provided no evidence for an association between waiting time to radiotherapy, per week of delay, and overall survival (HR 0.98, 95% CI, 0.89 – 1.07; p = 0.61). Conclusions: the waiting time to radiotherapy was not an independent prognostic variable for overall survival of Glioblastoma patients and had no significant effect on overall survival even when compared to well-known prognostic variables. The meta-analysis provided no evidence of a true effect on overall survival by delaying radiotherapy.

Objetivo: objetivo primário foi avaliar o efeito do intervalo de tempo entre a intervenção neurocirúrgica e o início da radioterapia adjuvante como fator prognóstico independente na sobrevida global de pacientes diagnosticados com Glioblastoma. Métodos: dois métodos foram empregados: 1) estudo de coorte; 2) revisão de literatura e metanálise. Estudo de coorte com 115 pacientes submetidos à radioterapia adjuvante em duas instituições diferentes (uma pública e outra privada). Revisão sistemática de estudos publicados entre 1975 e 2015 acerca do tempo para início da radioterapia em pacientes submetidos à ressecção cirúrgica por Glioblastoma. A metanálise foi realizada através da conversão do intervalo para radioterapia em um coeficiente de regressão (β) e desvio padrão expressando a magnitude do efeito sobre a sobrevida global, por semana de atraso. Resultados: entre os 115 pacientes avaliados a mediana para o início da radioterapia foi de 6 semanas (intervalo, 1,3 – 17,6). A sobrevida global mediana para pacientes que iniciaram radioterapia em < 6 semanas foi de 13,5 meses (IC 95%, 9,1 – 17,9) e para aqueles com > 6 semanas foi de 14,2 meses (IC 95%, 11,2 – 17,2) (RR 1,16, IC 95% 0,77 – 1,76; p = 0,47). A confrontação com outros fatores prognóstico relevantes, realizada em análise multivariada, confirma que não há evidência de impacto relevante do tempo para o início de radioterapia na sobrevida global (RR 1,32, IC 95% 0,73 – 2,39; p = 0,35). Os dados necessários para calcular a magnitude do efeito sobre a sobrevida global estavam disponíveis em 14 estudos incluídos na revisão sistemática. Tais estudos somaram 5.429 pacientes. A análise combinada desse grupo de artigos revelou um tempo para o início de radioterapia mediano de 37 dias (intervalo, 1 – 232) e não demonstrou evidencia de impacto, por semanas de atraso, na sobrevida global (RR 0,98, IC 95%, 0,89 – 1,07; p = 0,61). Conclusões: o intervalo para início da radioterapia não pôde ser considerado um fator prognóstico independente na sobrevida global dos pacientes estudados. O intervalo para o início de radioterapia também não demonstrou tratar-se de fator prognóstico independente, quando confrontado com outras variáveis prognósticas reconhecidas. A metanálise não identificou efeito prejudicial do atraso para início da radioterapia, independentemente do intervalo.
Keywords Glioblastoma
Glioblastoma
Language Portuguese
Date 2017-08-22
Research area Neurociência Translacional
Knowledge area Neurociência
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 45p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5454396
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49987

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