Mapeamento do risco vocal no canto coral amador

Mapeamento do risco vocal no canto coral amador

Author Ferreira, Milka Botaro Rosa Villaca Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Behlau, Mara Suzana Behlau Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia)
Abstract Introduction: Amateur choir singing groups are unlikely to have the collaboration of a speech therapist and their members seldom seek speech therapy guidance to have a good vocal development. Due to the lack of knowledge and or preparation, the choristers may have symptoms related to vocal health and some handicap in their choral activities. Objective: To verify the existence of vocal risk in amateur singers. Methodos: 526 amateur volunteer choristers, 186 males and 340 females, aged 18- 89 years (average age of 42.07 years old) from several choirs from the region of São Paulo. Four instruments were applied: Voice Symptoms Scale (VoiSS), List of Vocal Symptoms and Sign (LSS), Modern Singing Handicap Index (MSHI) and Generalized Anxiety Disorder Scale (GAD-7). The participants were selected according to the VoiSS screening as the cut-off point (16) is pass (less than 16 points), and failed (16 or more points). The individuals were also categorized according to the number of vocal symptoms and signs (LSS) no risk (less than 1.7 symptoms) and risk (1.7 or more symptoms). According to this categorization, we classified groups according to the correlation of the VoiSS and LSS protocols: higher risk (VoiSS-LSS-), VoiSS risk (VoiSS-LSS+), LSS risk (VoiSS+LSS-) and no risk (VoiSS+LSS+). Results: The mean total score for VoiSS was 17.57, almost two points above the cutoff point of the protocol ESV (16), which draws attention to the importance of mapping these singers. The choristers who failed had scores greater than or equal to 16 points (51.5%, n= 271) and mild level of anxiety (GAD-7). The choristers who passed had scores smaller than or equal to 16 points (48.5%, n= 255) and minimum level of anxiety (GAD-7). A large number of singers failed in both questionnaires (n=169; 32.1%); considering only VoiSS, n=102 (19.4%); only LSS, n=54 (10.3%) and 201 and the group no risk composed of 201 choristers (38.2%). Those who failed in the screening had a mean total score of 26.34 for VoiSS and 20.97 for MSHI, with greater deviation in the defect subscale, followed by disability, and handicap. For the choristers who passed, the mean total score was 8.27 for VoiSS and 6.11 for MSHI, with greater deviation in defect subscale, followed by disability, and handicap. Conclusions: The vocal risk was higher in women and greater in the interviewees (teachers, lecturers, speech therapists, and publicists). The risk does not depend on time and hours of rehearsal and another activity using voice can impair voice quality. Finally, vocal warming does not guarantee the absence of risk. Using these protocols, quick and easy to apply, can help the conductor to map the choristers and guide those who fail in the screening for speech therapy evaluation. The combined use of the two protocols identified a greater number of choristers with potential problems than the single use of one of these.

Introdução: Coros amadores dificilmente contam com a colaboração de um fonoaudiólogo e raramente seus integrantes buscam orientação fonoaudiológica para ter um bom desenvolvimento vocal. Por falta de conhecimento e/ou preparação, os coristas podem apresentar sintomas relacionados à saúde vocal e alguma desvantagem em suas atividades de coro. Objetivo: Verificar a existência de risco vocal em cantores amadores. Metodologia: A amostra foi composta por 526 coristas amadores voluntários, classificados em oito categorias profissionais, sendo 186 do sexo masculino e 340 do sexo feminino, faixa etária de 18 a 89 anos (média de 42,07 anos) de diversos coros da região de São Paulo. Foram aplicados quatro instrumentos: Escala Sintomas Vocais - ESV, Lista de Sinais e Sintomas de Voz - LSS, Índice de Desvantagem para o Canto Moderno - IDCM e Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada - GAD-7. Os participantes foram selecionados de acordo com a triagem ESV, conforme a nota de corte (16) em passa (abaixo de 16 pontos) e falha (16 ou mais pontos). Os indivíduos também foram classificados de acordo com o número de sinais e sintomas vocais (LSS), sem risco (abaixo 1,7 sintomas) e com risco (1,7 ou mais sintomas). De acordo com essa categorização, classificamos os grupos segundo a relação dos instrumentos ESV e LSS: maior risco (ESV-LSS-), risco ESV (ESVLSS+), risco LSS (ESV+LSS-) e sem risco (ESV+LSS+). Resultados: O escore total médio do ESV foi 17,57, quase dois pontos acima da nota de corte do instrumento (16), o que chama a atenção para a importância de mapear esses cantores. Os coristas que falharam apresentaram escore maior ou igual a 16 pontos (51,5%, n=271) e grau leve de ansiedade GAD-7. Os coristas que passaram apresentaram escore menor que 16 pontos (48,5%, n=255) e grau mínimo de ansiedade GAD-7. Um grande número de cantores falhou em ambos os questionários (n=169; 32,1%); considerando apenas o ESV, n=102 (19,4%); apenas o LSS, n=54 (10,3%) e o grupo sem risco 201 coristas (38,2%). Os que falharam na triagem apresentaram uma pontuação total média de 26,34 para o ESV e 20,97 para o IDCM, com maior desvio na subescala defeito, seguido por incapacidade e desvantagem. Para os coristas que passaram, a pontuação total média foi de 8,27 para o ESV e 6,11 para o IDCM, com maior desvio na subescala defeito, seguida por incapacidade e desvantagem. Conclusão: O risco vocal foi maior nas mulheres e mais acentuado na categoria da profissão informante (professores, palestrantes, fonoaudiólogos e publicitários). O risco não depende de tempo e horas de ensaio e outra atividade, utilizando a voz pode comprometer a qualidade vocal; além disso, a prática do aquecimento vocal não garante ausência de risco. A utilização de instrumento de autoavaliação de voz é rápida e de fácil aplicação, podendo auxiliar o regente a mapear os coristas e encaminhar aqueles que falham na triagem para avaliação fonoaudiológica. O uso combinado dos dois protocolos identificou um maior número de coristas com problemas potenciais do que o uso isolado de um deles.
Keywords voz
disfonia
canto
qualidade de vida
autoavaliação
Language Portuguese
Date 2014-11-26
Published in FERREIRA, Milka Botaro Rosa Villaca. Mapeamento do risco vocal no canto coral amador. 2014. 86 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Fonoaudiologia
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 86 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1776980
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49042

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