Relação entre disfagia e funcionalidade motora na esclerose múltipla

Relação entre disfagia e funcionalidade motora na esclerose múltipla

Autor Mendes, Luiza Teles Barbosa Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Guedes, Zelita Caldeira Ferreira Guedes Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia)
Resumo Introdução: A EM é uma doença crônica, inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central, com etiologia desconhecida. É caracterizada por lesões com múltiplos focos localizados no sistema nervoso central e medula espinhal, que a partir de reação autoimune tem a bainha de mielina dos neurônios destruída, com consequente alteração da transmissão do impulso nervoso e condução motora. Objetivo: Verificar a relação entre o processo de deglutição e a funcionalidade motora em pacientes com EM. Métodos: Avaliados 33 pacientes do sexo feminino, com diagnóstico de EM do tipo remitente recorrente, previamente avaliadas a partir de uma escala de funcionalidade que classifica o impacto neurológico e motor. Todas as pacientes foram submetidas à avaliação clínica de disfagia e todas as que apresentaram alteração nesta avaliação, foram avaliadas a partir do protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial com Escores, questionário Dysphagia in Multiple Sclerosis (DYMUS). Resultados: As pacientes apresentaram idade média de 53,3 anos. Entre os indivíduos avaliados na amostra, 19 apresentaram disfagia orofaríngea, enquanto 14 não apresentaram alterações na deglutição. O grupo que apresentou disfagia orofaríngea teve média significativamente maior na Escala Ampliada de Incapacidade Funcional (EDSS), quando comparado ao grupo que não apresentou disfagia. Este mesmo grupo apresentou valor significativamente maior do que o grupo sem prejuízo durante a deglutição no que diz respeito ao tempo de diagnóstico da esclerose múltipla. Conclusão: O estudo verificou que há correlação entre disfagia e a funcionalidade motora dos pacientes com diagnóstico de esclerose múltipla. As alterações no processo de deglutição estão diretamente relacionadas às inabilidades motoras e conforme a gravidade do quadro motor do paciente com esclerose múltipla aumenta, o mesmo ocorre com o grau de severidade da disfagia. Apesar de tratar-se de uma amostra homogênea em relação ao gênero e tipo de EM, a doença evolui de forma diferente em cada indivíduo e não apresenta uma progressão definida, mas sabe-se que leva o paciente à perda das habilidades motoras após um determinado tempo, inclusive no que diz respeito aos órgãos fonoarticulatórios, interferindo diretamente na deglutição.
Assunto transtornos da deglutição
sistema estomatognático
esclerose múltipla
Idioma Português
Data 2016-02-24
Publicado em MENDES, Luiza Teles Barbosa. Relação entre disfagia e funcionalidade motora na esclerose múltipla. 2016. 52 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.
Linha de pesquisa Fonoaudiologia
Área de concentração Ciências da saúde
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 52 p.
Fonte https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3609366
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49003

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